quarta-feira, 10 de junho de 2015

saudades ser a melhor oradora e ter a melhor apresentação da turma
faculdade é mais
do mesmo

quinta-feira, 14 de maio de 2015

f r a g m e n t o s de indecisão

Não importa o quão bonita, inteligente, atraente, magra eu esteja/seja, ninguém nunca olha pra mim. Ninguém se interessa.
Ok, não vou dizer nem ninguém - os velhos, estranhos e socialmente excluídos até olham (e as vezes se apaixonam) pra mim. Mas isso não é nada, isso não é suficiente. Todos amam, todos se apaixonam mutuamente e o máximo que eu consigo é um cara mais ou menos normal querendo me foder quando está estressado, e eu não acho isso seja justo. O que eu tenho de tão errado, de tão repelente? 

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Eu tenho uma teoria de vida: ou eu vou morrer sozinha ou não vou viver o suficiente - antes dos 30, eu sinto, vou morrer. 
Talvez seja melhor assim, pra todo mundo. 
O erro que sobreviveu à barriga da mãe finalmente indo em paz.
Finalmente. 
É tudo que eu espero. 

domingo, 10 de maio de 2015

there's no good way of ending things, you know? 'cause it's ending

leio muito e teorizo muita coisa por aí; já disse que sou feminista, de centro esquerda, vegetariana, defensora da causa animal, altruísta emocional e muitas outras coisas. mas dentro de tudo isso, não consigo me encaixar, mesmo assim, em nada. sou liberal demais pra ser de esquerda, passiva demais pra ser vegetariana e defensora dos animais, e odeio militância. odeio dizer a alguém o que fazer da vida. odeio afirmar que minha visão e o meu jeito de viver são os melhores. porque, isso, é variável - varia de acordo com a sua visão de vida. 
é difícil ser feminista e heterossexual, porque saber que sua vida é menos sua que a de um homem (porque além de aparada pelo estado, ela é cercada pelo alcance do patriarcado) é não conseguir se equiparar emocionalmente também. é conviver com a estigma de sempre ser subestimada, inferiorizada e subjugada, simplesmente por ser mulher. e ter ainda que viver observando mulheres contra mulheres, mulheres que, por ignorância, ridicularizam um movimento tão essencial e que, sem ele, ela não teria a voz de poder criticar algo em primeiro lugar, é desgastante. 
mas dentro do feminismo eu não concordo com nenhuma vertente. ou melhor, não é que não concorde (eu até me identifico muito com o radfem), mas eu não consigo viver, literalmente, sabendo do que sou ou são capaz e do que posso ou não fazer e do que devo ou não abdicar pra tornar minha vida uma obra de luta e significância. 
eu não quero viver assim.
eu não quero abrir mão da 'liberdade sexual' porque, no final das contas, ela só serve ao homem, ao ponto em que meu prazer não é, na maioria das vezes, alcançado, e quando o é, não chega a servir a mim ao ponto em que serve de objetificação do corpo feminino ao homem. 
eu não quero odiar o sexo oposto, assim como não quero odiar ninguém. porque o ódio corrompe a alma, desgasta a vida, percorre cada canto da nossa mente procurando espaço pra se alojar e, assim, destruir cada pedaço de esperança e felicidade que podemos cultivar e oferecer ao outro.
eu não quero, acima de tudo, abrir mão do território conhecido, porque ele me foi imposto socialmente pelo patriarcado. eu sei que o meu 'gosto pessoal' provavelmente está incutido de imposições sexistas e injustas, mas é o que eu conheço. é o que se tornou confortável e, certas coisas, como a identificação de gênero, são o que me mantém num estado de lugar comum. 
eu não quero viver militando, impondo o que deveria ser ideal, porque ele não me faz feliz. eu sei que é o justo, numa sociedade em que mulheres morrem por serem mulheres, numa sociedade em que o esterótipo é tão cruel que o desencaixe transtorna e destrói emocional e fisicamente o ser humano, é justo lutar por um ideal. mas isso me desconstrói ao ponto que eu não sei mais quem eu sou. ao ponto em que eu, dani, não tenho vontade de viver. porque não me identifico.
não me identifico como uma criança negra sem representatividade numa loja de brinquedos. eu me desespero, eu me torno desesperançosa. porque a falta de identificação, a falta de ligação entre eu e outrem me desestabiliza e eu não quero mais socializar. 
não quero sair de casa. não quero opinar. 
não quero viver. 
não quero lutar.

sábado, 2 de maio de 2015

we are the new americana

enquanto eu tinha mais uma das minhas crises de ansiedade e atacava tudo que estava no forno eu pensei sobre como tudo com henrique começou e está indo pro final - digo indo pro final com os mais sinceros sentimentos porque foi histórico o que aconteceu entre nós; histórico pra mim, claro. ele, de uma vez por todas, faz parte da minha eterna memória.
toda vez que eu lembrar do ponto alto de normalidade da minha adolescência, do meu começo de maturidade adulta, das minhas primeiras experiências não só sexuais mas também independentes, livres da opinião acusadora alheia, eu vou lembrar dele. se transformou eterno sem ter pretendido ser.
o quê eu queria dizer, na verdade, com todo esse papo furado, é que eu tô entrando, forçosamente, numa nova fase da minha vida. preciso na marra mudar o quê tá de fora e por tudo nos trilhos antes que não haja como remediar.
eu fiz esse trato louco com o cara lá de cima (ou de baixo, ou dos lados) que ele me daria 5 anos: 5 anos pra colocar minha vida nos trilhos da independência financeira e começo de carreira profissional antes de tirar de mim meu atuais alicerces, meus pais. não que eles sejam de grande ajuda, vocês bem sabem mas, sem eles, o mínimo de segurança que eu tenho atualmente pra tentar ininterruptamente correr atrás dos meus sonhos e invalidar meus fracassos não existiria.
por isso eu peço, por isso eu faço algo nos moldes populares parecido com 'rezar' (eu acho).
por isso eu tento, pelo viés da racionalidade metodológica que eu sempre usei pra supersticionar minha vida, conseguir alguma estrutura pra viver por mim mesma.
algo que, infelizmente, eu sou criança demais pra ter.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

how is like missing something that was never mine

por um momento eu me imaginei engatando um relacionamento pseudo sentimental com henrique e foi tão gostoso se sentir, mesmo que por segundos e apenas na minha mente, aquecida pela afeição alheia novamente. parece que o olhar é diferente, sabe? na verdade, é. o calor acolhedor de se sentir querida, amada, importante.
eu sinto falta disso. mas queria que, da próxima vez que acontecesse, fosse de verdade.
de verdade como nunca foi.

terça-feira, 21 de abril de 2015

s i c k e r and s i c k e r

eu não lembro, dentro das mais de 100 postagens que já fiz nesse blog, se eu já comentei sobre a saúde mental da minha irmã mais velha. ana tem 21 anos, terminou o ensino médio em 2011 e entrou na faculdade de história no segundo semestre de 2012. não, não era esse o curso que ela queria - ela queria jornalismo. mas não obteve nota suficiente no vestibular. ana sempre foi obesa, com acne, baixinha, sociável mas sem uma aparência que atraísse a sociabilidade alheia; inteligente mas não esforçada (não que precisasse; nosso colégio nunca exigiu nada de nós), deprimida e insatisfeita; nunca beijou, tinha amigas falsas que usavam o que ela poderia dar de resposta nas provas como motivo para mantê-la por perto, sem um bom relacionamento com a irmã mais nova ou com os pais, que sempre, erroneamente, preferiram trancar as filhas em casa e renegar suas chances de normalidade em prol de um significado de segurança inexistente. porque ninguém está seguro. porque, nesse exato momento, minha irmã é a própria ameaça dela mesma. 
ana tem problemas mentais: síndrome do pânico, toc, ansiedade, depressão; ela acredita em realidades irracionais existentes unicamente na mente dela; é impassível, desequilibrada, temperamental e instável. minha irmã mais velha, que deveria ser meu exemplo e me dar conselhos, me ensinar como é a vida e errar pra que eu não precisasse, está tomando banho 15 vezes ao dia e trocando de roupa a cada vez que o faz porque acredita que está se protegendo de alguma doença venérea; que está se livrando do risco que não existe - mas que ela acredita que sim.
e ninguém aguenta; eu não aguento, minha mãe não aguenta, meu pai não aguenta. e aí eu lembro das milhares de batalhas internas que eu tenho e não posso exteriorizar porque ou parecem futilidade perto do que enfrento em casa ou parecem impossíveis até pra mim mesma. e aí eu tenho que me lembrar que o cerco está se fechando e as possibilidades de eu ter qualquer coisa normal na minha vida está diminuindo e eu posso nunca conseguir isso. 

quinta-feira, 9 de abril de 2015

oh, lord...

uma preocupação que me aflige: estou grávida?
primeiro: eu tive relações sexuais há um pouco mais de um mês atrás; 38 dias
segundo: eu usei camisinha
terceiro: o cara não gozou dentro (cês sabem de quem eu tô falando)
quarto: eu tomei pílula do dia seguinte (porque foi minha primeira vez, eu estava nervosa e queria ter certeza que nada nada poderia acontecer)
quinto: eu menstruei uma semana depois da pílula; ciclo normal de 5 dias, intenso, como sempre ocorre (eu sabia que o fato de ter tido minha primeira relação sexual + ter tomado a pílula do dia seguinte poderia/iria mexer com os meus hormônios por isso não estranhei quando minha menstruação desceu 10 dias antes do 'esperado', já que minha menstruação nunca foi regulada)
sexto: nesse mês de abril, 38 dias depois da minha primeira vez, eu tive compulsão por doces, leves cólicas, espinhas e mudanças emocionais que geralmente ocorrem quando estou na TPM, mas minha menstruação ainda não desceu
então, fica a pergunta:
eu estou grávida?

sexta-feira, 3 de abril de 2015

suicide girl

Acho que vou me matar.
De verdade.
Não há nada tão grave sobre a minha vida mas eu não me sinto feliz ou realizada com nada e a perspectiva de nada me preenche também. Eu vivo melancolia. Tristeza. Solidão. Arrependimento.
Eu penso no melhor dos futuros e ele só me satisfaz por alguns minutos... A possibilidade de conquista me dá medo, angústia e... Tristeza. Não é só não saber o que não quero; é, simplesmente, não querer nada. Se eu pudesse escolher algo, eu escolheria ser normal. Não ter esse monstro obscuro sentado nas minhas costas, comendo cada esperança, diminuindo cada felicidade, suprimindo cada alegria. Você sabe o quê é depressão? Porque eu nunca precisei de prognóstico algum pra me dizer que é exatamente isso que eu tenho. É o eterno ciclo. Eu já comentei sobre me sentir nele várias vezes, aqui, na minha agenda, com alguns amigos, não importa, e é basicamente refazer os mesmos erros e reviver os mesmos sentimentos. No começo, eu achava que a raiz do problema era eu não saber quando errava e não me esforçar para mudar a situação. Mas eu comecei a perceber os erros e fazer de tudo para modifica-los. Entretanto, nada mudou. O ciclo continua mais vivo do que nunca. A diferença, é que agora eu preciso de muito mais pra ter uma simples fagulha de felicidade. Ter uma carreira sensacional só preenche uma área da minha vida, é difícil e não me completa = infeliz.
Ter um relacionamento 'perfeito' é irreal, demanda características que não possuo e depende de uma outra pessoal que não sei se vou achar, quando vou achar e, acima de tudo, me despedaça, porque me faz escolher o mais profundo e o mais superficial aspecto da minha vida, ou seja = infeliz.
Eu só vi/vejo essas perspectivas pra mim. Nada me completa. Nada me surpreende. Porque eu tenho depressão, sua idiota. O que eu esperava? Uma solução medíocre pra uma doença assassina? Mas quem acredita que eu sou doente quando eu faço de tudo pra esconder? Não quero que achem que sou, mas não saberem faz mais mal do que bem.
Eu não sei se Deus existe. E, se sim, não sei se ele liga pra minha vida ou morte. Mas eu espero um sinal. Um sinal que tudo precisa de um fim. Remédios. Penhasco.
Meu deus, eu preciso emagrecer.
Imagina que horrorosa eu seria sendo gorda no meu túmulo.

só a gente sabe o que faz da gente a gente

quinta-feira, 2 de abril de 2015

não pergunte - eu também não sei o quê é isso

tem coisas que a gente não consegue resolver sem muito penar antes; o que queremos pro jantar - ou pro resto das nossas vidas... esse, principalmente, tem sido o maior dos meus problemas. o que eu quero?
primeiro, eu deveria conversar comigo mesma e chegar à resposta de uma outra pergunta: eu acredito em livre arbítrio ou tá tudo predestinado e traçado pra além das nossas vontades terrenas? porque, se a escolha não existe, como eu vou saber se eu estou no caminho certo pro meu destino? no caminho pra aquilo que eu deveria fazer pro resto da minha existência?
porque, se a livre escolha existe, não há nem certo nem errado. ciência política é um caminho; direito é outro; transferência pode ser um, como reingresso ou vestibular. não fazer nada também vira opção. comunicação, talvez. e diplomacia?
não existe certo,
não existe errado.
o que me confunde ainda mais. porque não ter opções é assustador mas, ter demais, também afronta. dificulta.
eu tô fazendo coisas que me dão medo e desconforto. saindo da minha zona de conforto mesmo. e estou apavorada. mas nem é o tipo que eu estava pensando e animadíssima pra fazer. eu não quero fazer algo que eu sei que vai ser ruim por nunca ter feito antes, mas a gente só melhora fazendo. é um ciclo. voltas que você dá em si mesma procurando encontrar o começo. ou o fim. porque a impressão é que você está no meio de tudo. e fora de tudo também.
eu me perco tão fácil...
esse texto é um exemplo.

quarta-feira, 25 de março de 2015

baby, tell me, what's wrong with me?

eu sou cheia desses momentos de epifania assustadores, nos quais você se dá conta que há algo na sua vida tão decisivo que sem aquilo você não seria a mesma. hoje na aula de antropologia eu tive mais um. foi escutar 20 minutos de aula e perder informações que todos pareciam ter tido anos antes de mim e, pronto, eu caí no conceito já tão conhecido por mim: futuro.
eu me dei conta, de novo, que aquilo que eu estava fazendo não era pra mim. eu nasci pra estudar direito. é o que eu mais quero há anos. estudar direito na melhor universidade do rio de janeiro, ser magra, me vestir bem, ter confiança na minha própria personalidade e encantar. ter amigos, ser sociável, namorar, ser disputada, receber spotted, idk. 
eu tô cansada desse ciclo interminável de meios termos no qual a minha vida é baseada. cansada de não dar tudo de mim, ser mediana, e ficar o.k. com isso. como eu posso? eu sinto falta de mateus e percebo que a culpa de tudo ter terminado da forma que terminou foi minha. eu sinto falta de henrique e percebo que a razão de tudo ter ficado do jeito que ficou, foi minha. eu sinto falta do tempo que passou e percebo que, se sinto falta, a culpa é minha. algo eu fiz de errado. e fiz mesmo: não aproveitei. e não socialmente, entende? eu não estudei quando era pra ter estudado. e quando o fiz, não fiz com a intensidade que deveria. não me dediquei aos meus amigos e aos meus amores como era pra ter feito. eu deixei tanto, tanto, tanto por simples e puro medo. parece que tenho um medo das coisas darem certo, sabe? afinal, eu estou tão acostumada a ter tudo dando errado... tanto digo isso como agora eu poderia estar me desdobrando afim de realizar mil e uma coisas mas, não, estou aqui dissertando sobre a minha inutilidade. 
o que precisa acontecer pra eu me dar conta de que a vida é agora? 

domingo, 22 de março de 2015

já é hora

Eu estava terminando de transcrever a última parte do primeiro capítulo do meu fichamento pra faculdade quando recebi uma mensagem de Henrique e me dei conta de algo incrível: eu sempre conheço pessoas e tenho as oportunidades certas... Nas horas erradas. Sinceramente, apesar de todos os defeitos, nunca me envolvi com cara canalha. E digo canalha no sentido de magoar e enganar propositalmente, afim de interesses meramente físicos que só seriam conseguidos por meio da ilusão. Todos eles eu me vejo namorando. Temos gostos e defeitos parecidos, mesmo com todas as diferenças (são diferenças que abrangem e engrandecem o pensamento, sabe?). Eu achei um curso ótimo, pouco concorrido, cult, com gente bonita, inteligente e que me faz parecer mais interessante do que realmente sou. E o que dizer da primeira vez que procurei emprego? De cara já tinha conseguido o  dos meus sonhos: trabalhar em uma livraria.
O que me trás à realidade é perceber exatamente que nada disso deu certo. Os caras só me queriam quando eu não estava emocionalmente disponível ou só nos atraíamos quando nenhum dos dois podia se dedicar algo. Querer algo. A faculdade é incrível e eu amaria esse curso, se fosse o que eu queria. Um curso certíssimo, pra uma péssima hora da minha vida. E o trabalho? Parecia até um freio divino: vai conseguir tudo, mas um detalhe vai te tirar da corrida - não era hora.
E quando vai ser? Porque eu estou bem cansada de me esforçar pra algo que foge de mim como quem morre de acidente de carro: repentinamente.

quarta-feira, 18 de março de 2015

happy birthday, mr. matthew

hoje é seu aniversário e aqui estou eu digitando esses parabéns que você nunca lerá.
primeiramente, feliz aniversário. eu espero, de coração, que sua vida, que esse começo de uma nova etapa pra ti, venha cheia de alegrias, diversão, amigos, amor, por que não?, conhecimento, experiências e tudo mais que venha te aperfeiçoar e trazer a tona o ser humano incrível que você nasceu pra ser.
você é, sim, cheio de defeitos. defeitos esses consequentes de um conservadorismo que não combina com teu sorriso de menino. sorriso esse que eu tanto amo. eu te amo.
eu sei que em certos momentos você duvidará, chorará e terá certeza que tudo está em ruinas. mas tenha fé. você pode tudo.
até me ter de volta, se quiser.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

v i r g i n d a d e

acho que chegou a hora de confessar a mim mesma que minha primeira vez foi casual - com um cara que eu conheci na internet, não tinha visto mais de uma vez e nem facebook tinha. um cara que não sei sobrenome, que não me disse palavras de afeto (não que tenha sido um ogro, também) e que se decepcionou por eu ter... transado. tão cedo. 'pra uma menina de criação conservadora como você' foi o que ele disse 'fiquei meio surpreso disso acontecer' ele continuou 'não era meu intuito' foi como ele terminou. e terminou mesmo. tivemos uma breve conversa depois sobre saúde sexual, se eu sabia da minha e estando tudo o.k., como estava, a missão dele estava terminada.
no dia seguinte eu pensei exatamente isso: se continuar me querendo depois de ontem, ótimo. se não quiser, ótimo também. isso é só mais uma história que eu vou lembrar quando for mais velha. mais uma que vou usar pra rir e entreter os outros. porque a maior vertente de mim é o riso, afinal de contas. não teria que encarar a face do homem que me viu sangrar, ficar sem graça e admitir que fico segura ao seu lado. n u n c a m a i s. sem constrangimentos. sem reviver o que não foi ótimo, mas foi melhor do que eu esperava.
o pior de tudo foi vê-lo reativar o tinder depois de tê-lo excluído enquanto estava comigo. então a decepção foi tão grande assim? decepção. palavra boa essa. decepção com as minhas habilidades sexuais ou com o meu suposto caráter que foi posto a prova? talvez tudo tenha sido apenas uma história que ele usou pra entreter alguém.
eu, no caso.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

o que te dá o direito de comentar e difamar a intimidade do cara assim, desse jeito como você tem feito? quem é você?
se ele comenta da qualidade dos teus peitos, do tamanho da tua barriga ou das espinhas no seu rosto eu tenho mais do que certeza que você odiaria. você é uma burra.
babaca.
aprende a viver, garota.

eu acho

deveria eu ficar magoada porque pedro decidiu, depois de levantar o assunto, cortar todo o relacionamento que tínhamos e sermos só amigos, sem intimidade, carinho, cuidado? eu nem sei o que eu queria dele, anyway. era pra sermos amigos. então é o que seremos.

e agora ele está fazendo eu me sentir culpada por ter levantado o assunto que ELE puxou. como lidar?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

less human

eu nem sei o que dizer sobre o estado atual da minha vida, de verdade. meus pais não confiam em mim, eu estou numa eterna incapacidade mental e física. não ajo. não penso. não memorizo. não evoluo. conheci um cara pelo tinder que, de acordo com os meus instintos, só quer saber de sexo. ele é lindo. me trata bem. mas é só isso: sexo. eu quero alguém que se importe comigo o suficiente pra adiar os próprios desejos em prol da minha sanidade mental. o que, definitivamente, não é o caso. no final, eu também não posso confiar nos meus pais. nunca falar a verdade. nunca me importar de verdade. with foxes we must play the fox. já dizia eu mesma pra mim mesma. pena que eu nunca levei a sério. pedro me disse que eu deveria esquecer meus sentimentos, me tornar uma pessoa fria e simplesmente foder com quem me quisesse enquanto eu ainda não fosse magoada e pudesse escolher isso. querem que eu seja um robô. querem que eu me encaixe nessa armadura dita perfeita contra contusões emocionais, que eu achava sensacional quando mais nova, mas que hoje em dia eu só acho triste. muito triste. eu tenho que reter qualquer princípio de sentimento, não me importar, remoer tudo dentro do meu peito pra que isso não interfira na minha vida. então, é, estude como uma louca. transe. saia. e não ligue pra ninguém além de si mesma. seja, consequentemente, cruel. abusiva. injusta. corrosiva. mas não retenha amor. paixão. carinho. felicidade. não se esqueça também que gordas, acima do peso. sobrepeso, gordurinha, espinha, dente amarelo, roupa mal colocada ou que não valorize, falta de maquiagem, cabelo bagunçado, tudo isso só é expressão da confusão emocional que você é. era. por que agora não é mais, não? é, sim, o robô que eles queriam. fatal. perfeita.
um crime ideal.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Deus, ó Deus, porque fizeste-me tão dependente?

fragmentos (6/14)

Tudo isso me lembrou que a vida é muito, muito longa. Nada de breve existe aqui. Um exemplo é o ano de 2014, esse exato ano que estamos, que termina agora seu primeiro semestre e já deu banda em muita gente. Inclusive em mim. A quantidade de experiências novas que até agora eu já fui forçada socialmente a ter me fizeram, em seis meses, uma pessoa completamente diferente da que passou a virada do ano com a melhor amiga de infância achando que da vida nada teria e que o mesmo continuaria o mesmo porquê nada era para si.
Entre outras conclusões as pessoas não percebem que, de fato, o hoje é infinito. E que há infinitas possibilidades de viver uma única vida. Nada é programado, destinado, acarretado. Nós, seres humanos, simplesmente decidimos que se assim a realidade fosse encarada haveria menos desvios no percurso. Haveria um sentido. Um propósito único, especial, do qual não se poderia fugir.
Nós nos enganamos, diariamente, e iludimos a acreditar que por mais esforçados que sejamos, tudo no final não depende de nós e, aparte de qualquer religião,

empatia epifânica

lembrei da analogia sobre o brasil ser um 'anão diplomático'. estou eu, mulher, me sentindo uma anã diferencial.
não é nenhum discurso sobre como ninguém me ama, me quer ou liga pra mim. é sobre ser mulher, bonita e feminista.
é sobre ser hiper sexualizada e descreditada pela minha aparência. ou pela minha beleza não condizer com o meu intelecto. porque, desculpa, inteligente? só pode ser feia. opinião própria? neologismo pra despeito. eu não sou, de acordo com eles, fiel ao que meu esteriótipo significa.
mulher, sinônimo de ignorância social, aplaudida pela beleza e sacrificada pela luta. luta essa que difere do padrão comportamental a qual, a vida inteira, fomos impostas.
luta essa com
L de libertação
U de união
T de totalidade e
A de, obviamente, amor.
amor ao semelhante. ao diferente. à vivência alheia. à luta.
- ela, sempre ela.