saudades ser a melhor oradora e ter a melhor apresentação da turma
faculdade é mais
do mesmo
“He did not care if she was heartless, vicious and vulgar, stupid and grasping, he loved her. He would rather have misery with one than happiness with the other.” - W. Somerset Maugham
quarta-feira, 10 de junho de 2015
quinta-feira, 14 de maio de 2015
f r a g m e n t o s de indecisão
domingo, 10 de maio de 2015
there's no good way of ending things, you know? 'cause it's ending
sábado, 2 de maio de 2015
we are the new americana
toda vez que eu lembrar do ponto alto de normalidade da minha adolescência, do meu começo de maturidade adulta, das minhas primeiras experiências não só sexuais mas também independentes, livres da opinião acusadora alheia, eu vou lembrar dele. se transformou eterno sem ter pretendido ser.
o quê eu queria dizer, na verdade, com todo esse papo furado, é que eu tô entrando, forçosamente, numa nova fase da minha vida. preciso na marra mudar o quê tá de fora e por tudo nos trilhos antes que não haja como remediar.
eu fiz esse trato louco com o cara lá de cima (ou de baixo, ou dos lados) que ele me daria 5 anos: 5 anos pra colocar minha vida nos trilhos da independência financeira e começo de carreira profissional antes de tirar de mim meu atuais alicerces, meus pais. não que eles sejam de grande ajuda, vocês bem sabem mas, sem eles, o mínimo de segurança que eu tenho atualmente pra tentar ininterruptamente correr atrás dos meus sonhos e invalidar meus fracassos não existiria.
por isso eu peço, por isso eu faço algo nos moldes populares parecido com 'rezar' (eu acho).
por isso eu tento, pelo viés da racionalidade metodológica que eu sempre usei pra supersticionar minha vida, conseguir alguma estrutura pra viver por mim mesma.
algo que, infelizmente, eu sou criança demais pra ter.
sexta-feira, 1 de maio de 2015
how is like missing something that was never mine
eu sinto falta disso. mas queria que, da próxima vez que acontecesse, fosse de verdade.
de verdade como nunca foi.
terça-feira, 21 de abril de 2015
s i c k e r and s i c k e r
quinta-feira, 9 de abril de 2015
oh, lord...
primeiro: eu tive relações sexuais há um pouco mais de um mês atrás; 38 dias
segundo: eu usei camisinha
terceiro: o cara não gozou dentro (cês sabem de quem eu tô falando)
quarto: eu tomei pílula do dia seguinte (porque foi minha primeira vez, eu estava nervosa e queria ter certeza que nada nada poderia acontecer)
quinto: eu menstruei uma semana depois da pílula; ciclo normal de 5 dias, intenso, como sempre ocorre (eu sabia que o fato de ter tido minha primeira relação sexual + ter tomado a pílula do dia seguinte poderia/iria mexer com os meus hormônios por isso não estranhei quando minha menstruação desceu 10 dias antes do 'esperado', já que minha menstruação nunca foi regulada)
sexto: nesse mês de abril, 38 dias depois da minha primeira vez, eu tive compulsão por doces, leves cólicas, espinhas e mudanças emocionais que geralmente ocorrem quando estou na TPM, mas minha menstruação ainda não desceu
então, fica a pergunta:
eu estou grávida?
sexta-feira, 3 de abril de 2015
suicide girl
Acho que vou me matar.
De verdade.
Não há nada tão grave sobre a minha vida mas eu não me sinto feliz ou realizada com nada e a perspectiva de nada me preenche também. Eu vivo melancolia. Tristeza. Solidão. Arrependimento.
Eu penso no melhor dos futuros e ele só me satisfaz por alguns minutos... A possibilidade de conquista me dá medo, angústia e... Tristeza. Não é só não saber o que não quero; é, simplesmente, não querer nada. Se eu pudesse escolher algo, eu escolheria ser normal. Não ter esse monstro obscuro sentado nas minhas costas, comendo cada esperança, diminuindo cada felicidade, suprimindo cada alegria. Você sabe o quê é depressão? Porque eu nunca precisei de prognóstico algum pra me dizer que é exatamente isso que eu tenho. É o eterno ciclo. Eu já comentei sobre me sentir nele várias vezes, aqui, na minha agenda, com alguns amigos, não importa, e é basicamente refazer os mesmos erros e reviver os mesmos sentimentos. No começo, eu achava que a raiz do problema era eu não saber quando errava e não me esforçar para mudar a situação. Mas eu comecei a perceber os erros e fazer de tudo para modifica-los. Entretanto, nada mudou. O ciclo continua mais vivo do que nunca. A diferença, é que agora eu preciso de muito mais pra ter uma simples fagulha de felicidade. Ter uma carreira sensacional só preenche uma área da minha vida, é difícil e não me completa = infeliz.
Ter um relacionamento 'perfeito' é irreal, demanda características que não possuo e depende de uma outra pessoal que não sei se vou achar, quando vou achar e, acima de tudo, me despedaça, porque me faz escolher o mais profundo e o mais superficial aspecto da minha vida, ou seja = infeliz.
Eu só vi/vejo essas perspectivas pra mim. Nada me completa. Nada me surpreende. Porque eu tenho depressão, sua idiota. O que eu esperava? Uma solução medíocre pra uma doença assassina? Mas quem acredita que eu sou doente quando eu faço de tudo pra esconder? Não quero que achem que sou, mas não saberem faz mais mal do que bem.
Eu não sei se Deus existe. E, se sim, não sei se ele liga pra minha vida ou morte. Mas eu espero um sinal. Um sinal que tudo precisa de um fim. Remédios. Penhasco.
Meu deus, eu preciso emagrecer.
Imagina que horrorosa eu seria sendo gorda no meu túmulo.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
não pergunte - eu também não sei o quê é isso
primeiro, eu deveria conversar comigo mesma e chegar à resposta de uma outra pergunta: eu acredito em livre arbítrio ou tá tudo predestinado e traçado pra além das nossas vontades terrenas? porque, se a escolha não existe, como eu vou saber se eu estou no caminho certo pro meu destino? no caminho pra aquilo que eu deveria fazer pro resto da minha existência?
porque, se a livre escolha existe, não há nem certo nem errado. ciência política é um caminho; direito é outro; transferência pode ser um, como reingresso ou vestibular. não fazer nada também vira opção. comunicação, talvez. e diplomacia?
não existe certo,
não existe errado.
o que me confunde ainda mais. porque não ter opções é assustador mas, ter demais, também afronta. dificulta.
eu tô fazendo coisas que me dão medo e desconforto. saindo da minha zona de conforto mesmo. e estou apavorada. mas nem é o tipo que eu estava pensando e animadíssima pra fazer. eu não quero fazer algo que eu sei que vai ser ruim por nunca ter feito antes, mas a gente só melhora fazendo. é um ciclo. voltas que você dá em si mesma procurando encontrar o começo. ou o fim. porque a impressão é que você está no meio de tudo. e fora de tudo também.
eu me perco tão fácil...
esse texto é um exemplo.
quarta-feira, 25 de março de 2015
baby, tell me, what's wrong with me?
domingo, 22 de março de 2015
já é hora
Eu estava terminando de transcrever a última parte do primeiro capítulo do meu fichamento pra faculdade quando recebi uma mensagem de Henrique e me dei conta de algo incrível: eu sempre conheço pessoas e tenho as oportunidades certas... Nas horas erradas. Sinceramente, apesar de todos os defeitos, nunca me envolvi com cara canalha. E digo canalha no sentido de magoar e enganar propositalmente, afim de interesses meramente físicos que só seriam conseguidos por meio da ilusão. Todos eles eu me vejo namorando. Temos gostos e defeitos parecidos, mesmo com todas as diferenças (são diferenças que abrangem e engrandecem o pensamento, sabe?). Eu achei um curso ótimo, pouco concorrido, cult, com gente bonita, inteligente e que me faz parecer mais interessante do que realmente sou. E o que dizer da primeira vez que procurei emprego? De cara já tinha conseguido o dos meus sonhos: trabalhar em uma livraria.
O que me trás à realidade é perceber exatamente que nada disso deu certo. Os caras só me queriam quando eu não estava emocionalmente disponível ou só nos atraíamos quando nenhum dos dois podia se dedicar algo. Querer algo. A faculdade é incrível e eu amaria esse curso, se fosse o que eu queria. Um curso certíssimo, pra uma péssima hora da minha vida. E o trabalho? Parecia até um freio divino: vai conseguir tudo, mas um detalhe vai te tirar da corrida - não era hora.
E quando vai ser? Porque eu estou bem cansada de me esforçar pra algo que foge de mim como quem morre de acidente de carro: repentinamente.
quarta-feira, 18 de março de 2015
happy birthday, mr. matthew
primeiramente, feliz aniversário. eu espero, de coração, que sua vida, que esse começo de uma nova etapa pra ti, venha cheia de alegrias, diversão, amigos, amor, por que não?, conhecimento, experiências e tudo mais que venha te aperfeiçoar e trazer a tona o ser humano incrível que você nasceu pra ser.
você é, sim, cheio de defeitos. defeitos esses consequentes de um conservadorismo que não combina com teu sorriso de menino. sorriso esse que eu tanto amo. eu te amo.
eu sei que em certos momentos você duvidará, chorará e terá certeza que tudo está em ruinas. mas tenha fé. você pode tudo.
até me ter de volta, se quiser.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
v i r g i n d a d e
no dia seguinte eu pensei exatamente isso: se continuar me querendo depois de ontem, ótimo. se não quiser, ótimo também. isso é só mais uma história que eu vou lembrar quando for mais velha. mais uma que vou usar pra rir e entreter os outros. porque a maior vertente de mim é o riso, afinal de contas. não teria que encarar a face do homem que me viu sangrar, ficar sem graça e admitir que fico segura ao seu lado. n u n c a m a i s. sem constrangimentos. sem reviver o que não foi ótimo, mas foi melhor do que eu esperava.
o pior de tudo foi vê-lo reativar o tinder depois de tê-lo excluído enquanto estava comigo. então a decepção foi tão grande assim? decepção. palavra boa essa. decepção com as minhas habilidades sexuais ou com o meu suposto caráter que foi posto a prova? talvez tudo tenha sido apenas uma história que ele usou pra entreter alguém.
eu, no caso.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
se ele comenta da qualidade dos teus peitos, do tamanho da tua barriga ou das espinhas no seu rosto eu tenho mais do que certeza que você odiaria. você é uma burra.
babaca.
aprende a viver, garota.
eu acho
e agora ele está fazendo eu me sentir culpada por ter levantado o assunto que ELE puxou. como lidar?
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
less human
um crime ideal.
sábado, 24 de janeiro de 2015
fragmentos (6/14)
Entre outras conclusões as pessoas não percebem que, de fato, o hoje é infinito. E que há infinitas possibilidades de viver uma única vida. Nada é programado, destinado, acarretado. Nós, seres humanos, simplesmente decidimos que se assim a realidade fosse encarada haveria menos desvios no percurso. Haveria um sentido. Um propósito único, especial, do qual não se poderia fugir.
Nós nos enganamos, diariamente, e iludimos a acreditar que por mais esforçados que sejamos, tudo no final não depende de nós e, aparte de qualquer religião,
empatia epifânica
não é nenhum discurso sobre como ninguém me ama, me quer ou liga pra mim. é sobre ser mulher, bonita e feminista.
é sobre ser hiper sexualizada e descreditada pela minha aparência. ou pela minha beleza não condizer com o meu intelecto. porque, desculpa, inteligente? só pode ser feia. opinião própria? neologismo pra despeito. eu não sou, de acordo com eles, fiel ao que meu esteriótipo significa.
mulher, sinônimo de ignorância social, aplaudida pela beleza e sacrificada pela luta. luta essa que difere do padrão comportamental a qual, a vida inteira, fomos impostas.
luta essa com
L de libertação
U de união
T de totalidade e
A de, obviamente, amor.
amor ao semelhante. ao diferente. à vivência alheia. à luta.
- ela, sempre ela.