quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

quero ser fitness

quero sim.
sei lá, tenho minhas dificuldades em passar um dia sem comer uma bobeira, um doce hipercalórico, mais do que deveria, mas sempre me vi nesse estilo de vida saudável. primeiro, porque eu realmente gosto de coisas saudáveis - principalmente legumes. eu sou a p a i x o n a d a por legumes. segundo, porque atividade física me faz um bem danado, eu fico melhor com meu corpo, eles funciona melhor, meu ânimo aumenta e consigo ser três vezes mais produtiva.
é óbvio que quando digo que quero ser fitness não quero dizer que pretendo me tornar uma gabriela pugliese da vida, sabe?  até porque não quero que o que eu como me defina. nem o quanto eu faço atividade física ou o quanto meu abdômen definido aparece numa foto - até porque nem quero o tal abdômen definido.
o que eu quero é ser feliz com meu corpo. me sentir sexy. não ter vergonha de ficar nua na frente do cara que eu gosto (ou não). me sentir confortável usando um biquíni. eu quero que meu ânimo e motivação não sejam temporários. quero ser menos depressiva. quero que minha saúde continue boa. não quero morrer de ataque do coração como meus avós ou de câncer como minhas tias.
desculpa, mas eu quero ser fitness.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

as primeiras palavras que me vêm a mente quando termino um texto são o quê faço de título

cada dia, nessas últimas semanas, tenho tido mais certeza que victor não é especial. não é pra mim aquilo que eu, infelizmente, espero de todo homem: uma segurança de eternidade.
não me leve a mal, não estou procurando um namoro pra casar e ter filhos e tudo mais - mas eu não quero pular de relacionamento em relacionamento, envolvendo amigos, família, planos etc. eu quero encontrar alguém por quem seja apaixonada e que sinta o mesmo, verdadeiramente e explicitamente, de volta. que visivelmente se preocupe e não desista, nunca, de mim. que realmente me queira por quem eu sou e não pelo que aparento ser. não pelo meu sexo ou pelo sexo - mas por danielly.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

uma ode aos sonhos simples e corajosos

sim, reconheço que as vezes as coisas são podem ser como a gente quer - aceitar isso é um dos maiores passos para atingir a maturidade sabiamente. mas, as vezes, também, com um pouquinho de esforço e sorte, podemos ter exatamente aquilo que desejamos.
se, e colocaremos um grande se aqui!, se eu passar na uerj, minha primeira ação (pra que eu não desista pela acomodação) será arranjar um emprego. e por que tanta ênfase nisso, danielly? porque tendo um meio de me sustentar eu poderei me sustentar fora de casa, tendo ou não os apoios dos meus pais. pra eles, amor e proteção são sinônimos de falta de liberdade, opressão e truculência. chantagem emocional, tapa na cara e gritaria são apenas as formas de expressão desse cuidado tão bem quisto. sei, por vivência e observação, que eu posso fazer 30 anos, ter meu emprego, ser casada e me sustentar, que mesmo assim eles não me tratariam diferente de uma menina de 12 anos indefesa e tola. logo, por puro segmento racional, a única solução pra causa da minha depressão e infelicidade é sair de casa. eu, sinceramente, não aguento esperar até me formar pra fazer isso - até porque até lá eu já teria perdido toda a minha juventude e os meus gloriosos tempos de faculdade. tive essa experiência de um ano na unirio (que eu espero que acabe por aqui) e pude comprovar como sou um ser insignificante quando não posso participar socialmente das vidas alheias. e como posso exigir daqueles que, em sala, demonstram todo tipo de afeição por mim, paciência inesgotável? ninguém, quando me conheceu, assinou contrato irremediável para uma amizade via pombo correio. comunicação espiritual e presença mental. as pessoas querem amigos que possam encontrar num dia de tédio, tomar um sorvete num final de tarde, passar o dia fora pra fazer um trabalho importante, ir numa festa memorável... pessoas assinam contratos invisíveis para amizades factuais. amizades que, em suma, preencham todas as lacunas das necessidades sociais humanas. e eu, infelizmente, não ocupo esses pré requisitos. minha única salvação de uma vida medíocre é a coragem de me jogar incertamente no mundo procurando o futuro que tanto me prometeram nos meus sonhos adolescentes.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

projeto férias 2015/2016 (dezembro/janeiro/fevereiro) OU METAS PARA 2016

1) Ler mais: 2015 foi um ano de muitas adaptações, vestibular, faculdade, família... Li pouco, pouquíssimo. 5 livros até começarem minhas aulas, 1 desde que elas começaram em Março e (até agora) 1 depois do vestibular da uerj. Ou seja, menos da metade da minha média anual. E isso foi perceptível pra mim - escrevia mal, interpretava pior ainda. Senti saudades várias vezes e percebi como isso é tão importante e vital para mim. Agora leitura é uma prioridade vitalícia.
2) Fazer atividade física: 2015 foi um ano em que eu fiz NADA de atividade física, o quê ficou bem claro no meu peso (eternamente) flutuante. Mas minha família não dá folga, e a cada mês aparece alguém com uma doença nova. Minha genética já deu os avisos: ou eu me cuido, ou eu tenho o mesmo destino que todo mundo. E todo mundo sabe que tudo que eu sempre quis foi não ser como todo mundo, não é mesmo?
3) Estudar/Ler livros sobre política: entrei na faculdade e fiquei mais pra trás do que nunca - não em nota, nisso eu fiquei acima da média. Mas no conhecimento. Já que a UNIRIO foi a única coisa que me sobrou, preciso fazer disso a melhor coisa da minha vida.
4) Procurar um estágio: isso é algo que quero fazer durante o ano de 2016 mas sem certeza ainda se vou conseguir um.
5) Alimentação mais correta possível: pelos mesmos motivos citados 3 tópicos acima.
6) Chegar abaixo dos 55 quilos: desse ano NÃO PASSA! Cabô isso de ficar insegura com o corpo - olha o quanto isso me deixou pra trás na vida.
7) Fazer cursos online: excell, escrita, marketing... ainda não me decidi sobre todos. Mas quero usar meu tempo livre em 2016, além de dar ênfase a isso nas férias, para conquistar alguns certificados extras.
8) Me dedicar ao inglês: isso inclui prestar atenção nas aulas do curso, fazer anotações, não atrasar o material e começar a ler em inglês!!
9) Lavar mais louça: eu vivo deixando louça acumulada e meu pai sofre toda manhã lavando a da casa inteira - já vou fazer 20 anos. Acho que já deu, né?
10) Usar fio dental regularmente: pasta de dente is not enough.
11) Não reclamar/Parar de se preocupar: as coisas são do jeito que são! e ficar reclamando não muda o fato de que algo deu errado, só mexe na sua autoestima, confiança e humor.
12) Trocar meu travesseiro: ele tá um n o j o. Já deu a hora de trocar isso.
13) Cuidar mais de mim esteticamente: e essa meta inclui voltar a cuidar da minha pele, usar acessórios e escolher minhas roupas mais cuidadosamente.
14) Usar protetor solar TODA VEZ que sair ao sol: e isso é sério! tô cansada de ficar morena de sol com marca de roupa, bem ridículo até.
15) Parar de roer unhas: não preciso terminar 2016 com a unha mais longa do mundo - só não quero que ela esteja como está agora! Vou começar a usar unhas postiças com mais frequência.
16) Tirar minha carteira de trabalho: autoexplicativo.
17) Ir FINALMENTE nos médicos que adio: dermatologista, oftalmologista especialista em estrabismo/convergência, fonoaudióloga e psicóloga.



sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

maratona literária 2015.2

Decidi fazer uma maratona literária hoje meio-que-de-surpresa, pelos seguintes motivos:
a) quero dar uma roubada mesmo, pra aumentar o número de livros lidos no ano
b) esses livros (menos o emma) estão empacados comigo HÁ MESES, non aguento mais vê-los

Essa vai ser uma maratona não convencional, porque não vai durar 24 horas, mas sim até o final de 2015. Essa será uma lista de livros que vou me dedicar a ler inteiramente antes do ano acabar, pra deixar essas histórias (aparentemente) insossas para trás.
Logo, pretendo terminar todos, até porque a maioria já foi começada e esses eu não me interesso o suficiente pela história pra voltar pro começo. Segue a lista de livros escolhidos para serem lidos e terminados:


- Glória Mortal - J. D. Robb (<3)
- Silêncio - Becca Fitzpatrick
- Mulher Integral - Sônia Biondo
- PaperBoy - Pete Dexter
- Emma - Jane Austen
- Seis anos depois - Harlan Coben


meus benzin e seus 20 dias para terminá-los 




sábado, 5 de dezembro de 2015

Why am i thinking about you so much those days? I thought i let you go - I'm sure i let you go.
So what's happening? Why do you keep popping on my mind? What have i done to you, god or the universe to make me so fragile when it comes to you?

domingo, 22 de novembro de 2015

Eu sou.

Como consigo fazer uma redação tão boa sobre intolerância quando a pratico diariamente? Na minha cabeça, por não ser terrorista, não gerar mortes ou consequências materiais pra nada nem ninguém, não tô sendo intolerante ou, se estou, não tem problema. Mas e todo estrago emocional e psicológico que eu causo? Fica como? Por ter sofrido e sofrer com ele me dá motivo pra fazer o mesmo? Ou não me importar se eu estou fazendo?
Eu sou todos os defeitos que eu maldisse.
Tudo que eu tentei fugir.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Vídeos de maratona literária no youtube me trouxeram aqui

Sinto falta desse blog aqui da mesma forma que sinto falta da literatura. Coisas que deixei de lado por causa desses tais objetivos dispersos que carrego comigo. Tenho tantos projetos... Mas sinto que eles só serão válidos se eu conseguir meu objetivo principal: direito. Minha vida, há 3 anos, vem girando em torno desse evento que pareço prever todo ano mas que todo ano se adia. Eu não sei do que será de mim em 2016, realmente não tenho ideia. Mas espero que meus planos tenham seus pré requisitos para serem realizados - não que eles realmente serão, mas, pelo menos, quero ter a liberdade de idealizar, meu esporte favorito.

domingo, 25 de outubro de 2015

caminhos das civilizações - história integrada geral e do brasil (josé geraldo vinci de moraes)

disse uns posts atrás que tinha passado pelo segundo exame de qualificação da uerj e obtido A.
pois é.
nisso, num misto de confusão entre persistir e desistir, acabei trancando o máximo de matérias possíveis na unirio sem que eu perdesse minha matrícula e, porque tem trabalhos extensos de assuntos que não domino como avaliação, acabei de largar de mão mais uma disciplina. que vou zerar propositalmente pra não ter outro trabalho já que as outras duas disciplinas ao qual eu estava inscrita eu já tinha feito prova, sendo que em uma eu já sabia que tinha tirado 9.
minha amiga acabou de sair do enem e disse, com esse tema de redação maravilhoso, que fazendo sem pressão foi o melhor vestibular da vida dela. nunca se saiu tão bem. me arrependi na hora de não ter feito minha inscrição e tentado a sorte.
agora, debruçada sobre um livro de história, com apenas 40/50% de chance de passar em direito na unica faculdade ao qual estou tentando, me pergunto por que, com os outros, a racionalidade parece ser o caminho seguro se quando, comigo, parece não surtir efeito.
ela, a minha amiga do enem, disse que estudou como uma condenada por 2 anos seguidos pra conseguir entrar em direito numa federal. logo, foi pelo caminho racional: não rezou, fez promessa ou simpatia - estudou, pos a cara nos livros e absorveu todo o conteúdo que podia. conseguiu aprovação.
eu faço isso, por mais que por uns viés as vezes duvidoso, e não vejo o mesmo resultado. muito pelo contrário, parece que quanto mais estudo mais o destino/céus/deuses/carma riem da minha cara.
e eu, que já não entendia esse tipo de resposta quando era criança, continuo sem entender.
será que a racionalidade, aquela tão prezada, não é a mesma que se aplica a todos?
será que eu, ao achar que ajo racionalmente, me engano?
provavelmente a resposta é a de cima. mas, ainda, na minha mente, no meu cansaço e dor nas costas, eu o faço. particularmente ou universalmente racional, o quê eu faço é o que todos fazem.
entretanto
o resultado, aquele
não vem.

sábado, 19 de setembro de 2015

if i lose myself i lose it all


2015: julho-setembro

faz um tempo que eu não apareço por aqui, portanto, pelo propósito único de resguardar memórias para posteridade, irei listar as atualizações:
- tirei A na segunda prova da uerj, o quê significa que estou estudando agora pra segunda fase. tenho em média menos de 70 dias pra absorver todo conteúdo de português, história, literatura e escrever um excelente redação.
- não fiquei com ninguém - quer dizer, não comentei aqui, mas na época da última publicação eu tinha ficado novamente com pedro e com esse cara que é vizinho e amigo do meu melhor amigo. em 2 meses e meio desde que nos conhecemos ficamos, viramos ótimos amigos e paramos de nos falar. como eu já sou meu expert em fazer. (se bem que ele é um puta de um babaca egocêntrico)
- henrique voltou a me chamar pro apartamento dele e desapareceu e voltou a me chamar e dessa vez eu desapareci, por motivos que já vou dizer.
- o primeiro semestre da faculdade acabou (comigo ficando em final em economia política 1) e o segundo começou (comigo trancando 3 matérias e fazendo 1 do terceiro período, além de já estar quase reprovada em direito constitucional por falta)

o grande motivo d'eu lembrar que tenho esse blog novamente é que, como todo ciclo existencial que me envolve, eu estou em crise. de novo. dessa vez é algo mais voltado pro fato d'eu não saber lidar com as expectativas alheias (pelo menos esse é o motivo certo que me fez desativar facebook, excluir pessoas do whatsapp, e não responder ninguém). ainda tem o clima cada vez mais denso que envolve eu e minha família,
eu vou crescendo, amadurecendo, e com o passar do tempo vem a resposta a isso tudo dos meus familiares. não vi alegria em ninguém quando disse que passei na faculdade. tudo bem que não era o curso que eu queria mas, poxa!, é uma federal e um curso sensacional (que se não fosse pela área de trabalho eu me formaria extremamente feliz). no meu padrinho eu vi até certa hostilidade. alguma coisa dentro de mim me lembra que minha irmã, quando entrou na faculdade, não soube lidar com a sociabilidade de ser humano e perdeu o controle, não digo enlouqueceu, mas quase isso. hoje ela é um peso morto dentro de casa - come, dorme e gasta o salário dos meus pais em remédios e exames. tento pensar que esse é o motivo pelo qual ninguém consegue expressar uma faísca de felicidade por mim, não que eu já tenha visto eles fazendo algo do tipo por mim. sempre tão ocupados, com coisas tão mais urgentes e importantes a lidar, quem quer ver a apresentação de teatro de uma menina de 9 anos? não vai salvar o mundo da iminente destruição mesmo.
eu não troco uma palavra com a minha mãe há duas semanas. aparentemente, meu jeito explosivo e irracional não combina com a personalidade esperada de uma filha modelo. e ela tem razão. mas não há, também, dentro de mim, um mínimo de vontade em fazer algo para mudar essa situação. eu estou mais do que cansada de ter que lidar com todos os problemas que eles jogam nos meus ombros, achando que, como sou estudante, sou vagabunda, não tenho nem preocupações nem afazeres, portanto posso aguentar toda a poluição mental gerada pelas reclamações constantes. não sou psicóloga, não fui morfologicamente feita com um aparato especial que me faz resolver as situações alheias. não quero ouvir seus suspiros e confirmações de infelicidade. alguém já pensou como é jogar esse tipo de peso em cima de uma única pessoa, over and over again?
eu continuo não sabendo o quê eu tô fazendo da minha vida. nesse instante, ao lado do computador que escrevo, repousado na escrivaninha, tem meu material do bechara e resumos de português pra revisar e estudar para a segunda fase da uerj. não sei desistir desse objetivo mas não sei se isso, em mim, tem sido uma qualidade ou um defeito. será que as coisas vão mudar se eu passar em direito? antes eu achava que sim, agora eu tenho uma visão tão bloqueada do futuro que eu não consigo nem me imaginar fazendo algo que imaginei desde os 6 anos de idade.
eu espero conseguir, porque sei que é o que eu mais quis a minha vida inteira.
agora, o quê isso vai trazer pra mim, isso é com 2016.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

it's not fair and i think you're really mean

mateus vem flutuando como uma possibilidade novamente. que que é isso? parece que quando eu tomo coragem de seguir em frente tudo parece conspirar contra. tudo volta a me lembrar ele. como uma fantasma filho da puta que não larga do meu pé.
mas que caralhos eu fiz pra merecer isso?
eu quero seguir. quero deixar esse último ano de decepção pra trás e viver além do que eu tenho perspectiva agora. mas aí, como uma tentação, uma prova de firmeza ou um sinal de que tudo tá errado, ele aparece fantasmagoricamente pra mim.
adivinha? aplicativo, de novo.
mas dessa vez foi em um de relacionamento sério.
alguém me explica?
eu acho que vou enlouquecer.
o quê ele quer? por quê? por quê não me deixa em paz?
é injusto ele aparecer do nada quando eu tô me reerguendo, fazendo eu me abalar toda toda toda vez.
I
HATE
EVERYTHING ABOUT
me
empoderada
atrevida
ninguém se mete mais na minha vida

sexta-feira, 10 de julho de 2015

ouvi por aí que amadurecimento era tomar decisões difíceis

Hoje, quando voltava no ônibus do centro da cidade, pensei sobre liberdade e escolhas - uma, em específico, que nunca fiz, mesmo sabendo que era a coisa certa e necessária. Por que eu nunca bloqueei mateus?
Eu fiquei um ano lastimando o quê não fomos e idealizando o quê poderíamos ter sido; na minha cabeça, ele era perfeição. Um ideal a ser atingido. E enquanto a vida dele continuava indiferente a minha, eu continuava num stand by emocional, esperando que ele me quisesse de volta. Como mágica. Como quem não deu valor pra coisa mais preciosa que tinha às mãos e agora quer ter o quê ele nunca deixou que tivéssemos.
Mas a verdade, mesmo cruel e dolorosa, é que não teremos. Ele não é homem da minha vida. Não é o único cara incrível, perfeitamente imperfeito que vai aparecer pra mim e me deixar de cabeça pra baixo. Infelizmente, ou felizmente, não vai ser o único nem o último por quem eu vou sofrer - mas pode ser o último que me fez anular a mim mesma em prol de alguém que não merecia; que me subjugou, humilhou e eu deixei. Deixei porque achei que ele era único, especial. Deixei porque achava que nunca mais viveria aquele mínimo sentimento de certeza e retribuição emocional que tive com ele. Momento esse que, até hoje, não sei se foi verdade ou ilusão.
E aí, nessa viagem de ônibus, cansada das humilhações e derrotas, percebi que quem eu queria melhor era eu, e não ele.
Foi a decisão mais difícil que tomei na minha vida.
Só eu sei o quanto doeu (e ainda dói).
Mas eu o fiz.
Eu bloqueei mateus.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

saudades ser a melhor oradora e ter a melhor apresentação da turma
faculdade é mais
do mesmo

quinta-feira, 14 de maio de 2015

f r a g m e n t o s de indecisão

Não importa o quão bonita, inteligente, atraente, magra eu esteja/seja, ninguém nunca olha pra mim. Ninguém se interessa.
Ok, não vou dizer nem ninguém - os velhos, estranhos e socialmente excluídos até olham (e as vezes se apaixonam) pra mim. Mas isso não é nada, isso não é suficiente. Todos amam, todos se apaixonam mutuamente e o máximo que eu consigo é um cara mais ou menos normal querendo me foder quando está estressado, e eu não acho isso seja justo. O que eu tenho de tão errado, de tão repelente? 

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Eu tenho uma teoria de vida: ou eu vou morrer sozinha ou não vou viver o suficiente - antes dos 30, eu sinto, vou morrer. 
Talvez seja melhor assim, pra todo mundo. 
O erro que sobreviveu à barriga da mãe finalmente indo em paz.
Finalmente. 
É tudo que eu espero. 

domingo, 10 de maio de 2015

there's no good way of ending things, you know? 'cause it's ending

leio muito e teorizo muita coisa por aí; já disse que sou feminista, de centro esquerda, vegetariana, defensora da causa animal, altruísta emocional e muitas outras coisas. mas dentro de tudo isso, não consigo me encaixar, mesmo assim, em nada. sou liberal demais pra ser de esquerda, passiva demais pra ser vegetariana e defensora dos animais, e odeio militância. odeio dizer a alguém o que fazer da vida. odeio afirmar que minha visão e o meu jeito de viver são os melhores. porque, isso, é variável - varia de acordo com a sua visão de vida. 
é difícil ser feminista e heterossexual, porque saber que sua vida é menos sua que a de um homem (porque além de aparada pelo estado, ela é cercada pelo alcance do patriarcado) é não conseguir se equiparar emocionalmente também. é conviver com a estigma de sempre ser subestimada, inferiorizada e subjugada, simplesmente por ser mulher. e ter ainda que viver observando mulheres contra mulheres, mulheres que, por ignorância, ridicularizam um movimento tão essencial e que, sem ele, ela não teria a voz de poder criticar algo em primeiro lugar, é desgastante. 
mas dentro do feminismo eu não concordo com nenhuma vertente. ou melhor, não é que não concorde (eu até me identifico muito com o radfem), mas eu não consigo viver, literalmente, sabendo do que sou ou são capaz e do que posso ou não fazer e do que devo ou não abdicar pra tornar minha vida uma obra de luta e significância. 
eu não quero viver assim.
eu não quero abrir mão da 'liberdade sexual' porque, no final das contas, ela só serve ao homem, ao ponto em que meu prazer não é, na maioria das vezes, alcançado, e quando o é, não chega a servir a mim ao ponto em que serve de objetificação do corpo feminino ao homem. 
eu não quero odiar o sexo oposto, assim como não quero odiar ninguém. porque o ódio corrompe a alma, desgasta a vida, percorre cada canto da nossa mente procurando espaço pra se alojar e, assim, destruir cada pedaço de esperança e felicidade que podemos cultivar e oferecer ao outro.
eu não quero, acima de tudo, abrir mão do território conhecido, porque ele me foi imposto socialmente pelo patriarcado. eu sei que o meu 'gosto pessoal' provavelmente está incutido de imposições sexistas e injustas, mas é o que eu conheço. é o que se tornou confortável e, certas coisas, como a identificação de gênero, são o que me mantém num estado de lugar comum. 
eu não quero viver militando, impondo o que deveria ser ideal, porque ele não me faz feliz. eu sei que é o justo, numa sociedade em que mulheres morrem por serem mulheres, numa sociedade em que o esterótipo é tão cruel que o desencaixe transtorna e destrói emocional e fisicamente o ser humano, é justo lutar por um ideal. mas isso me desconstrói ao ponto que eu não sei mais quem eu sou. ao ponto em que eu, dani, não tenho vontade de viver. porque não me identifico.
não me identifico como uma criança negra sem representatividade numa loja de brinquedos. eu me desespero, eu me torno desesperançosa. porque a falta de identificação, a falta de ligação entre eu e outrem me desestabiliza e eu não quero mais socializar. 
não quero sair de casa. não quero opinar. 
não quero viver. 
não quero lutar.

sábado, 2 de maio de 2015

we are the new americana

enquanto eu tinha mais uma das minhas crises de ansiedade e atacava tudo que estava no forno eu pensei sobre como tudo com henrique começou e está indo pro final - digo indo pro final com os mais sinceros sentimentos porque foi histórico o que aconteceu entre nós; histórico pra mim, claro. ele, de uma vez por todas, faz parte da minha eterna memória.
toda vez que eu lembrar do ponto alto de normalidade da minha adolescência, do meu começo de maturidade adulta, das minhas primeiras experiências não só sexuais mas também independentes, livres da opinião acusadora alheia, eu vou lembrar dele. se transformou eterno sem ter pretendido ser.
o quê eu queria dizer, na verdade, com todo esse papo furado, é que eu tô entrando, forçosamente, numa nova fase da minha vida. preciso na marra mudar o quê tá de fora e por tudo nos trilhos antes que não haja como remediar.
eu fiz esse trato louco com o cara lá de cima (ou de baixo, ou dos lados) que ele me daria 5 anos: 5 anos pra colocar minha vida nos trilhos da independência financeira e começo de carreira profissional antes de tirar de mim meu atuais alicerces, meus pais. não que eles sejam de grande ajuda, vocês bem sabem mas, sem eles, o mínimo de segurança que eu tenho atualmente pra tentar ininterruptamente correr atrás dos meus sonhos e invalidar meus fracassos não existiria.
por isso eu peço, por isso eu faço algo nos moldes populares parecido com 'rezar' (eu acho).
por isso eu tento, pelo viés da racionalidade metodológica que eu sempre usei pra supersticionar minha vida, conseguir alguma estrutura pra viver por mim mesma.
algo que, infelizmente, eu sou criança demais pra ter.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

how is like missing something that was never mine

por um momento eu me imaginei engatando um relacionamento pseudo sentimental com henrique e foi tão gostoso se sentir, mesmo que por segundos e apenas na minha mente, aquecida pela afeição alheia novamente. parece que o olhar é diferente, sabe? na verdade, é. o calor acolhedor de se sentir querida, amada, importante.
eu sinto falta disso. mas queria que, da próxima vez que acontecesse, fosse de verdade.
de verdade como nunca foi.