segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Sim, eu sinto sua falta

Depois de você
Nada me fez, de fato
Feliz

Procurei por muito
Torci por poucos
Mas, no fim
A falta de quentura é a mesma

Hoje eu me encontro, aqui
Num lugar novo
Numa experiência nova
E, ainda assim
Procurando apenas aquilo que você poderia me dar

Felicidade, que dizem?
Sua falta é uma presença
Constante
Constantemente fincada no lugar que, antes
Sua risada costumava ficar

Não sei ao certo pra quem
Ou porquê
Eu escrevo essas coisas mal feitas, inúteis

Isso não te traz de volta
Isso não me faz feliz

Aparentemente,
Isso apenas afaga o lugar que você, presente
Deixou vazio

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

por que deveríamos dar nosso melhor para as pessoas, esperando que, em retribuição, elas sejam minimamente gentis? deveria eu ser, sempre, simpática, agradável, apaziguadora - maquiada, bem vestida, 'apropriadamente' comportada? enquanto, obviamente, recebo pequena atenção como agradecimento?
o meu melhor é a moeda de troca pelo qual nós, mulheres, mutilamos diariamente  nossos seres em busca da apreciação masculina?

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

I miss you so much
I cant believe youre not here
I miss you
Please come back
Please love me again
I miss you
I cant stop thinking about you
Everyday
Especially today
It hurts me everytime i remember you probably never loved me
I still love you tough
Please, please, come back
I dont want anything else but you

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Você é uma bosta de pessoa, pelo jeito. Gorda, feia. Por que ninguém te quer? É por isso. Nem greg te quis. Você é insuficiente. Você não serve pra absolutamente nada. Ruim no trabalho, ruim na faculdade, ruim no amor. Sem amigos, sem grana, sem nada.
Você nao é nada.
Talvez você devesse se matar.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

terça-feira, 12 de setembro de 2017

a week after

Como conseguem manter um relacionamento por anos, a distância ou com qualquer outro impedimento e eu mal consegui por alguns meses? São nos pequenos quadros do dia a dia que eu sinto sua falta. É no dar as mãos dos outros. Numa recordação do facebook que mostra o casal anos antes. É no ter o telefone da sogra no celular.
Nesses dias, em que tudo grita você, eu posso até não chorar mas meu coração aperta de um jeito que parece que nunca mais saberei o que é felicidade de novo.
Teria você tirado minha habilidade de sentir?

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

sleepless in rio de janeiro

Eu tinha o mais simples dos sonhos pra quem namora: dormir ao seu lado. Só isso.
Sonhei que adormecia no seu peito, com os braços ao redor da sua cintura e com as pernas entrelaçadas. Não tinha lugar específico, dia, momento ou clima. Eram só duas pessoas que se amavam envoltas no calor uma da outra.
De tudo, isso eu não consegui.
E nesse momento talvez essa seja uma das coisas que mais me dói.

voltei

Eu abandonei esse lugar depois que a gente ficou junto porque eu não precisava mais de um refúgio - eu tinha você. Pela primeira vez na minha vida eu experimentei a normalidade que era um relacionamento sério. Eu tive um namorado. E não só tive um título como ouvi as declarações mais lindas, recebi os mais intensos carinhos e cuidados. Eu amei e fui amada.
Até que não deu mais (pra você, pra nós) e tudo acabou. Ontem. 23:40h. Eu chorava copiosamente na frente do espelho quando tudo foi dito, eu não acreditava, eu não acredito. Eu amo você e eu realmente acreditava que a gebte tinha sido feito pra ficar junto. Eu imaginava um futuro com casa, férias e nomes de filhos. Sabia que eu nunca tinha feito isso? Que eu nunca tinha tido vontade disso, que pela primeira vez eu queria entrar na estatística de mulheres que sonham em casar e ter filhos, cujo futuro profissional não era o foco.
Ter sido amada foi tão libertador, você me fez tão feliz que eu não consigo aceitar que não existe mais isso.
Sim, nós vinhamos passando por dificuldades mas eu decidi que não desistiria de nós dois. Eu tentaria, até não querer mais. E eu queria tentar, todo dia, quando acordava, meu primeiro pensamento era a visualização do seu rosto junto com o sentimento de que valia a pena - porque valia, vale.
Aceitar que você não quis continuar me corta de um jeito que eu nunca imaginei que aconteceria comigo. Tudo que me vem a cabeça é que, entre todos "eu te amo", nunca senti tanta falta de amor quando você achou melhor acabar com nós dois porque fazia mal a sua rotina. E a minha? A única coisa que me fez resistir até agora sem abrir mão da vida foi a confiança nas suas palavras. Afinal, você me amou? Foi real? Eu vou ser lembrada pela "ex que não te deixava em paz"? Esse seu almoço com essa amiga tem algo a ver com isso? Você me traiu - ou quis?
Olhar pro meu futuro e não te ver nele me congela o corpo de um jeito que... Eu não quero nunca mais amar de novo.

domingo, 26 de março de 2017

mickey

eu não quero pensar que eu não nasci pra ter amor mas é inevitável
a intensidade, o comprometimento, tudo, nunca se compara ao que os outros dizem e/ou demonstram ter por mim
por que eu continuo sozinha? por que nada da certo? por que eu continuo triste como se nada nunca fosse dar certo?
eu tenho 21 anos. meu futuro mal começou. mas, ainda assim...
eu não quero alguém pra ficar e depois terminar e depois outro, e outro, e outro e por aí vai
eu quero alguém pra me entender
não me julgar
não apontar o dedo pro que acha certo ou errado e tentar me ajudar naquilo que pode
alguém pra ser meu amigo, meu apoio, minha segurança
eu preciso de alguém maduro
comprometido
alguém que me entenda, tendo passado por isso não
alguém leal
e não acho que ninguém seja assim
queria que fosse greg
pensei que era raphael - para outras pessoas, talvez...
por que não deu certo?, me pego pensando outra vez
se pelo menos tivesse...
talvez eu tenha nascido pra não dar certo
afinal, tudo termina em coisas com potencial que não foram bem sucedidas na minha vida
queria saber se ele (e os outros) tem a consciência pesada pelo que fizeram comigo
provavelmente não

quinta-feira, 9 de março de 2017

9/3 this is when i fell in love

A gente tinha se visto por dois breves períodos de tempo naquele dia - no último, eu perdi 1/3 do tempo, atrasada, correndo pra te ver, e quis chorar
Quis porque ficar perto de você nunca pareceu ser suficiente, independente do tempo - e quando eu tinha mais uma chance de ficar por perto, de deitar a cabeça no teu peito, eu desperdicei
Parte, mas desperdicei
E isso foi suficiente pra só o olhar do teu rosto me fazer desmoronar
Então fui estúpida
Te tratei mal, descontei minha raiva em ti, fui vazia, distante; fria. Não fui o que tanto somos juntos: amores, amados, amigos
Quando eu cheguei em casa eu senti a necessidade de me explicar e tudo porque não queria correr o risco disso fazer uma ferida no nosso relacionamento que, daqui a um tempo, pelo excesso, começasse a sangrar e acabasse morrendo de hemorragia

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

maturidade para viver

domingo, dia 26/2/2017, eu transei com greg
voltei pra casa, com três horas de meia de caminho, bem, ok
no dia seguinte, por consequências do dia anterior, não fiz algo que podia e queria há aproximadamente dois anos: ir no bloco do sargento pimenta
não que eu ame carnaval, porque nem tenho experiência o suficiente pra fazer tal afirmação, mas porque era algo que, na minha cabeça, se encaixava dentro dos padrões sociais e me satisfazia ao mesmo tempo
eu fiquei tão cansada, fisica e psicologicamente, que a) não consegui acordar na hora b) não tive forças pra me mover energicamente c) não tive cabeça pra pensar em qualquer coisa que seja próxima de diversão
ter uma vida sexual ativa (e agora, depois de ter experimentado isso por alguns meses, eu posso afirmar) não me faz bem; não me é saudável
e simplesmente porque não sei lidar com as possíveis consequências de tais relações - por mais que eu me proteja, me cuide, nunca vacile: camisinha, anticoncepcional, testes periódicos
eu não tenho maturidade para lidar com o fato de que, um dia, eu posso gerar uma vida pelo simples ato, mesmo com todos os cuidados citados
porque existir, viver, é isso: é se oferecer aos riscos
e eu não tenho nem liberdade, nem autoestima, nem independência pra saber lidar com tudo isso
e agora, sendo o único cara que (aparentemente) não mudou comigo após o sexo, eu que mudei
mudei porque eu revivi uma situação, um estado mental que já me é tão conhecido e tão perturbador
nada me paralisa mais do que a oportunidade do fim - e gravidez, pra mim, é isso
eu penso nele e me dou conta do quanto ele é normal. sem problemas familiares, sem peso, sem divergências internas que te levam a duvidar do valor da existência
e, acima de tudo isso, de como ele é tão leve que não sabe lidar com o peso alheio
e como, de certa forma, a leveza dele realça meu fardo
de como, talvez, eu não consiga mais ser a mesma que fui nesse mês e meio porque a vida é dura demais, pra alguns, e que uma hora essa verdade aparece
após o sexo, após realidades distintas se chocarem
após a percepção de que não importa a gravidade do que me atinge, eu estou sempre sozinha
sofrendo
vivendo

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Oh if you could see me now

Se o meu plano pro ano novo era não ter relacionamentos casuais e não me meter em pseudo relações amorosas que só reafirmam minha insegurança e pioram minha autoestima, eu preciso dizer que já fracassei.
Fracassei porque, na segunda semana do ano, eu conheci um cara pelo qual me iludi all over again. Não foi planejado, definitivamente.
Foi na festa que comemorei meu aniversário com umas amigas. A amiga dele chegou em mim. Trocamos beijos, telefones (errado, depois certo) e 15 minutos depois voltei pro planejado: eu, minhas amigas e nenhuma preocupação em relação à aparência ou homem.
10 dias até nos vermos novamente. Depois 1 dia, 5 dias, 3 dias, 4 dias.
Pela doença que ainda não descobri, evitei qualquer coisa mais ou menos sexual - também porque parece que criei uma barreira quanto a isso. Como todos os anteriores mudaram depois que tiveram o que queria, não me contenho ao associar sexo a perda. E algo que eu não quero, definitivamente, é passar por todo esse mar de decepção de novo.
E aí, greg, de um dia pro outro, como raphael, muda comigo: primeiro, tira a visualização de entrada. Me diz que tá doente, de cama, então compro a secura. Mas e se não for isso? E se for raphael, mas sem o sexo porque ele decidiu que não vale a pena esperar?
Vira e mexe eu penso em raphael, em como aquilo foi absurdo e perfeito e desastroso ao mesmo tempo, indo de um pra outro em instantes, literalmente. Lembro que fui dormir segura, porque eu tinha achado meu alguém, só pra no dia seguinte descobrir que não tinha 'alguém' nenhum. Ele só queria transar, ou era gay, ou apaixonado por outra, ou só eu que não era boa o suficiente, enquanto ele... Ainda acho que não vou encontrar alguém igual tão cedo. A certeza, a segurança. Depois daquele dia, da starbucks, do pão de queijo e da cantareira, nunca mais olhei pros lados - e pura e simplesmente porque não me interessava. Não importava mais. Eu tinha ele.
Ou, no caso, achava que tinha.
Me enganei achando que tinha greg, também? Me enganei, como me deixo ser enganada desde que entendi o que era sentimento, porque queria acreditar que era possível; que era possível amar alguém defeituosa como eu, alguém que não se encaixa em nada, nem nunca se encaixou, apesar das tentativas.
Alguém insegura e amarga como eu.
Dark and twist.
Eu mal uso maquiagem, tenho acne, sobrepeso, celulite, estria; não tenho unhas, minha sobrancelha é toda errada, meus pêlos são escuros, meus dentes amarelos, meu cabelo ralo e fraco.
Eu não sou poética, não tenho qualidade sublime que me faça valer a pena apesar de.
Eu sou sozinha. Com meus erros e inúmeras tentaivas. E era disso que queria que gostassem. Aprovassem.
Mas eu me enganei de dono.
Como sempre foi.
Como sempre vai ser.

sábado, 7 de janeiro de 2017

METAS PARA 2016 - o que aconteceu com elas?

No final de 2015, fiz algumas metas para serem alcançadas durante minhas férias de faculdade (ainda na UNIRIO, não acreditava ter passado para a UERJ) e ao longo do ano. Hoje, quero ver o que deu certo e aprender para, nesse ano, fazer melhor.

Metas de 2016:

1) Ler mais: 2015 foi um ano de muitas adaptações, vestibular, faculdade, família... Li pouco, pouquíssimo. 5 livros até começarem minhas aulas, 1 desde que elas começaram em Março e (até agora) 1 depois do vestibular da uerj. Ou seja, menos da metade da minha média anual. E isso foi perceptível pra mim - escrevia mal, interpretava pior ainda. Senti saudades várias vezes e percebi como isso é tão importante e vital para mim. Agora leitura é uma prioridade vitalícia.
>> Se eu li mais em 2016? Estatisticamente, sim. Em 2016, de acordo com o meu listography, eu li 14 livros - 5 a mais do que li em 2015, 9. A qualidade melhorou também: de ya's e livros infantis, li clássicos e poesia. Mas me sinto feliz com esse aumento? Não. Quando me propus ler mais em 2016, não quis dizer estatisticamente apenas. Queria, no mínimo, uns 10 livros a mais, queria voltar ao frenesi literário que eu tinha quando criança. Pelo menos considero um recomeço. 
2) Fazer atividade física: 2015 foi um ano em que eu fiz NADA de atividade física, o quê ficou bem claro no meu peso (eternamente) flutuante. Mas minha família não dá folga, e a cada mês aparece alguém com uma doença nova. Minha genética já deu os avisos: ou eu me cuido, ou eu tenho o mesmo destino que todo mundo. E todo mundo sabe que tudo que eu sempre quis foi não ser como todo mundo, não é mesmo?
>> Fiz mais atividade física? Novamente, estatisticamente, sim. Mas atingi meu objetivo de perder peso e ser saudável? Não. Nunca estive tão gordinha, com o corpo deformado e com péssima saúde. Péssima pele. Péssimo cabelo. E, ah, uma dst pra me lembrar que eu sou piranha.
3) Estudar/Ler livros sobre política: entrei na faculdade e fiquei mais pra trás do que nunca - não em nota, nisso eu fiquei acima da média. Mas no conhecimento. Já que a UNIRIO foi a única coisa que me sobrou, preciso fazer disso a melhor coisa da minha vida.
>> Não, não li nada sobre política. Nem artigo. Acabei passando pra uerj e saindo de Ciência Política, mas isso não torna essa meta inútil. 
4) Procurar um estágio: isso é algo que quero fazer durante o ano de 2016 mas sem certeza ainda se vou conseguir um.
>> Quando passei pra direito, troquei a meta mentalmente para 'conseguir um emprego' - consegui. Yey! 
5) Alimentação mais correta possívelpelos mesmos motivos citados 3 tópicos acima.
>> Nope. 
6) Chegar abaixo dos 55 quilos: desse ano NÃO PASSA! Cabô isso de ficar insegura com o corpo - olha o quanto isso me deixou pra trás na vida.
>> Nope. Again.
7) Fazer cursos online: excell, escrita, marketing... ainda não me decidi sobre todos. Mas quero usar meu tempo livre em 2016, além de dar ênfase a isso nas férias, para conquistar alguns certificados extras.
>> Comecei, não terminei. Mas fiz curso de excel. 
8) Me dedicar ao inglês: isso inclui prestar atenção nas aulas do curso, fazer anotações, não atrasar o material e começar a ler em inglês!!
>> Inclusive acho que meu inglês piorou. So, nope.
9) Lavar mais louçaeu vivo deixando louça acumulada e meu pai sofre toda manhã lavando a da casa inteira - já vou fazer 20 anos. Acho que já deu, né?
>> Definitivamente SIM. Lavei mais louça. Não virou hábito, não é mais constante, mas lavo. 
10) Usar fio dental regularmente: pasta de dente is not enough.
>> Não, depois sim, depois muito sim, depois pouco sim, depois não.
11) Não reclamar/Parar de se preocupar: as coisas são do jeito que são! e ficar reclamando não muda o fato de que algo deu errado, só mexe na sua autoestima, confiança e humor.
>> KAKAKAKAKKA POR QUE COLOQUEI ISSO? Maria preocupada. Mas realmente reclamei menos. Minha depressão veio contudo no final, though. 
12) Trocar meu travesseiro: ele tá um n o j o. Já deu a hora de trocar isso.
>> Sim. 


13) Cuidar mais de mim esteticamente: e essa meta inclui voltar a cuidar da minha pele, usar acessórios e escolher minhas roupas mais cuidadosamente.
>> Novamente, passei bem longe dessa aqui.  
14) Usar protetor solar TODA VEZ que sair ao sol: e isso é sério! tô cansada de ficar morena de sol com marca de roupa, bem ridículo até.
>> Toda vez não. No final do ano melhorei. Tipo, na última semana.  
15) Parar de roer unhas: não preciso terminar 2016 com a unha mais longa do mundo - só não quero que ela esteja como está agora! Vou começar a usar unhas postiças com mais frequência.
>> Quem eu quero enganar? 
16) Tirar minha carteira de trabalho: autoexplicativo.
>> SIM! 
17) Ir FINALMENTE nos médicos que adio: dermatologista, oftalmologista especialista em estrabismo/convergência, fonoaudióloga e psicóloga.
>> Dermato: ok / Oftalmo: ok / Fono: nope / Psi: nope. 

Ou seja, de 17, eu posso considerar 6 metas e 1/2 concluídas?
Bem péssimo.
Como eu sou.

olá, 2017

ano novo, coisas novas
precisava falar do que aconteceu ano passado e como eu posso ter contraído uma dst de gabriel ou mateus, como minhas metas caíram pelo chão ao mesmo tempo em que, de uma forma ou de outra, se cumpriram
como eu decidi parar de ter relações sexuais de forma casual, porque parece que deus tá só procurando uma mínima oportunidade pra ferrar meus planos de uma vida inteira
de como contrair uma dst só solidificou o fato
de como eu não tenho coragem de contactar os dois pra falar sobre, rezando pra que descubram por si mesmos
de como eu não entendo como contrai isso se nunca transei sem camisinha na minha vida inteira e nunca o faria
de como achava que era a pessoa mais responsável sexualmente falando que andava sobre a terra e que isso nunca aconteceria comigo
de como não entendo como todas as probabilidades negativas acontecem comigo como se meu propósito em vida fosse atrair um raio mais de uma vez
de como me destruí tanto fisicamente como emocionalmente na expectativa de que alguém amasse meus defeitos tanto quanto as qualidade de um outro alguém
de como não sei do que será desse ano, do que será dos meus 21 anos, do que será do meu primeiro ano de faculdade - se é que terei esse primeiro ano de faculdade já que a uerj se encontra em estado de calamidade pública
de como nada sei, tenho medo de saber e a depressão que deveria melhorar com as conquistas só piora com os fracassos

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Relendo minhas publicações parece tão óbvio que sou apaixonada por quem não quer nada comigo.
Por que eu não consigo enxergar isso?
Por que eu não consigo aceitar isso, e seguir em frente?
Você veio num momento que pra ter me trazido clareza; nunca estive mais confusa.

Sábado

Você me buscou na casa de marcus pela tarde; não te via há semanas, sorri. Conversamos, nos divertimos, fomos no mercado comprar cerveja e foi leve como sempre é com nós dois.
Na sua casa, o mesmo. Quando a noite chegou e a gente já tinha começado a beber, nossas conversas ficaram melhores, rimos mais, nos tocamos mais - num geral, fomos mais abertos - até que, vendo seus tweets que eu fiz tanta questão de olhar, seu celular recebeu notificação do tinder. Eu gelei. Foi a forma mais rápida de me deixar sóbria. Olhei pro chão, te entreguei o celular e por minutos parecia que não estávamos ali. Eu não estava ali - e sim sozinha, no meu quarto, bêbada e pensando em você.
Você trouxe mais cerveja, e continuamos a nos divertir como se aquilo não tivesse acontecido. Transamos, e de novo, e foi ótimo. Mas por que na hora de dormir você virou de costas pra mim, tirou minha mão de você e se afastou? Eu sei a resposta.
Você recebeu uma notificação do tinder. Essa é a resposta.

g a b r i e l

Não sei porque ainda tento forçar uma conversa, uma conexão, que seja, contigo. Não sei porque me esforço em tentar agradar, ser leve, divertida, pra alguém que nem ao menos se interessa.
Queria que essa falta de interesse não fosse real; que fosse coisa da minha cabeça problemática, cheia de inseguranças e sem um mínimo de autoestima. Queria que fosse minha autosabotação, minha inconsciente tentativa em tentar destruir todo começo pelo medo do fim.
Mas, apesar de fazer todo sentido possível, não é por isso que você não vem. Você não vem porque não quer, porque não sou ninguém, nem mesmo passar pela sua cabeça eu devo. Porque isolada na minha própria existência eu só significo, bem ou mal, presença a mim mesma. Eu existo pra mim - e deveria ser por mim, também.
Mas é por todos vocês que eu vivo, respiro, transito. Procurando incessantemente na aprovação de vocês, que não me querem, a minha autoaceitação.
A conta, no final, não fecha.
Não fecha e eu sofro pela impossibilidade matemática de ser amada.
Se eu não me amo, outras pessoas deveriam. Mas nem eu, nem vocês, nem ninguém.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

esperando pelo momento em que esperar não será necessário

Eu queria que todo mundo fosse capaz de sentir o que eu senti por/com raphael pelo menos uma vez na vida - toda vez que eu penso nele, ou encaro a única foto que ainda restou na memória do meu celular, queria que irradiasse pra fora de mim a mesma quentura que envolve meu coração. Queria que soubessem o que é uma paixão de verdade, queria que sentissem e fossem objeto dessa paixão.
Minha meta, um dia, é ser adorada na mesma intensidade que um dia adorei raphael.
(eu diria amar, pela poesia, mas não creio que uma semana seja amor, apesar do meu interior gritar o contrário.)

terça-feira, 15 de novembro de 2016

day one

20:00 e meu dia ainda não terminou mas sobre acreditar que sim e ter tido um dia de dieta praticamente perfeito: minha vontade de ser melhor do que nunca ta aqui, meio resiliente, mas na ativa - mas eu preciso de autoestima.