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livros: terminar O Velho e O Mar - Hemingway ✔
ler Depois, o Silêncio - Ganymédes José (
ler um artigo - profissões para mulheres e outros artigos feministas - Virginia Woolf ✔
ler Infortúnios da Paixão - Patricia Wilson
“He did not care if she was heartless, vicious and vulgar, stupid and grasping, he loved her. He would rather have misery with one than happiness with the other.” - W. Somerset Maugham
"A psicogenética (Piaget) demonstra que a idade mental da mulher doméstica varia em torno de 8 anos. Em resumo: a mulher é retardada. Levam-na a tratamento de reabilitação, como fazem aos excepcionais? Não. Oferecem-lhe o consagrado papel de rainha do lar. E lhe dizem que não mude." ( pág. 8)Nesse trecho acima ela ressalta o condicionamento feminino ao retardo mental - não de forma doente, como se houvesse diferenças biológicas e fundamentais entre os cérebros feminino e masculino, mas de forma social. Com as diferentes formas de criação, a mulher cresce visando um único modelo de vida: aquele em que ela poderá exercer o papel de mãe, esposa, dona de casa. Aquela que tem como principal preocupação qual receita preparar para o jantar. E não porque esse é o real desejo feminino ditado pelos hormônios, neurônios, ou que quer que seja; mas porque esse é o papel feminino valorizado na sociedade. Essa é, assim é ditado pelos meios de comunicação, a forma de ser uma verdadeira mulher. Assim Heloneida dispõe em outro momento:
"O Dr. Jerome Kägan, psicólogo de Harvard, observou estranho procedimento nas crianças nascidas em São Marcos, vilarejo situado nas montanhas da Guatemala. Durante os primeiros anos de sua vida, elas são deixadas ao abandono, no escuro, nos cantos mais escondidos dos seus casebres. Ninguém lhes dirige a palavra, mesmo à hora de serem alimentadas. Ninguém as encoraja a qualquer participação na vida comunitária. Não são chamadas à ação para nada. Tornam-se apáticas, custam a aprender a falar ou a mover-se e com dois anos parecem pequenos fantasmas.
O Dr. Kägan chamou a atenção dos cientistas para o fato, salientando que, se o cérebro não recebe os estímulos apropriados, entra em processo de retardamento, difícil de ser recuperado.
A defasagem das mulheres em relação aos homens vem de processo parecido. Menina, deixam-na em casa, com a convivência mais ou menos infantilizada da mãe e da empregada. Só lhe despertam a atenção para insignificâncias: o vestidinho novo, o laço do cabelo, a pulseira da vizinha. Ninguém lhe acena com as aventuras da Ciência ou com as alegrias da inteligência. E é como se lhe dissessem, desde muito pequena: deixa para os machos a medicina, a geofísica, a astronáutica, a matemática pura, a arte - vai ser rainha do lar.
Quem pode culpar as mulheres de não serem racionais, de cultivarem uma espécie de confuso pensamento mágico, que as leva a confundir as histórias das telenovelas com a realidade? Se elas viveram sempre mais ou menos no escuro, como os bebês guatemaltecos, não é natural que se mostrem apáticas e sem discernimento, temerosas de tudo o que não compreendem - sobretudo as transformações históricas?"A citação é longa mas vale a pena. Nela ela destaca esse condicionamento feminino desde o nascimento - e não é que faz sentido?
"A mulher é um objeto sexual. Ao dizer isso, Betty Friedan recebeu, como resposta, uma onda de injúrias: Feia! Frustrada! Sem dúvida, a escritora americana é muito feia. Freud também era, Einstein tinha uma cara horrível, mas ninguém se recusou, nunca, a ouvir as suas ideias por causa disso. Não se está querendo comparar Betty Friedan com esses dois gênios, o que seria ridículo. Mas uma coisa é verdade: a mulher é o único ser racional que precisa abonar as suas teorias com um rosto bonito ou um belo par de pernas."
Vini fala da uerj como se fosse o grande sábio veterano só porque era estudante da geografia de lá antes.
Tudo bem, ele conhece o prédio. Pode saber quais são os melhores banheiros e os bebedouros mais seguros, mas só. Ele pode ter amigos em direito e conhecer o corpo docente, mas ele não era aluno do curso. Ele conhece os professores, as disciplinas, os veteranos tanto quanto a gente. Ele não é, e nunca foi, especial.
Só que parece que ele é o único que não enxerga isso. Fala como se fosse o conhecedor, trata as pessoas como se fossem ignorantes nos assuntos que ele tanto sabe - só porque frequentou o mesmo prédio que os estudantes de direito.
Então, aqui fica um recado: quando as aulas, de fato, começarem, não haverá ninguém melhor que eu. Ninguém terá notas melhores. Ninguém estudará mais.
Ninguém
Será
Melhor
Que eu.
Não sei aonde estou com victor
Não sei o que somos -
Ou pra onde estamos indo
Não sei porque continuamos nesse flerte que não se concretiza porque nunca nos vemos
Não sei porque me envolvo tanto em algo que provavelmente não dará em nada
Como nada nunca dá
Não sei porque, de todos os fins, nenhum foi duradouro
E só parecem ressaltar que estamos juntos
Ficaremos juntos
Quer queiramos
Ou não
Minha segunda entrevista de emprego na vida vai acontecer em 25 minutos.
Agora, eu me encontro na praça em frente do local da entrevista, nervosa, horrorosa, gorda, e esperando uns 10 minutos passar pr'eu não parecer desesperada chegando cedo demais.
Porque engordei e nada mais fica tão bem em mim, minha melhor roupa marca a barriga, deixa meus peitos enormes e realça meu rosto redondo. Meu cabelo ta com cara de sujo, por mais que eu tenha lavado antes de sair de casa. Minha maquiagem, simples, porque foi o que o tempo deu pra arrumar, já deve ter ido pro espaço pelo tanto que suei no ônibus e andando até aqui.
Eu tenho quase certeza que não serei chamada, e por mais que essa não seja uma notícia 100% ruim (eu odeio telemarketing e só a ideia de tentar vender pacote pelo telefone já me embrulha o estômago) eu não queria ter que lidar com uma notícia negativa logo após uma semana tão iluminada.
P.s.: eu estou num lugar perigoso, sozinha, mexendo no celular. Seria eu louca?
Eu não suporto mais a dor e o peso de ser danielly, de ter nascido nessa família, de ter essa falta de liberdade que me sufoca cada dia mais, de estar tão atrelada ao insucesso alheio.
Eu odeio a solidão que me forçam a ter. Os dias passam e um ano novo, inteirinho em branco, corre na minha frente enquanto num piscar de olhos já estamos terminando o segundo mês do ano. Resoluções de ano novo não fazem mais sentido pra mim porque toda a ideologia de vida nova não mais me contempla. A vida, minha, continua a mesma. Não há mudanças desde que me entendo por gente.
Os mesmos sentimentos de incompreensão e baixa autoestima, que me preenchem desde os 6 anos, assombram minha alma e me impedem de ser, mortalmente, normal. Eu queria sentir algo que eu nunca senti - mas sou presenteada com as mesmas sensações de 14 anos atrás.
Todo dia é o mesmo dia pra mim e eu não sei até quando, se, vou suportar isso.
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| meus benzin e seus 20 dias para terminá-los |
Como consigo fazer uma redação tão boa sobre intolerância quando a pratico diariamente? Na minha cabeça, por não ser terrorista, não gerar mortes ou consequências materiais pra nada nem ninguém, não tô sendo intolerante ou, se estou, não tem problema. Mas e todo estrago emocional e psicológico que eu causo? Fica como? Por ter sofrido e sofrer com ele me dá motivo pra fazer o mesmo? Ou não me importar se eu estou fazendo?
Eu sou todos os defeitos que eu maldisse.
Tudo que eu tentei fugir.
Sinto falta desse blog aqui da mesma forma que sinto falta da literatura. Coisas que deixei de lado por causa desses tais objetivos dispersos que carrego comigo. Tenho tantos projetos... Mas sinto que eles só serão válidos se eu conseguir meu objetivo principal: direito. Minha vida, há 3 anos, vem girando em torno desse evento que pareço prever todo ano mas que todo ano se adia. Eu não sei do que será de mim em 2016, realmente não tenho ideia. Mas espero que meus planos tenham seus pré requisitos para serem realizados - não que eles realmente serão, mas, pelo menos, quero ter a liberdade de idealizar, meu esporte favorito.
Acho que vou me matar.
De verdade.
Não há nada tão grave sobre a minha vida mas eu não me sinto feliz ou realizada com nada e a perspectiva de nada me preenche também. Eu vivo melancolia. Tristeza. Solidão. Arrependimento.
Eu penso no melhor dos futuros e ele só me satisfaz por alguns minutos... A possibilidade de conquista me dá medo, angústia e... Tristeza. Não é só não saber o que não quero; é, simplesmente, não querer nada. Se eu pudesse escolher algo, eu escolheria ser normal. Não ter esse monstro obscuro sentado nas minhas costas, comendo cada esperança, diminuindo cada felicidade, suprimindo cada alegria. Você sabe o quê é depressão? Porque eu nunca precisei de prognóstico algum pra me dizer que é exatamente isso que eu tenho. É o eterno ciclo. Eu já comentei sobre me sentir nele várias vezes, aqui, na minha agenda, com alguns amigos, não importa, e é basicamente refazer os mesmos erros e reviver os mesmos sentimentos. No começo, eu achava que a raiz do problema era eu não saber quando errava e não me esforçar para mudar a situação. Mas eu comecei a perceber os erros e fazer de tudo para modifica-los. Entretanto, nada mudou. O ciclo continua mais vivo do que nunca. A diferença, é que agora eu preciso de muito mais pra ter uma simples fagulha de felicidade. Ter uma carreira sensacional só preenche uma área da minha vida, é difícil e não me completa = infeliz.
Ter um relacionamento 'perfeito' é irreal, demanda características que não possuo e depende de uma outra pessoal que não sei se vou achar, quando vou achar e, acima de tudo, me despedaça, porque me faz escolher o mais profundo e o mais superficial aspecto da minha vida, ou seja = infeliz.
Eu só vi/vejo essas perspectivas pra mim. Nada me completa. Nada me surpreende. Porque eu tenho depressão, sua idiota. O que eu esperava? Uma solução medíocre pra uma doença assassina? Mas quem acredita que eu sou doente quando eu faço de tudo pra esconder? Não quero que achem que sou, mas não saberem faz mais mal do que bem.
Eu não sei se Deus existe. E, se sim, não sei se ele liga pra minha vida ou morte. Mas eu espero um sinal. Um sinal que tudo precisa de um fim. Remédios. Penhasco.
Meu deus, eu preciso emagrecer.
Imagina que horrorosa eu seria sendo gorda no meu túmulo.
Eu estava terminando de transcrever a última parte do primeiro capítulo do meu fichamento pra faculdade quando recebi uma mensagem de Henrique e me dei conta de algo incrível: eu sempre conheço pessoas e tenho as oportunidades certas... Nas horas erradas. Sinceramente, apesar de todos os defeitos, nunca me envolvi com cara canalha. E digo canalha no sentido de magoar e enganar propositalmente, afim de interesses meramente físicos que só seriam conseguidos por meio da ilusão. Todos eles eu me vejo namorando. Temos gostos e defeitos parecidos, mesmo com todas as diferenças (são diferenças que abrangem e engrandecem o pensamento, sabe?). Eu achei um curso ótimo, pouco concorrido, cult, com gente bonita, inteligente e que me faz parecer mais interessante do que realmente sou. E o que dizer da primeira vez que procurei emprego? De cara já tinha conseguido o dos meus sonhos: trabalhar em uma livraria.
O que me trás à realidade é perceber exatamente que nada disso deu certo. Os caras só me queriam quando eu não estava emocionalmente disponível ou só nos atraíamos quando nenhum dos dois podia se dedicar algo. Querer algo. A faculdade é incrível e eu amaria esse curso, se fosse o que eu queria. Um curso certíssimo, pra uma péssima hora da minha vida. E o trabalho? Parecia até um freio divino: vai conseguir tudo, mas um detalhe vai te tirar da corrida - não era hora.
E quando vai ser? Porque eu estou bem cansada de me esforçar pra algo que foge de mim como quem morre de acidente de carro: repentinamente.
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Sabe as pessoas que utilizam Ulysses do James Joyce como sinônimo de trauma literário da vida? (vide palavras de quem já leu e até mesmo o Ezra de PLL que fica meia eternidade empacado na metade do livro) Então, Pássaros Feridos é o meu Ulysses. Não, a dificuldade não se compara. É um livro familiar, que relata a vida de gerações de uma mesma família e toda dificuldade que trás a pobreza e a vida árdua do trabalho duro, extenso, detalhado e maravilhoso de ler. Mas é maçante. Tantas e tantas páginas descrevendo cangurus e campos verdes e não-tão-verdes-assim acabaram por me deixar cansada só de pensar em pegar o livro pra ler. Independente disso, eu sempre o classifiquei como um dos meus livros favoritos porque nenhum outro me fez chorar, literalmente, em menos de cinco páginas. E rir. E sonhar. (só preciso tomar vergonha na cara pra ultrapassar tais páginas feudais).
-------- Cartas a Nora - James Joyce [Meta: terminar (
-------- Contos de amor, de loucura e de morte - H. Quiroga [Meta: terminar (
A Tatiana escolheu uma HQ pra anuviar o tempo e a dificuldade que seria manter a maratona - eu escolhi um infanto juvenil. Porque HQ/Mangá é caro de se manter e eu sou uma estudante sem renda. (e solitária - after all, os sebos podem ser classificados como melhores amigos?) Minha mãe como profa querida me trás esse tipo de livro há 10 anos ou mais, e eu tenho uma coleção considerável. Alguns pretendo doar pros meus primos mais novos e outros quero manter comigo. (Porque eu sou criança, claro)
-------- The Picture Of Dorian Gray (versão Heinemann, nível Elementary) - Oscar Wilde [Meta: começar e ler, pelo menos, a primeira parte (