domingo, 28 de agosto de 2016

resumão dos últimos tempos (8/2016)

conheci esse cara no tinder, depois de muito ter desistido do aplicativo - no começo, não era nem o que nem quem eu queria, mas foi o que veio. conversamos, nos descobrimos, e foi maravilhoso.
saímos - jurava que algo deveria ter de errado com ele, afinal, era tudo que eu queria num cara.
politicamente parecido comigo, bonito - mas não idealizado -, engraçado, descontraído e, acima de tudo, afim de mim.
foi incrível, a conexão foi perfeita.
passamos o final de semana esperando pela segunda só pra nos vermos de novo.
segunda chegou, e as coisas desandaram.
ele me buscou no trabalho, fomos pra casa dele, transamos e puff, o cara mudou.
e o pior de tudo foi o sentimento que isso me deixou.
pelo que eu vi dele, não parecia um cara que usava do papo encontrei-a-pessoa-ideal-entre-tantas só pra transar. então o problema tinha que ser, obviamente, eu. eu disse, insisti, 'por favor, se não quiser mais nada, me avisa, não me deixa imaginar diferentes cenários porque isso é mais cruel do que a verdade' - 'não seja insegura, é claro que eu te quero, pode deixar que vou ser sincero contigo'.
acho que por simplesmente eu ter aparecido aqui a gente já sabe o desfecho da história.
não duramos uma semana - mas todo dia vou dormir mae sentindo menos mulher, grosseiramente errada.
a conclusão que fica é a mesma de mateus: não dá pra se confiar em piscianos.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

o pior dos piores

A pior sensação do mundo é a da impulsividade causada pela ansiedade. Você parece um cachorro louco, com raiva, irracional e descontrolado.
Mal sabe do que está acontecendo ao seu redor, não sente nada além daquele pulsar arritmado do coração que soa por todo corpo. Você só precisa agir - e o tempo passar. Aquela situação que causou tudo aquilo precisa ficar pra trás, como se nunca tivesse existido.
E é a pior sensação porque gera as piores memórias - daquelas que tu lembra embaraçosamente antes de dormir.
Ansiedade é doença, e não momento.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

hoje, depois de chapada e bêbada na tequilada da reitoria, eu só posso dizer uma coisa sobre mim mesma:
eu sou otária.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Depois, o Silêncio - Ganymédes José (Isso não é uma resenha)

Um infanto juvenil comum, que viveu alguns anos jogado pelo canto da minha casa, onde li sem esperar nada. A história é sobre uma família pobre, de quatro filhos, onde o terceiro é o protagonista dessa pequena história. João, ou João Trapalhão, como lhe chama o pai, é um menino feioso, ignorado pela mãe e caçoado pelas outras crianças (e até mesmo alguns adultos). Sua vida se resume em ir para colégio, onde é maltratado pela professora, que o repetiu de turma, e dar atenção a sua irmã Rosa.
Um dia, sua irmã mais velha, Graça, chega em casa com uma boneca que uma certa beata da cidade pediu que lhe arranjasse alguém que pudesse a vestir como miss Rio Grande do Sul para rifa da quermesse anual da cidade. Rosinha, que sonha em ter uma boneca, se encanta por ela e, junto com o irmão, tomam a missão como suas.
O quê mais me tocou nessa história é, mais uma vez, o final, algo de muito parecido que senti ao ler O Velho e o Mar - o sentimento de injustiça. Assim como Santiago se esforça de todas as maneiras, valendo até de sua própria vida, o velho não consegue superar as expectativas e acaba fracassando na sua missão, voltando pior do que já estava.
No livro de Ganymédes, algo parecido acontece. O menino, que já tem todo o azar da cidade voltado para ele, paga com a própria vida o desejo e a tentativa de ser algo diferente daquilo que todos achavam dele: inútil, fraco, fracassado. E o sentimento que ficou em mim quando terminei foi de que, novamente, o esforço nem sempre vale a pena. Sofrimento e trabalho duro não significam, necessariamente, que as coisas darão certo no final.
E realmente não deram.
De novo.

O Velho e o Mar - Ernest Hemingway (Isso não é uma resenha)

Não tenho muito o que dizer sobre esse livro, apenas quero registrar a leitura -
o livro me tocou, no final, como eu já não esperava acontecer. Uma mistura de sentimento de revolta com tristeza me deixou entre desapontada e deprimida com o final.
Torci pelo velho Santiago como quem torce para si mesmo ganhar uma luta. Com o mesmo orgulho.
Mas o final, depois de pensar, retratou nada mais, nada menos, que a vida. Pois é na vida, na realidade, que nos deparamos com situações onde temos todo o direito e oportunidade de ganhar, mas as coisas simplesmente dão errado. E por mais que haja esforço, individual, brutal, coletivo, a gente sai da guerra vencido. Perdemos não só coisas físicas, como o Santiago acabou por fim perdendo o peixe, como a dignidade.
Nem tudo dará certo - e nós temos que aprender a aceitar e ficar bem com isso.

domingo, 15 de maio de 2016

maratona-reguladora-de-sono
de 00:00 16/5 to 00:00 16/5
livros: terminar O Velho e O Mar - Hemingway 
           ler Depois, o Silêncio - Ganymédes José (38  101/101) 
           ler um artigo - profissões para mulheres e outros artigos feministas - Virginia Woolf 
           ler Infortúnios da Paixão - Patricia Wilson

quarta-feira, 11 de maio de 2016

mulher, objeto de cama e mesa - heloneida studart [ou: como uma resenha virou depoimento? (Isso não é uma resenha)]

Minha mãe me deu esse livro ano passado, quando a disse que produziria um projeto de pesquisa para faculdade com a temática sobre a desigualdade feminina nos cargos de poder. Se esse livro fala sobre isso? Um pouco.
O que esse livro realmente retrata é, em diversos pontos, sobre a desigualdade de tratamento e, portanto, de evolução da mulher e do homem. O ponto central é de que as mulheres não são incentivadas a trabalharem seus cérebros - como os homens são - porque estão condicionadas a vida doméstica no qual pouco são exigidas.
"A psicogenética (Piaget) demonstra que a idade mental da mulher doméstica varia em torno de 8 anos. Em resumo: a mulher é retardada. Levam-na a tratamento de reabilitação, como fazem aos excepcionais? Não. Oferecem-lhe o consagrado papel de rainha do lar. E lhe dizem que não mude." ( pág. 8)
Nesse trecho acima ela ressalta o condicionamento feminino ao retardo mental - não de forma doente, como se houvesse diferenças biológicas e fundamentais entre os cérebros feminino e masculino, mas de forma social. Com as diferentes formas de criação, a mulher cresce visando um único modelo de vida: aquele em que ela poderá exercer o papel de mãe, esposa, dona de casa. Aquela que tem como principal preocupação qual receita preparar para o jantar. E não porque esse é o real desejo feminino ditado pelos hormônios, neurônios, ou que quer que seja; mas porque esse é o papel feminino valorizado na sociedade. Essa é, assim é ditado pelos meios de comunicação, a forma de ser uma verdadeira mulher. Assim Heloneida dispõe em outro momento:
"O Dr. Jerome Kägan, psicólogo de Harvard, observou estranho procedimento nas crianças nascidas em São Marcos, vilarejo situado nas montanhas da Guatemala. Durante os primeiros anos de sua vida, elas são deixadas ao abandono, no escuro, nos cantos mais escondidos dos seus casebres. Ninguém lhes dirige a palavra, mesmo à hora de serem alimentadas. Ninguém as encoraja a qualquer participação na vida comunitária. Não são chamadas à ação para nada. Tornam-se apáticas, custam a aprender a falar ou a mover-se e com dois anos parecem pequenos fantasmas. 
O Dr. Kägan chamou a atenção dos cientistas para o fato, salientando que, se o cérebro não recebe os estímulos apropriados, entra em processo de retardamento, difícil de ser recuperado. 
A defasagem das mulheres em relação aos homens vem de processo parecido. Menina, deixam-na em casa, com a convivência mais ou menos infantilizada da mãe e da empregada. Só lhe despertam a atenção para insignificâncias: o vestidinho novo, o laço do cabelo, a pulseira da vizinha. Ninguém lhe acena com as aventuras da Ciência ou com as alegrias da inteligência. E é como se lhe dissessem, desde muito pequena: deixa para os machos a medicina, a geofísica, a astronáutica, a matemática pura, a arte - vai ser rainha do lar.
Quem pode culpar as mulheres de não serem racionais, de cultivarem uma espécie de confuso pensamento mágico, que as leva a confundir as histórias das telenovelas com a realidade? Se elas viveram sempre mais ou menos no escuro, como os bebês guatemaltecos, não é natural que se mostrem apáticas e sem discernimento, temerosas de tudo o que não compreendem - sobretudo as transformações históricas?"
A citação é longa mas vale a pena. Nela ela destaca esse condicionamento feminino desde o nascimento - e não é que faz sentido?
Na introdução, feita pelo Lauro de Oliveira Lima, ele descreve Heloneida como alguém que 'tem credenciais especialíssimas para escrever sobre mulher, apesar de não ser uma <feminista>, no sentido político do termo' e sim 'apenas uma mulher moderna que conseguiu resolver os problemas da situação feminina'. Ele a caracteriza como, além da jornalista e romancista que foi, como uma 'mãe exemplar'. Também a descreve como uma escritora que não tende a 'radicalizações' - e que seriam essas tais radicalizações?
No livro, Heloneida opina que o problema (da desigualdade) não está nos homens, e sim no sistema. Não são os homens que são opressores e sim o sistema. Com uma visão, chutaria eu, que marxista do feminismo e da desigualdade, ela diz que enquanto o nosso movimento se concentrar em queimas de sutiãs, nada teremos - nenhuma igualdade, nenhuma evolução. Existem assuntos mais sérios a serem tratados. E com isso eu concordo, pelo menos com essa última afirmação. Com isso, tendo eu a acreditar que o autor a classificou como uma escritora sem radicalizações exatamente por não 'culpar' os homens. O quê, aí sim, eu já não concordo.
Pros homens o feminismo, a evolução e a independência da mulher são aceitáveis até o momento em que as elas mexem no papel que as foram dadas anos atrás - ou seja, tudo bem trabalhar, ganhar o mesmo que os homens, serem produtoras de conhecimento, chefes de empresas, com vida sexual ativa e com roupas bem menos 'recatas' que as eram impostas DESDE QUE isso não as impeça de serem também donas de casa, mães, educadoras em tempo integral dos filhos, magras, bem maquiadas e com apetite sexual interminável.
Acrescentar? Tudo bem. Agora, editar o seu papel ao ponto em que seus 'deveres históricos' não mais existam nessa nova vida é inadmissível - e é aí que começa a guerra.
Termino com a melhor citação que pude retirar do livro.

"A mulher é um objeto sexual. Ao dizer isso, Betty Friedan recebeu, como resposta, uma onda de injúrias: Feia! Frustrada! Sem dúvida, a escritora americana é muito feia. Freud também era, Einstein tinha uma cara horrível, mas ninguém se recusou, nunca, a ouvir as suas ideias por causa disso. Não se está querendo comparar Betty Friedan com esses dois gênios, o que seria ridículo. Mas uma coisa é verdade: a mulher é o único ser racional que precisa abonar as suas teorias com um rosto bonito ou um belo par de pernas."



segunda-feira, 9 de maio de 2016

there's a thing called poem

there's a thing called freedom
that is something i never had
somenting i always wanted
something i can't stop missing
or wishing
or hoping for

there's a thing called freedom
that hunts me every night
that keeps my feelings overloaded
that keeps my body out of sight

there's a thing called freedom
a thing called self protection
or self respect
that are some things i could never exercise
some things that were taken from me
some things that -
like anything in my lifetime -
i could never fully understand
because love is the progenitor
the father of all good whises
of all good feelings

and there's a thing called love
that is something i never had

quinta-feira, 5 de maio de 2016

uma reflexão incompleta sobre a família carneiro

aprendi na faculdade de ciência política sobre conservadorismo - como não necessariamente é uma vontade de que as coisas permaneçam do jeito que estão (por mais que, como consequência, seja mais ou menos isso) e sim uma aversão à mudanças.
mudanças pra eles só se forem graduais e lentas - e quando eu digo lentas, eu estou sendo literal. que durem meses, talvez anos, mas que não aconteçam de uma semana para outra.
pensando na reação da minha família quando contei que mudaria de curso na faculdade, me dei conta do que eles realmente são: conservadores.
quando, lá no começo de 2015, disse que cursaria ciência política na unirio as reações não foram muito variadas; "mas você não queria direito?", "o que que é isso?", "que curso é esse?", "mas você vai trabalhar com político?", "você vai trabalhar no que?", "e tem emprego nisso?", "e direito? vai fazer também?", todas essas exclamações juntas às caras de espanto, descrença e deboche.
tudo bem, 2015 passou, troquei de curso, 2016 chegou e com isso minha vaga em direito - "ué, mas e ciência política?", "queria que você terminasse ciência política", "mas você sabe que a área de direito tá muito saturada, né?", "também? todo mundo é advogado hoje em dia", "ah, não, vai virar advogada de bandido agora?".
digo que são conservadores para não dizer que são invejosos acomodados que não conseguem suportar a falta de comodismo alheio. para não dizer que não conseguem suportar a minha felicidade, o meu sucesso.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

adíos, 2014

acordei com uma mensagem de mateus - assim, do nada
na hora pensei que porra estava acontecendo
fiquei surpresa
a real é que eu não esperava mais ouvir desse cara nunca mais na minha vida
quase um ano depois, eu, a cada dia, deixava o passado mais passado
do pouco que me lembrava, eram sempre imagens desconexas do cara que eu queria que ele tivesse sido e não quem ele, de fato, foi - e eu sabia disso
cada dia uma desconexão diferente de quem um dia fomos
mas, agora, isso
demorei pra responder
um simples "tudo bem?" me deixou perdida
estaria eu voltando pro estado em que estive anos atrás?
perdida, mendigando atenção, dormindo aos prantos pelo cara que não via o quão especial eu era
falei com marcus
falei com victor
e respondi
graças, talvez, a deus, o whatsapp saiu do ar por 72 horas
3 dias sem respostas
será que terá tudo ficará antes dessas 72 horas?
ou algo me esperará 72 horas depois??
provavelmente, nada
nada esperarei
nada terei
se tem uma coisa que eu conheço bem é ser rejeitada e humilhada pelo cara que mais fui apaixonada
sei que não há nada para esperar dele
e, sei também, que eu não sou mais a danielly que fui

adendo 72h depois: o whatsapp não ficou tudo isso fora do ar, e eu conversei com ele na terça, quando voltou
meu orgulho vai pra danielly que não deu corda, que não deu assunto e não levou a conversa a diante
o assunto morreu
e ele também

Vini

Vini fala da uerj como se fosse o grande sábio veterano só porque era estudante da geografia de lá antes.
Tudo bem, ele conhece o prédio. Pode saber quais são os melhores banheiros e os bebedouros mais seguros, mas só. Ele pode ter amigos em direito e conhecer o corpo docente, mas ele não era aluno do curso. Ele conhece os professores, as disciplinas, os veteranos tanto quanto a  gente. Ele não é, e nunca foi, especial.
Só que parece que ele é o único que não enxerga isso. Fala como se fosse o conhecedor, trata as pessoas como se fossem ignorantes nos assuntos que ele tanto sabe - só porque frequentou o mesmo prédio que os estudantes de direito.
Então, aqui fica um recado: quando as aulas, de fato, começarem, não haverá ninguém melhor que eu. Ninguém terá notas melhores. Ninguém estudará mais.
Ninguém
Será
Melhor
Que eu.

sábado, 23 de abril de 2016

Victor

Não sei aonde estou com victor
Não sei o que somos -
Ou pra onde estamos indo
Não sei porque continuamos nesse flerte que não se concretiza porque nunca nos vemos
Não sei porque me envolvo tanto em algo que provavelmente não dará em nada
Como nada nunca dá
Não sei porque, de todos os fins, nenhum foi duradouro
E só parecem ressaltar que estamos juntos
Ficaremos juntos
Quer queiramos
Ou não

sexta-feira, 15 de abril de 2016

sobre honrar quem eu era ao 13 anos

eu vim escrever um insight que tive, sobre victor e amor, enquanto lia anne frank, mas perdi a vontade.
resumindo, as vezes eu tenho intuições fortes que se concretizam: por mais que não gostasse/quisesse admitir pra mais ninguém, eu sentia que ia passar no vestibular - quase 'sabia' que ia, minha intuição dizia.
e, as vezes, tenho esse tipo de pressentimento com victor. como se fosse durar muito mais que meus outros casos, como se estivesse escrito pra me marcar de alguma forma, até mesmo, as vezes, como se estivesse previsto pra durar pra sempre.
mas a gente sabe que se sentir seguro, ao ponto de 'prever' um resultado de vestibular, não é o mesmo que adivinhar o futuro de um relacionamento. com mateus não foi o mesmo? não tive (e ainda tenho) o pressentimento que estávamos destinados pra mais do que tivemos? como se pra sempre fosse lembrar dele como the one that got away? (o que é um tremendo erro porque me coloco na posição de quem deixou um cara incrível escapar quando na verdade ele me deu um fora porque é babaca, superficial e só me queria pra comer mesmo)
a verdade é que nem victor nem mateus nem henrique nem sei lá quem mais é aquele que vai mudar minha vida. quer dizer, não mudar minha vida, porque a esse trabalho sou a única responsável, mas mudar minha realidade e expectativas românticas.
alguém que vai dar um volta inteira pra passar nem que seja alguns minutos comigo. 
alguém que goste de mumford and sons.
alguém que me admire.
não vou me contentar com qualquer cara que me ofereça meia caixa de chocolate devorada e uma sessão de amassos no cinema.
eu mereço mais. eu quero mais.
eu vou ter mais.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
eu tenho orgulho de mim mesma

sábado, 26 de março de 2016

Situações Inusitadas (para mim) part I

Minha segunda entrevista de emprego na vida vai acontecer em 25 minutos.
Agora, eu me encontro na praça em frente do local da entrevista, nervosa, horrorosa, gorda, e esperando uns 10 minutos passar pr'eu não parecer desesperada chegando cedo demais.
Porque engordei e nada mais fica tão bem em mim, minha melhor roupa marca a barriga, deixa meus peitos enormes e realça meu rosto redondo. Meu cabelo ta com cara de sujo, por mais que eu tenha lavado antes de sair de casa. Minha maquiagem, simples, porque foi o que o tempo deu pra arrumar, já deve ter ido pro espaço pelo tanto que suei no ônibus e andando até aqui.
Eu tenho quase certeza que não serei chamada, e por mais que essa não seja uma notícia 100% ruim (eu odeio telemarketing e só a ideia de tentar vender pacote pelo telefone já me embrulha o estômago) eu não queria ter que lidar com uma notícia negativa logo após uma semana tão iluminada.
P.s.: eu estou num lugar perigoso, sozinha, mexendo no celular. Seria eu louca?

terça-feira, 22 de março de 2016

finalmente

eu
passei
na uerj
minha 3° tentativa, na 3° chamada e no 3° lugar
não chorei - mas me tremi da cabeça aos pés: gritei, corri, pulei (e até tirei a roupa)
agora é quando digo pros meus pais
meus amigos
minha família
e eu?
eu consegui.

sexta-feira, 11 de março de 2016

leite, leituras e literatura (ou numerologia)

me encontro com sono, 4 quilos a mais e muitas leituras atrasadas - só da faculdade, tenho mais de 200 páginas me esperando para esse final de semana. além dela, tenho as minhas leituras distrativas: resolvi me meter em 4 desafios diferentes, uns que inventei, outros que adaptei, só pra ver se me incentivo a ler mais esse ano. se vou conseguir? acredito que sim, mas nem tão perto do quanto gostaria. tenho mais de 200 livros encalhados no meu quarto, casa, não lidos e que me encaram ansiosamente toda noite quando vou dormir. as vezes me pergunto se não sou uma mentira, se não me faço de amante da leitura quando não suporto ler mais que a média.
e se, afinal, não sou, só poderei ler os tantos outros livros que me aguardam (também, ansiosamente) quando acabar estes aqui. ou seja - um ciclo sem fim.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

A solidão escolhida é bem vinda - a imposta, não.

Eu não suporto mais a dor e o peso de ser danielly, de ter nascido nessa família, de ter essa falta de liberdade que me sufoca cada dia mais, de estar tão atrelada ao insucesso alheio.
Eu odeio a solidão que me forçam a ter. Os dias passam e um ano novo, inteirinho em branco, corre na minha frente enquanto num piscar de olhos já estamos terminando o segundo mês do ano. Resoluções de ano novo não fazem mais sentido pra mim porque toda a ideologia de vida nova não mais me contempla. A vida, minha, continua a mesma. Não há mudanças desde que me entendo por gente.
Os mesmos sentimentos de incompreensão e baixa autoestima, que me preenchem desde os 6 anos, assombram minha alma e me impedem de ser, mortalmente, normal. Eu queria sentir algo que eu nunca senti - mas sou presenteada com as mesmas sensações de 14 anos atrás.
Todo dia é o mesmo dia pra mim e eu não sei até quando, se, vou suportar isso.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

quero ser fitness

quero sim.
sei lá, tenho minhas dificuldades em passar um dia sem comer uma bobeira, um doce hipercalórico, mais do que deveria, mas sempre me vi nesse estilo de vida saudável. primeiro, porque eu realmente gosto de coisas saudáveis - principalmente legumes. eu sou a p a i x o n a d a por legumes. segundo, porque atividade física me faz um bem danado, eu fico melhor com meu corpo, eles funciona melhor, meu ânimo aumenta e consigo ser três vezes mais produtiva.
é óbvio que quando digo que quero ser fitness não quero dizer que pretendo me tornar uma gabriela pugliese da vida, sabe?  até porque não quero que o que eu como me defina. nem o quanto eu faço atividade física ou o quanto meu abdômen definido aparece numa foto - até porque nem quero o tal abdômen definido.
o que eu quero é ser feliz com meu corpo. me sentir sexy. não ter vergonha de ficar nua na frente do cara que eu gosto (ou não). me sentir confortável usando um biquíni. eu quero que meu ânimo e motivação não sejam temporários. quero ser menos depressiva. quero que minha saúde continue boa. não quero morrer de ataque do coração como meus avós ou de câncer como minhas tias.
desculpa, mas eu quero ser fitness.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

as primeiras palavras que me vêm a mente quando termino um texto são o quê faço de título

cada dia, nessas últimas semanas, tenho tido mais certeza que victor não é especial. não é pra mim aquilo que eu, infelizmente, espero de todo homem: uma segurança de eternidade.
não me leve a mal, não estou procurando um namoro pra casar e ter filhos e tudo mais - mas eu não quero pular de relacionamento em relacionamento, envolvendo amigos, família, planos etc. eu quero encontrar alguém por quem seja apaixonada e que sinta o mesmo, verdadeiramente e explicitamente, de volta. que visivelmente se preocupe e não desista, nunca, de mim. que realmente me queira por quem eu sou e não pelo que aparento ser. não pelo meu sexo ou pelo sexo - mas por danielly.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

uma ode aos sonhos simples e corajosos

sim, reconheço que as vezes as coisas são podem ser como a gente quer - aceitar isso é um dos maiores passos para atingir a maturidade sabiamente. mas, as vezes, também, com um pouquinho de esforço e sorte, podemos ter exatamente aquilo que desejamos.
se, e colocaremos um grande se aqui!, se eu passar na uerj, minha primeira ação (pra que eu não desista pela acomodação) será arranjar um emprego. e por que tanta ênfase nisso, danielly? porque tendo um meio de me sustentar eu poderei me sustentar fora de casa, tendo ou não os apoios dos meus pais. pra eles, amor e proteção são sinônimos de falta de liberdade, opressão e truculência. chantagem emocional, tapa na cara e gritaria são apenas as formas de expressão desse cuidado tão bem quisto. sei, por vivência e observação, que eu posso fazer 30 anos, ter meu emprego, ser casada e me sustentar, que mesmo assim eles não me tratariam diferente de uma menina de 12 anos indefesa e tola. logo, por puro segmento racional, a única solução pra causa da minha depressão e infelicidade é sair de casa. eu, sinceramente, não aguento esperar até me formar pra fazer isso - até porque até lá eu já teria perdido toda a minha juventude e os meus gloriosos tempos de faculdade. tive essa experiência de um ano na unirio (que eu espero que acabe por aqui) e pude comprovar como sou um ser insignificante quando não posso participar socialmente das vidas alheias. e como posso exigir daqueles que, em sala, demonstram todo tipo de afeição por mim, paciência inesgotável? ninguém, quando me conheceu, assinou contrato irremediável para uma amizade via pombo correio. comunicação espiritual e presença mental. as pessoas querem amigos que possam encontrar num dia de tédio, tomar um sorvete num final de tarde, passar o dia fora pra fazer um trabalho importante, ir numa festa memorável... pessoas assinam contratos invisíveis para amizades factuais. amizades que, em suma, preencham todas as lacunas das necessidades sociais humanas. e eu, infelizmente, não ocupo esses pré requisitos. minha única salvação de uma vida medíocre é a coragem de me jogar incertamente no mundo procurando o futuro que tanto me prometeram nos meus sonhos adolescentes.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

projeto férias 2015/2016 (dezembro/janeiro/fevereiro) OU METAS PARA 2016

1) Ler mais: 2015 foi um ano de muitas adaptações, vestibular, faculdade, família... Li pouco, pouquíssimo. 5 livros até começarem minhas aulas, 1 desde que elas começaram em Março e (até agora) 1 depois do vestibular da uerj. Ou seja, menos da metade da minha média anual. E isso foi perceptível pra mim - escrevia mal, interpretava pior ainda. Senti saudades várias vezes e percebi como isso é tão importante e vital para mim. Agora leitura é uma prioridade vitalícia.
2) Fazer atividade física: 2015 foi um ano em que eu fiz NADA de atividade física, o quê ficou bem claro no meu peso (eternamente) flutuante. Mas minha família não dá folga, e a cada mês aparece alguém com uma doença nova. Minha genética já deu os avisos: ou eu me cuido, ou eu tenho o mesmo destino que todo mundo. E todo mundo sabe que tudo que eu sempre quis foi não ser como todo mundo, não é mesmo?
3) Estudar/Ler livros sobre política: entrei na faculdade e fiquei mais pra trás do que nunca - não em nota, nisso eu fiquei acima da média. Mas no conhecimento. Já que a UNIRIO foi a única coisa que me sobrou, preciso fazer disso a melhor coisa da minha vida.
4) Procurar um estágio: isso é algo que quero fazer durante o ano de 2016 mas sem certeza ainda se vou conseguir um.
5) Alimentação mais correta possível: pelos mesmos motivos citados 3 tópicos acima.
6) Chegar abaixo dos 55 quilos: desse ano NÃO PASSA! Cabô isso de ficar insegura com o corpo - olha o quanto isso me deixou pra trás na vida.
7) Fazer cursos online: excell, escrita, marketing... ainda não me decidi sobre todos. Mas quero usar meu tempo livre em 2016, além de dar ênfase a isso nas férias, para conquistar alguns certificados extras.
8) Me dedicar ao inglês: isso inclui prestar atenção nas aulas do curso, fazer anotações, não atrasar o material e começar a ler em inglês!!
9) Lavar mais louça: eu vivo deixando louça acumulada e meu pai sofre toda manhã lavando a da casa inteira - já vou fazer 20 anos. Acho que já deu, né?
10) Usar fio dental regularmente: pasta de dente is not enough.
11) Não reclamar/Parar de se preocupar: as coisas são do jeito que são! e ficar reclamando não muda o fato de que algo deu errado, só mexe na sua autoestima, confiança e humor.
12) Trocar meu travesseiro: ele tá um n o j o. Já deu a hora de trocar isso.
13) Cuidar mais de mim esteticamente: e essa meta inclui voltar a cuidar da minha pele, usar acessórios e escolher minhas roupas mais cuidadosamente.
14) Usar protetor solar TODA VEZ que sair ao sol: e isso é sério! tô cansada de ficar morena de sol com marca de roupa, bem ridículo até.
15) Parar de roer unhas: não preciso terminar 2016 com a unha mais longa do mundo - só não quero que ela esteja como está agora! Vou começar a usar unhas postiças com mais frequência.
16) Tirar minha carteira de trabalho: autoexplicativo.
17) Ir FINALMENTE nos médicos que adio: dermatologista, oftalmologista especialista em estrabismo/convergência, fonoaudióloga e psicóloga.



sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

maratona literária 2015.2

Decidi fazer uma maratona literária hoje meio-que-de-surpresa, pelos seguintes motivos:
a) quero dar uma roubada mesmo, pra aumentar o número de livros lidos no ano
b) esses livros (menos o emma) estão empacados comigo HÁ MESES, non aguento mais vê-los

Essa vai ser uma maratona não convencional, porque não vai durar 24 horas, mas sim até o final de 2015. Essa será uma lista de livros que vou me dedicar a ler inteiramente antes do ano acabar, pra deixar essas histórias (aparentemente) insossas para trás.
Logo, pretendo terminar todos, até porque a maioria já foi começada e esses eu não me interesso o suficiente pela história pra voltar pro começo. Segue a lista de livros escolhidos para serem lidos e terminados:


- Glória Mortal - J. D. Robb (<3)
- Silêncio - Becca Fitzpatrick
- Mulher Integral - Sônia Biondo
- PaperBoy - Pete Dexter
- Emma - Jane Austen
- Seis anos depois - Harlan Coben


meus benzin e seus 20 dias para terminá-los 




sábado, 5 de dezembro de 2015

Why am i thinking about you so much those days? I thought i let you go - I'm sure i let you go.
So what's happening? Why do you keep popping on my mind? What have i done to you, god or the universe to make me so fragile when it comes to you?

domingo, 22 de novembro de 2015

Eu sou.

Como consigo fazer uma redação tão boa sobre intolerância quando a pratico diariamente? Na minha cabeça, por não ser terrorista, não gerar mortes ou consequências materiais pra nada nem ninguém, não tô sendo intolerante ou, se estou, não tem problema. Mas e todo estrago emocional e psicológico que eu causo? Fica como? Por ter sofrido e sofrer com ele me dá motivo pra fazer o mesmo? Ou não me importar se eu estou fazendo?
Eu sou todos os defeitos que eu maldisse.
Tudo que eu tentei fugir.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Vídeos de maratona literária no youtube me trouxeram aqui

Sinto falta desse blog aqui da mesma forma que sinto falta da literatura. Coisas que deixei de lado por causa desses tais objetivos dispersos que carrego comigo. Tenho tantos projetos... Mas sinto que eles só serão válidos se eu conseguir meu objetivo principal: direito. Minha vida, há 3 anos, vem girando em torno desse evento que pareço prever todo ano mas que todo ano se adia. Eu não sei do que será de mim em 2016, realmente não tenho ideia. Mas espero que meus planos tenham seus pré requisitos para serem realizados - não que eles realmente serão, mas, pelo menos, quero ter a liberdade de idealizar, meu esporte favorito.

domingo, 25 de outubro de 2015

caminhos das civilizações - história integrada geral e do brasil (josé geraldo vinci de moraes)

disse uns posts atrás que tinha passado pelo segundo exame de qualificação da uerj e obtido A.
pois é.
nisso, num misto de confusão entre persistir e desistir, acabei trancando o máximo de matérias possíveis na unirio sem que eu perdesse minha matrícula e, porque tem trabalhos extensos de assuntos que não domino como avaliação, acabei de largar de mão mais uma disciplina. que vou zerar propositalmente pra não ter outro trabalho já que as outras duas disciplinas ao qual eu estava inscrita eu já tinha feito prova, sendo que em uma eu já sabia que tinha tirado 9.
minha amiga acabou de sair do enem e disse, com esse tema de redação maravilhoso, que fazendo sem pressão foi o melhor vestibular da vida dela. nunca se saiu tão bem. me arrependi na hora de não ter feito minha inscrição e tentado a sorte.
agora, debruçada sobre um livro de história, com apenas 40/50% de chance de passar em direito na unica faculdade ao qual estou tentando, me pergunto por que, com os outros, a racionalidade parece ser o caminho seguro se quando, comigo, parece não surtir efeito.
ela, a minha amiga do enem, disse que estudou como uma condenada por 2 anos seguidos pra conseguir entrar em direito numa federal. logo, foi pelo caminho racional: não rezou, fez promessa ou simpatia - estudou, pos a cara nos livros e absorveu todo o conteúdo que podia. conseguiu aprovação.
eu faço isso, por mais que por uns viés as vezes duvidoso, e não vejo o mesmo resultado. muito pelo contrário, parece que quanto mais estudo mais o destino/céus/deuses/carma riem da minha cara.
e eu, que já não entendia esse tipo de resposta quando era criança, continuo sem entender.
será que a racionalidade, aquela tão prezada, não é a mesma que se aplica a todos?
será que eu, ao achar que ajo racionalmente, me engano?
provavelmente a resposta é a de cima. mas, ainda, na minha mente, no meu cansaço e dor nas costas, eu o faço. particularmente ou universalmente racional, o quê eu faço é o que todos fazem.
entretanto
o resultado, aquele
não vem.

sábado, 19 de setembro de 2015

if i lose myself i lose it all


2015: julho-setembro

faz um tempo que eu não apareço por aqui, portanto, pelo propósito único de resguardar memórias para posteridade, irei listar as atualizações:
- tirei A na segunda prova da uerj, o quê significa que estou estudando agora pra segunda fase. tenho em média menos de 70 dias pra absorver todo conteúdo de português, história, literatura e escrever um excelente redação.
- não fiquei com ninguém - quer dizer, não comentei aqui, mas na época da última publicação eu tinha ficado novamente com pedro e com esse cara que é vizinho e amigo do meu melhor amigo. em 2 meses e meio desde que nos conhecemos ficamos, viramos ótimos amigos e paramos de nos falar. como eu já sou meu expert em fazer. (se bem que ele é um puta de um babaca egocêntrico)
- henrique voltou a me chamar pro apartamento dele e desapareceu e voltou a me chamar e dessa vez eu desapareci, por motivos que já vou dizer.
- o primeiro semestre da faculdade acabou (comigo ficando em final em economia política 1) e o segundo começou (comigo trancando 3 matérias e fazendo 1 do terceiro período, além de já estar quase reprovada em direito constitucional por falta)

o grande motivo d'eu lembrar que tenho esse blog novamente é que, como todo ciclo existencial que me envolve, eu estou em crise. de novo. dessa vez é algo mais voltado pro fato d'eu não saber lidar com as expectativas alheias (pelo menos esse é o motivo certo que me fez desativar facebook, excluir pessoas do whatsapp, e não responder ninguém). ainda tem o clima cada vez mais denso que envolve eu e minha família,
eu vou crescendo, amadurecendo, e com o passar do tempo vem a resposta a isso tudo dos meus familiares. não vi alegria em ninguém quando disse que passei na faculdade. tudo bem que não era o curso que eu queria mas, poxa!, é uma federal e um curso sensacional (que se não fosse pela área de trabalho eu me formaria extremamente feliz). no meu padrinho eu vi até certa hostilidade. alguma coisa dentro de mim me lembra que minha irmã, quando entrou na faculdade, não soube lidar com a sociabilidade de ser humano e perdeu o controle, não digo enlouqueceu, mas quase isso. hoje ela é um peso morto dentro de casa - come, dorme e gasta o salário dos meus pais em remédios e exames. tento pensar que esse é o motivo pelo qual ninguém consegue expressar uma faísca de felicidade por mim, não que eu já tenha visto eles fazendo algo do tipo por mim. sempre tão ocupados, com coisas tão mais urgentes e importantes a lidar, quem quer ver a apresentação de teatro de uma menina de 9 anos? não vai salvar o mundo da iminente destruição mesmo.
eu não troco uma palavra com a minha mãe há duas semanas. aparentemente, meu jeito explosivo e irracional não combina com a personalidade esperada de uma filha modelo. e ela tem razão. mas não há, também, dentro de mim, um mínimo de vontade em fazer algo para mudar essa situação. eu estou mais do que cansada de ter que lidar com todos os problemas que eles jogam nos meus ombros, achando que, como sou estudante, sou vagabunda, não tenho nem preocupações nem afazeres, portanto posso aguentar toda a poluição mental gerada pelas reclamações constantes. não sou psicóloga, não fui morfologicamente feita com um aparato especial que me faz resolver as situações alheias. não quero ouvir seus suspiros e confirmações de infelicidade. alguém já pensou como é jogar esse tipo de peso em cima de uma única pessoa, over and over again?
eu continuo não sabendo o quê eu tô fazendo da minha vida. nesse instante, ao lado do computador que escrevo, repousado na escrivaninha, tem meu material do bechara e resumos de português pra revisar e estudar para a segunda fase da uerj. não sei desistir desse objetivo mas não sei se isso, em mim, tem sido uma qualidade ou um defeito. será que as coisas vão mudar se eu passar em direito? antes eu achava que sim, agora eu tenho uma visão tão bloqueada do futuro que eu não consigo nem me imaginar fazendo algo que imaginei desde os 6 anos de idade.
eu espero conseguir, porque sei que é o que eu mais quis a minha vida inteira.
agora, o quê isso vai trazer pra mim, isso é com 2016.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

it's not fair and i think you're really mean

mateus vem flutuando como uma possibilidade novamente. que que é isso? parece que quando eu tomo coragem de seguir em frente tudo parece conspirar contra. tudo volta a me lembrar ele. como uma fantasma filho da puta que não larga do meu pé.
mas que caralhos eu fiz pra merecer isso?
eu quero seguir. quero deixar esse último ano de decepção pra trás e viver além do que eu tenho perspectiva agora. mas aí, como uma tentação, uma prova de firmeza ou um sinal de que tudo tá errado, ele aparece fantasmagoricamente pra mim.
adivinha? aplicativo, de novo.
mas dessa vez foi em um de relacionamento sério.
alguém me explica?
eu acho que vou enlouquecer.
o quê ele quer? por quê? por quê não me deixa em paz?
é injusto ele aparecer do nada quando eu tô me reerguendo, fazendo eu me abalar toda toda toda vez.
I
HATE
EVERYTHING ABOUT
me
empoderada
atrevida
ninguém se mete mais na minha vida

sexta-feira, 10 de julho de 2015

ouvi por aí que amadurecimento era tomar decisões difíceis

Hoje, quando voltava no ônibus do centro da cidade, pensei sobre liberdade e escolhas - uma, em específico, que nunca fiz, mesmo sabendo que era a coisa certa e necessária. Por que eu nunca bloqueei mateus?
Eu fiquei um ano lastimando o quê não fomos e idealizando o quê poderíamos ter sido; na minha cabeça, ele era perfeição. Um ideal a ser atingido. E enquanto a vida dele continuava indiferente a minha, eu continuava num stand by emocional, esperando que ele me quisesse de volta. Como mágica. Como quem não deu valor pra coisa mais preciosa que tinha às mãos e agora quer ter o quê ele nunca deixou que tivéssemos.
Mas a verdade, mesmo cruel e dolorosa, é que não teremos. Ele não é homem da minha vida. Não é o único cara incrível, perfeitamente imperfeito que vai aparecer pra mim e me deixar de cabeça pra baixo. Infelizmente, ou felizmente, não vai ser o único nem o último por quem eu vou sofrer - mas pode ser o último que me fez anular a mim mesma em prol de alguém que não merecia; que me subjugou, humilhou e eu deixei. Deixei porque achei que ele era único, especial. Deixei porque achava que nunca mais viveria aquele mínimo sentimento de certeza e retribuição emocional que tive com ele. Momento esse que, até hoje, não sei se foi verdade ou ilusão.
E aí, nessa viagem de ônibus, cansada das humilhações e derrotas, percebi que quem eu queria melhor era eu, e não ele.
Foi a decisão mais difícil que tomei na minha vida.
Só eu sei o quanto doeu (e ainda dói).
Mas eu o fiz.
Eu bloqueei mateus.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

saudades ser a melhor oradora e ter a melhor apresentação da turma
faculdade é mais
do mesmo

quinta-feira, 14 de maio de 2015

f r a g m e n t o s de indecisão

Não importa o quão bonita, inteligente, atraente, magra eu esteja/seja, ninguém nunca olha pra mim. Ninguém se interessa.
Ok, não vou dizer nem ninguém - os velhos, estranhos e socialmente excluídos até olham (e as vezes se apaixonam) pra mim. Mas isso não é nada, isso não é suficiente. Todos amam, todos se apaixonam mutuamente e o máximo que eu consigo é um cara mais ou menos normal querendo me foder quando está estressado, e eu não acho isso seja justo. O que eu tenho de tão errado, de tão repelente? 

//////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////

Eu tenho uma teoria de vida: ou eu vou morrer sozinha ou não vou viver o suficiente - antes dos 30, eu sinto, vou morrer. 
Talvez seja melhor assim, pra todo mundo. 
O erro que sobreviveu à barriga da mãe finalmente indo em paz.
Finalmente. 
É tudo que eu espero. 

domingo, 10 de maio de 2015

there's no good way of ending things, you know? 'cause it's ending

leio muito e teorizo muita coisa por aí; já disse que sou feminista, de centro esquerda, vegetariana, defensora da causa animal, altruísta emocional e muitas outras coisas. mas dentro de tudo isso, não consigo me encaixar, mesmo assim, em nada. sou liberal demais pra ser de esquerda, passiva demais pra ser vegetariana e defensora dos animais, e odeio militância. odeio dizer a alguém o que fazer da vida. odeio afirmar que minha visão e o meu jeito de viver são os melhores. porque, isso, é variável - varia de acordo com a sua visão de vida. 
é difícil ser feminista e heterossexual, porque saber que sua vida é menos sua que a de um homem (porque além de aparada pelo estado, ela é cercada pelo alcance do patriarcado) é não conseguir se equiparar emocionalmente também. é conviver com a estigma de sempre ser subestimada, inferiorizada e subjugada, simplesmente por ser mulher. e ter ainda que viver observando mulheres contra mulheres, mulheres que, por ignorância, ridicularizam um movimento tão essencial e que, sem ele, ela não teria a voz de poder criticar algo em primeiro lugar, é desgastante. 
mas dentro do feminismo eu não concordo com nenhuma vertente. ou melhor, não é que não concorde (eu até me identifico muito com o radfem), mas eu não consigo viver, literalmente, sabendo do que sou ou são capaz e do que posso ou não fazer e do que devo ou não abdicar pra tornar minha vida uma obra de luta e significância. 
eu não quero viver assim.
eu não quero abrir mão da 'liberdade sexual' porque, no final das contas, ela só serve ao homem, ao ponto em que meu prazer não é, na maioria das vezes, alcançado, e quando o é, não chega a servir a mim ao ponto em que serve de objetificação do corpo feminino ao homem. 
eu não quero odiar o sexo oposto, assim como não quero odiar ninguém. porque o ódio corrompe a alma, desgasta a vida, percorre cada canto da nossa mente procurando espaço pra se alojar e, assim, destruir cada pedaço de esperança e felicidade que podemos cultivar e oferecer ao outro.
eu não quero, acima de tudo, abrir mão do território conhecido, porque ele me foi imposto socialmente pelo patriarcado. eu sei que o meu 'gosto pessoal' provavelmente está incutido de imposições sexistas e injustas, mas é o que eu conheço. é o que se tornou confortável e, certas coisas, como a identificação de gênero, são o que me mantém num estado de lugar comum. 
eu não quero viver militando, impondo o que deveria ser ideal, porque ele não me faz feliz. eu sei que é o justo, numa sociedade em que mulheres morrem por serem mulheres, numa sociedade em que o esterótipo é tão cruel que o desencaixe transtorna e destrói emocional e fisicamente o ser humano, é justo lutar por um ideal. mas isso me desconstrói ao ponto que eu não sei mais quem eu sou. ao ponto em que eu, dani, não tenho vontade de viver. porque não me identifico.
não me identifico como uma criança negra sem representatividade numa loja de brinquedos. eu me desespero, eu me torno desesperançosa. porque a falta de identificação, a falta de ligação entre eu e outrem me desestabiliza e eu não quero mais socializar. 
não quero sair de casa. não quero opinar. 
não quero viver. 
não quero lutar.

sábado, 2 de maio de 2015

we are the new americana

enquanto eu tinha mais uma das minhas crises de ansiedade e atacava tudo que estava no forno eu pensei sobre como tudo com henrique começou e está indo pro final - digo indo pro final com os mais sinceros sentimentos porque foi histórico o que aconteceu entre nós; histórico pra mim, claro. ele, de uma vez por todas, faz parte da minha eterna memória.
toda vez que eu lembrar do ponto alto de normalidade da minha adolescência, do meu começo de maturidade adulta, das minhas primeiras experiências não só sexuais mas também independentes, livres da opinião acusadora alheia, eu vou lembrar dele. se transformou eterno sem ter pretendido ser.
o quê eu queria dizer, na verdade, com todo esse papo furado, é que eu tô entrando, forçosamente, numa nova fase da minha vida. preciso na marra mudar o quê tá de fora e por tudo nos trilhos antes que não haja como remediar.
eu fiz esse trato louco com o cara lá de cima (ou de baixo, ou dos lados) que ele me daria 5 anos: 5 anos pra colocar minha vida nos trilhos da independência financeira e começo de carreira profissional antes de tirar de mim meu atuais alicerces, meus pais. não que eles sejam de grande ajuda, vocês bem sabem mas, sem eles, o mínimo de segurança que eu tenho atualmente pra tentar ininterruptamente correr atrás dos meus sonhos e invalidar meus fracassos não existiria.
por isso eu peço, por isso eu faço algo nos moldes populares parecido com 'rezar' (eu acho).
por isso eu tento, pelo viés da racionalidade metodológica que eu sempre usei pra supersticionar minha vida, conseguir alguma estrutura pra viver por mim mesma.
algo que, infelizmente, eu sou criança demais pra ter.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

how is like missing something that was never mine

por um momento eu me imaginei engatando um relacionamento pseudo sentimental com henrique e foi tão gostoso se sentir, mesmo que por segundos e apenas na minha mente, aquecida pela afeição alheia novamente. parece que o olhar é diferente, sabe? na verdade, é. o calor acolhedor de se sentir querida, amada, importante.
eu sinto falta disso. mas queria que, da próxima vez que acontecesse, fosse de verdade.
de verdade como nunca foi.

terça-feira, 21 de abril de 2015

s i c k e r and s i c k e r

eu não lembro, dentro das mais de 100 postagens que já fiz nesse blog, se eu já comentei sobre a saúde mental da minha irmã mais velha. ana tem 21 anos, terminou o ensino médio em 2011 e entrou na faculdade de história no segundo semestre de 2012. não, não era esse o curso que ela queria - ela queria jornalismo. mas não obteve nota suficiente no vestibular. ana sempre foi obesa, com acne, baixinha, sociável mas sem uma aparência que atraísse a sociabilidade alheia; inteligente mas não esforçada (não que precisasse; nosso colégio nunca exigiu nada de nós), deprimida e insatisfeita; nunca beijou, tinha amigas falsas que usavam o que ela poderia dar de resposta nas provas como motivo para mantê-la por perto, sem um bom relacionamento com a irmã mais nova ou com os pais, que sempre, erroneamente, preferiram trancar as filhas em casa e renegar suas chances de normalidade em prol de um significado de segurança inexistente. porque ninguém está seguro. porque, nesse exato momento, minha irmã é a própria ameaça dela mesma. 
ana tem problemas mentais: síndrome do pânico, toc, ansiedade, depressão; ela acredita em realidades irracionais existentes unicamente na mente dela; é impassível, desequilibrada, temperamental e instável. minha irmã mais velha, que deveria ser meu exemplo e me dar conselhos, me ensinar como é a vida e errar pra que eu não precisasse, está tomando banho 15 vezes ao dia e trocando de roupa a cada vez que o faz porque acredita que está se protegendo de alguma doença venérea; que está se livrando do risco que não existe - mas que ela acredita que sim.
e ninguém aguenta; eu não aguento, minha mãe não aguenta, meu pai não aguenta. e aí eu lembro das milhares de batalhas internas que eu tenho e não posso exteriorizar porque ou parecem futilidade perto do que enfrento em casa ou parecem impossíveis até pra mim mesma. e aí eu tenho que me lembrar que o cerco está se fechando e as possibilidades de eu ter qualquer coisa normal na minha vida está diminuindo e eu posso nunca conseguir isso. 

quinta-feira, 9 de abril de 2015

oh, lord...

uma preocupação que me aflige: estou grávida?
primeiro: eu tive relações sexuais há um pouco mais de um mês atrás; 38 dias
segundo: eu usei camisinha
terceiro: o cara não gozou dentro (cês sabem de quem eu tô falando)
quarto: eu tomei pílula do dia seguinte (porque foi minha primeira vez, eu estava nervosa e queria ter certeza que nada nada poderia acontecer)
quinto: eu menstruei uma semana depois da pílula; ciclo normal de 5 dias, intenso, como sempre ocorre (eu sabia que o fato de ter tido minha primeira relação sexual + ter tomado a pílula do dia seguinte poderia/iria mexer com os meus hormônios por isso não estranhei quando minha menstruação desceu 10 dias antes do 'esperado', já que minha menstruação nunca foi regulada)
sexto: nesse mês de abril, 38 dias depois da minha primeira vez, eu tive compulsão por doces, leves cólicas, espinhas e mudanças emocionais que geralmente ocorrem quando estou na TPM, mas minha menstruação ainda não desceu
então, fica a pergunta:
eu estou grávida?

sexta-feira, 3 de abril de 2015

suicide girl

Acho que vou me matar.
De verdade.
Não há nada tão grave sobre a minha vida mas eu não me sinto feliz ou realizada com nada e a perspectiva de nada me preenche também. Eu vivo melancolia. Tristeza. Solidão. Arrependimento.
Eu penso no melhor dos futuros e ele só me satisfaz por alguns minutos... A possibilidade de conquista me dá medo, angústia e... Tristeza. Não é só não saber o que não quero; é, simplesmente, não querer nada. Se eu pudesse escolher algo, eu escolheria ser normal. Não ter esse monstro obscuro sentado nas minhas costas, comendo cada esperança, diminuindo cada felicidade, suprimindo cada alegria. Você sabe o quê é depressão? Porque eu nunca precisei de prognóstico algum pra me dizer que é exatamente isso que eu tenho. É o eterno ciclo. Eu já comentei sobre me sentir nele várias vezes, aqui, na minha agenda, com alguns amigos, não importa, e é basicamente refazer os mesmos erros e reviver os mesmos sentimentos. No começo, eu achava que a raiz do problema era eu não saber quando errava e não me esforçar para mudar a situação. Mas eu comecei a perceber os erros e fazer de tudo para modifica-los. Entretanto, nada mudou. O ciclo continua mais vivo do que nunca. A diferença, é que agora eu preciso de muito mais pra ter uma simples fagulha de felicidade. Ter uma carreira sensacional só preenche uma área da minha vida, é difícil e não me completa = infeliz.
Ter um relacionamento 'perfeito' é irreal, demanda características que não possuo e depende de uma outra pessoal que não sei se vou achar, quando vou achar e, acima de tudo, me despedaça, porque me faz escolher o mais profundo e o mais superficial aspecto da minha vida, ou seja = infeliz.
Eu só vi/vejo essas perspectivas pra mim. Nada me completa. Nada me surpreende. Porque eu tenho depressão, sua idiota. O que eu esperava? Uma solução medíocre pra uma doença assassina? Mas quem acredita que eu sou doente quando eu faço de tudo pra esconder? Não quero que achem que sou, mas não saberem faz mais mal do que bem.
Eu não sei se Deus existe. E, se sim, não sei se ele liga pra minha vida ou morte. Mas eu espero um sinal. Um sinal que tudo precisa de um fim. Remédios. Penhasco.
Meu deus, eu preciso emagrecer.
Imagina que horrorosa eu seria sendo gorda no meu túmulo.

só a gente sabe o que faz da gente a gente

quinta-feira, 2 de abril de 2015

não pergunte - eu também não sei o quê é isso

tem coisas que a gente não consegue resolver sem muito penar antes; o que queremos pro jantar - ou pro resto das nossas vidas... esse, principalmente, tem sido o maior dos meus problemas. o que eu quero?
primeiro, eu deveria conversar comigo mesma e chegar à resposta de uma outra pergunta: eu acredito em livre arbítrio ou tá tudo predestinado e traçado pra além das nossas vontades terrenas? porque, se a escolha não existe, como eu vou saber se eu estou no caminho certo pro meu destino? no caminho pra aquilo que eu deveria fazer pro resto da minha existência?
porque, se a livre escolha existe, não há nem certo nem errado. ciência política é um caminho; direito é outro; transferência pode ser um, como reingresso ou vestibular. não fazer nada também vira opção. comunicação, talvez. e diplomacia?
não existe certo,
não existe errado.
o que me confunde ainda mais. porque não ter opções é assustador mas, ter demais, também afronta. dificulta.
eu tô fazendo coisas que me dão medo e desconforto. saindo da minha zona de conforto mesmo. e estou apavorada. mas nem é o tipo que eu estava pensando e animadíssima pra fazer. eu não quero fazer algo que eu sei que vai ser ruim por nunca ter feito antes, mas a gente só melhora fazendo. é um ciclo. voltas que você dá em si mesma procurando encontrar o começo. ou o fim. porque a impressão é que você está no meio de tudo. e fora de tudo também.
eu me perco tão fácil...
esse texto é um exemplo.

quarta-feira, 25 de março de 2015

baby, tell me, what's wrong with me?

eu sou cheia desses momentos de epifania assustadores, nos quais você se dá conta que há algo na sua vida tão decisivo que sem aquilo você não seria a mesma. hoje na aula de antropologia eu tive mais um. foi escutar 20 minutos de aula e perder informações que todos pareciam ter tido anos antes de mim e, pronto, eu caí no conceito já tão conhecido por mim: futuro.
eu me dei conta, de novo, que aquilo que eu estava fazendo não era pra mim. eu nasci pra estudar direito. é o que eu mais quero há anos. estudar direito na melhor universidade do rio de janeiro, ser magra, me vestir bem, ter confiança na minha própria personalidade e encantar. ter amigos, ser sociável, namorar, ser disputada, receber spotted, idk. 
eu tô cansada desse ciclo interminável de meios termos no qual a minha vida é baseada. cansada de não dar tudo de mim, ser mediana, e ficar o.k. com isso. como eu posso? eu sinto falta de mateus e percebo que a culpa de tudo ter terminado da forma que terminou foi minha. eu sinto falta de henrique e percebo que a razão de tudo ter ficado do jeito que ficou, foi minha. eu sinto falta do tempo que passou e percebo que, se sinto falta, a culpa é minha. algo eu fiz de errado. e fiz mesmo: não aproveitei. e não socialmente, entende? eu não estudei quando era pra ter estudado. e quando o fiz, não fiz com a intensidade que deveria. não me dediquei aos meus amigos e aos meus amores como era pra ter feito. eu deixei tanto, tanto, tanto por simples e puro medo. parece que tenho um medo das coisas darem certo, sabe? afinal, eu estou tão acostumada a ter tudo dando errado... tanto digo isso como agora eu poderia estar me desdobrando afim de realizar mil e uma coisas mas, não, estou aqui dissertando sobre a minha inutilidade. 
o que precisa acontecer pra eu me dar conta de que a vida é agora? 

domingo, 22 de março de 2015

já é hora

Eu estava terminando de transcrever a última parte do primeiro capítulo do meu fichamento pra faculdade quando recebi uma mensagem de Henrique e me dei conta de algo incrível: eu sempre conheço pessoas e tenho as oportunidades certas... Nas horas erradas. Sinceramente, apesar de todos os defeitos, nunca me envolvi com cara canalha. E digo canalha no sentido de magoar e enganar propositalmente, afim de interesses meramente físicos que só seriam conseguidos por meio da ilusão. Todos eles eu me vejo namorando. Temos gostos e defeitos parecidos, mesmo com todas as diferenças (são diferenças que abrangem e engrandecem o pensamento, sabe?). Eu achei um curso ótimo, pouco concorrido, cult, com gente bonita, inteligente e que me faz parecer mais interessante do que realmente sou. E o que dizer da primeira vez que procurei emprego? De cara já tinha conseguido o  dos meus sonhos: trabalhar em uma livraria.
O que me trás à realidade é perceber exatamente que nada disso deu certo. Os caras só me queriam quando eu não estava emocionalmente disponível ou só nos atraíamos quando nenhum dos dois podia se dedicar algo. Querer algo. A faculdade é incrível e eu amaria esse curso, se fosse o que eu queria. Um curso certíssimo, pra uma péssima hora da minha vida. E o trabalho? Parecia até um freio divino: vai conseguir tudo, mas um detalhe vai te tirar da corrida - não era hora.
E quando vai ser? Porque eu estou bem cansada de me esforçar pra algo que foge de mim como quem morre de acidente de carro: repentinamente.

quarta-feira, 18 de março de 2015

happy birthday, mr. matthew

hoje é seu aniversário e aqui estou eu digitando esses parabéns que você nunca lerá.
primeiramente, feliz aniversário. eu espero, de coração, que sua vida, que esse começo de uma nova etapa pra ti, venha cheia de alegrias, diversão, amigos, amor, por que não?, conhecimento, experiências e tudo mais que venha te aperfeiçoar e trazer a tona o ser humano incrível que você nasceu pra ser.
você é, sim, cheio de defeitos. defeitos esses consequentes de um conservadorismo que não combina com teu sorriso de menino. sorriso esse que eu tanto amo. eu te amo.
eu sei que em certos momentos você duvidará, chorará e terá certeza que tudo está em ruinas. mas tenha fé. você pode tudo.
até me ter de volta, se quiser.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

v i r g i n d a d e

acho que chegou a hora de confessar a mim mesma que minha primeira vez foi casual - com um cara que eu conheci na internet, não tinha visto mais de uma vez e nem facebook tinha. um cara que não sei sobrenome, que não me disse palavras de afeto (não que tenha sido um ogro, também) e que se decepcionou por eu ter... transado. tão cedo. 'pra uma menina de criação conservadora como você' foi o que ele disse 'fiquei meio surpreso disso acontecer' ele continuou 'não era meu intuito' foi como ele terminou. e terminou mesmo. tivemos uma breve conversa depois sobre saúde sexual, se eu sabia da minha e estando tudo o.k., como estava, a missão dele estava terminada.
no dia seguinte eu pensei exatamente isso: se continuar me querendo depois de ontem, ótimo. se não quiser, ótimo também. isso é só mais uma história que eu vou lembrar quando for mais velha. mais uma que vou usar pra rir e entreter os outros. porque a maior vertente de mim é o riso, afinal de contas. não teria que encarar a face do homem que me viu sangrar, ficar sem graça e admitir que fico segura ao seu lado. n u n c a m a i s. sem constrangimentos. sem reviver o que não foi ótimo, mas foi melhor do que eu esperava.
o pior de tudo foi vê-lo reativar o tinder depois de tê-lo excluído enquanto estava comigo. então a decepção foi tão grande assim? decepção. palavra boa essa. decepção com as minhas habilidades sexuais ou com o meu suposto caráter que foi posto a prova? talvez tudo tenha sido apenas uma história que ele usou pra entreter alguém.
eu, no caso.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

o que te dá o direito de comentar e difamar a intimidade do cara assim, desse jeito como você tem feito? quem é você?
se ele comenta da qualidade dos teus peitos, do tamanho da tua barriga ou das espinhas no seu rosto eu tenho mais do que certeza que você odiaria. você é uma burra.
babaca.
aprende a viver, garota.

eu acho

deveria eu ficar magoada porque pedro decidiu, depois de levantar o assunto, cortar todo o relacionamento que tínhamos e sermos só amigos, sem intimidade, carinho, cuidado? eu nem sei o que eu queria dele, anyway. era pra sermos amigos. então é o que seremos.

e agora ele está fazendo eu me sentir culpada por ter levantado o assunto que ELE puxou. como lidar?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

less human

eu nem sei o que dizer sobre o estado atual da minha vida, de verdade. meus pais não confiam em mim, eu estou numa eterna incapacidade mental e física. não ajo. não penso. não memorizo. não evoluo. conheci um cara pelo tinder que, de acordo com os meus instintos, só quer saber de sexo. ele é lindo. me trata bem. mas é só isso: sexo. eu quero alguém que se importe comigo o suficiente pra adiar os próprios desejos em prol da minha sanidade mental. o que, definitivamente, não é o caso. no final, eu também não posso confiar nos meus pais. nunca falar a verdade. nunca me importar de verdade. with foxes we must play the fox. já dizia eu mesma pra mim mesma. pena que eu nunca levei a sério. pedro me disse que eu deveria esquecer meus sentimentos, me tornar uma pessoa fria e simplesmente foder com quem me quisesse enquanto eu ainda não fosse magoada e pudesse escolher isso. querem que eu seja um robô. querem que eu me encaixe nessa armadura dita perfeita contra contusões emocionais, que eu achava sensacional quando mais nova, mas que hoje em dia eu só acho triste. muito triste. eu tenho que reter qualquer princípio de sentimento, não me importar, remoer tudo dentro do meu peito pra que isso não interfira na minha vida. então, é, estude como uma louca. transe. saia. e não ligue pra ninguém além de si mesma. seja, consequentemente, cruel. abusiva. injusta. corrosiva. mas não retenha amor. paixão. carinho. felicidade. não se esqueça também que gordas, acima do peso. sobrepeso, gordurinha, espinha, dente amarelo, roupa mal colocada ou que não valorize, falta de maquiagem, cabelo bagunçado, tudo isso só é expressão da confusão emocional que você é. era. por que agora não é mais, não? é, sim, o robô que eles queriam. fatal. perfeita.
um crime ideal.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Deus, ó Deus, porque fizeste-me tão dependente?

fragmentos (6/14)

Tudo isso me lembrou que a vida é muito, muito longa. Nada de breve existe aqui. Um exemplo é o ano de 2014, esse exato ano que estamos, que termina agora seu primeiro semestre e já deu banda em muita gente. Inclusive em mim. A quantidade de experiências novas que até agora eu já fui forçada socialmente a ter me fizeram, em seis meses, uma pessoa completamente diferente da que passou a virada do ano com a melhor amiga de infância achando que da vida nada teria e que o mesmo continuaria o mesmo porquê nada era para si.
Entre outras conclusões as pessoas não percebem que, de fato, o hoje é infinito. E que há infinitas possibilidades de viver uma única vida. Nada é programado, destinado, acarretado. Nós, seres humanos, simplesmente decidimos que se assim a realidade fosse encarada haveria menos desvios no percurso. Haveria um sentido. Um propósito único, especial, do qual não se poderia fugir.
Nós nos enganamos, diariamente, e iludimos a acreditar que por mais esforçados que sejamos, tudo no final não depende de nós e, aparte de qualquer religião,

empatia epifânica

lembrei da analogia sobre o brasil ser um 'anão diplomático'. estou eu, mulher, me sentindo uma anã diferencial.
não é nenhum discurso sobre como ninguém me ama, me quer ou liga pra mim. é sobre ser mulher, bonita e feminista.
é sobre ser hiper sexualizada e descreditada pela minha aparência. ou pela minha beleza não condizer com o meu intelecto. porque, desculpa, inteligente? só pode ser feia. opinião própria? neologismo pra despeito. eu não sou, de acordo com eles, fiel ao que meu esteriótipo significa.
mulher, sinônimo de ignorância social, aplaudida pela beleza e sacrificada pela luta. luta essa que difere do padrão comportamental a qual, a vida inteira, fomos impostas.
luta essa com
L de libertação
U de união
T de totalidade e
A de, obviamente, amor.
amor ao semelhante. ao diferente. à vivência alheia. à luta.
- ela, sempre ela.

domingo, 18 de janeiro de 2015

por que eu odeio mayara:

basicamente, ela vive a vida que eu sempre desejei pra mim. toda a beleza, singularidade, vida social, os relacionamentos, faculdade, TUDO! tudo que eu passei minha existência inteira pensando, sonhando, ela foi lá e, naturalmente, fez. eu sonhei uma vida que parece ser dela. e a realidade que eu sempre quis não é minha; é dela. eu sonho pra ela viver enquanto eu... eu? eu não faço nada. minha vida está no mesmo estágio que estava 3 anos atrás. meu aniversário de 19 anos mas parecia um revival dos meus 16. continuo na mesma. aquele ainda foi o melhor ano. tudo parecia promissor. e foi quando eu a conheci... vai ver está aí o problema: quando nos conhecemos, cosmicamente nossos destinos foram trocados e tudo que era predestinado pra ser meu virou dela. dela. sempre dela. e eu a odeio sim. por inveja sim. mas me faz mal. eu tento. não é como se eu abrisse mão de tudo e esperasse o futuro magicamente se por no lugar. talvez o ponto chave seja esse: eu não sou ela.

i want to crawl under my bed and stay there forEVER eating crap and watching youtube videos (with air conditioning 'cause its just too hot in here)
maybe a pool just to myself and no other humans around being happy and annoying
plz

domingo, 4 de janeiro de 2015

Maratona Literária (ou quase isso)


Inspirada pelo canal da Tatiana Feltrin, decidi fazer uma maratona literária on my own all by myself. Eu tenho QUASE certeza que não vai da certo por motivos de: sou hiperativa e não troco meu sono por nada. Mas, como esse ano já vai ser uma bosta e eu quero muito melhorar minhas leituras que foram poucas e fracas nos últimos dois anos, tentarei assim mesmo.
O intuito é: começar as 20:00 do dia 4/1/2015 e terminar as 20:00 do dia 5/1/2015. O plano vai ser mais ou menos o mesmo que o da Tatiana. Separei uns livros em andamento/abandonados já no final/leves/que quero muito ler pra esse desafio e espero conseguir terminar alguns, começar outros e dar andamento em certas leituras difíceis. 

Os livros são:
-------- Silêncio - Becca Fitzpatrick [Meta: começar (42/301]  
        Eu comecei a comprar a série Hush Hush anos atrás e só consegui completar no final de 2013. Daí, decidi começar tudo de novo pra lembrar da história e poder, enfim, terminar. Mas aí que eu empaquei com o rumo do final do segundo livro e não tive ânimo algum pra continuar. Acho sim um romance adolescente legalzinho e até uma boa ideia pra passar o tempo, apesar da personagem principal insuportável (</3). 

-------- Pássaros Feridos - Collen McCullough [Meta: recomeçar]
        Sabe as pessoas que utilizam Ulysses do James Joyce como sinônimo de trauma literário da vida? (vide palavras de quem já leu e até mesmo o Ezra de PLL que fica meia eternidade empacado na metade do livro) Então, Pássaros Feridos é o meu Ulysses. Não, a dificuldade não se compara. É um livro familiar, que relata a vida de gerações de uma mesma família e toda dificuldade que trás a pobreza e a vida árdua do trabalho duro, extenso, detalhado e maravilhoso de ler. Mas é maçante. Tantas e tantas páginas descrevendo cangurus e campos verdes e não-tão-verdes-assim acabaram por me deixar cansada só de pensar em pegar o livro pra ler. Independente disso, eu sempre o classifiquei como um dos meus livros favoritos porque nenhum outro me fez chorar, literalmente, em menos de cinco páginas. E rir. E sonhar. (só preciso tomar vergonha na cara pra ultrapassar tais páginas feudais). 

-------- Reparação - Ian McEwan [Meta: continuar a leitura, pelo menos, até o capítulo 8]
        Esse é dos livros que eu pego pra ler desde que consegui comprar mas a coisa nunca caminha além do primeiro capítulo. Talvez por que não tenha sido minha hora de ler ainda. Talvez por que Briony seja insuportável. Mas eu quero chegar na parte boa antes de dizer qualquer coisa, então, só vale desistir desse aqui de novo depois do meio do livro. (agora é conseguir chegar até lá...)

-------- Cartas a Nora - James Joyce [Meta: terminar (77 101 147/147)] 
       Comprei depois do vídeo do Caco Ciocler. Sim, eu curto putaria. Não, não tem só isso. E não, não é tão legal quanto eu achei que seria. Mas é divertido. Meio que me dá esperanças de grandes homens poderem ser apenas bobos apaixonados internamente. 

-------- Contos de amor, de loucura e de morte - H. Quiroga [Meta: terminar (159 168 186/186)] 
        Vale dizer que é um livro de contos e os últimos são uma chatisse em forma de parágrafos como desculpa pra não ter terminado esse livra há 2 anos, quando comecei a lê-lo, logo tão perto do fim? Desencargo de consciência nesse ano novo pode sim. 

-------- A Infância Acabou - Renato Tapajós [Meta: começar e terminar (0 88 153/153)]  
        A Tatiana escolheu uma HQ pra anuviar o tempo e a dificuldade que seria manter a maratona - eu escolhi um infanto juvenil. Porque HQ/Mangá é caro de se manter e eu sou uma estudante sem renda. (e solitária - after all, os sebos podem ser classificados como melhores amigos?) Minha mãe como profa querida me trás esse tipo de livro há 10 anos ou mais, e eu tenho uma coleção considerável. Alguns pretendo doar pros meus primos mais novos e outros quero manter comigo. (Porque eu sou criança, claro)

-------- The Picture Of Dorian Gray (versão Heinemann, nível Elementary) - Oscar Wilde [Meta: começar e ler, pelo menos, a primeira parte (0 37 60/60)] 
       Uma das minhas metas do 101 em 1001 é avançar no meu inglês. Nada mais justo que começar a treinar pelo básico e ir avançando. Dos que eu tenho aqui, esse é o único do Elementary. Tenho outro do Intermediate, mas o resto é literatura normal, como Twilight e Harry Potter. Esse eu estou bem ansiosa de ler, ver como estou na leitura e conseguir avançar em algo.









                                           ~~~~~~~~~ ATUALIZAÇÕES ~~~~~~~~~

[22:06] Consegui ler metade do Dorian Gray e já estou caída de sono (e fome!). Li o primeiro capítulo do Tapajós e só, achei que seria mais produtivo, mas tá caminhando bem devagar. Enfim, espero que melhore.
[00:54] A ideia era vir de 2h em 2h mas até que a leitura do A Infância Acabou fluiu bastante e, como todo infanto juvenil, estava bem leve de carregar. Parei agora no começo do capítulo 18, na página 89, e acredito que antes das 3:30h eu consiga terminá-lo. Estava com fome, mas aí vim pro pc e passou, mas vou fazer um café pra conseguir atravessar essa madrugada que não vai ser fácil. Pelo menos esse eu posso dar certeza que acabo nessa maratona, já os outros...
[01:25] Pausa pro lanchinho ~sardável~ pode sim!
[03:05] Terminei o livro do Tapajós. Preciso dizer que essa leitura foi muito significante pro momento da minha em que estou vivendo, essa fase de sair da adolescência e ter que encarar a realidade dura e injusta. Duas metas cumpridas! E 7h de maratona.
[03:43] Após quarenta minutos de pausa chilling in the net, retornando à maratona. Terminar Dorian Gray(?) e Cartas a Nora(?).
[04:15] Terminei Dorian Gray. Estou com sono. Pior que se eu cochilar sei que não vou conseguir acordar. Vou descansar até as cinco. E aí pegar Cartas a Nora. Zzzzzzzzz
[06:30] Não, eu não morri. Ou dormi. Fiquei de 4:15 a 5:30 deitada na cama, só descansando. Ai mexi no computador, assisti vídeo, tomei banho e agora to comendo (yey!). Em quinze minutos, mais ou menos, pretendo pegar Cartas a Nora. (Atualmente, na 4° xícara de café :)
[07:25] Parei o Cartas a Nora para um pequeno adendo: James Joyce era eroticamente NOJENTO. Obrigada. 
[11:30] Dormi. Pois é. Vou almoçar e terminaro Cartas. Vou prolongar das 20:00 as 22:00 só pra eu não me sentir um fracasso humano.
[13:30] Terminei Cartas a Nora e a 3° meta foi cumprida. Preciso de café mas estou enjoada. 3:30/4:00 de sono não são suficientes para mim, estou tendo 'blackouts', apagões mesmo. Principalmente quando levanto ou faço um movimento minimamente brusco. Mas vou até as 22:00 sim, é honra!
[14:36] Na página 168 do Quiroga e até que esse último conto não é tão terrível quanto os anteriores. Cansada. Na 5° xícara de café. (ou 1°?)
[15:58] Depois de um tempo procrastinando na frente do facebook eu finalmente terminei de ler o livro de contos! E até que o último conto foi gostosinho, nada de extraordinário, mas bonito. Parecia mais uma literatura enxugada do José de Alencar. Enfim, estou fraca de fome. Não como nada desde o almoço e vou fazer uma pausa pra comer. Depois, já não sei o que vou ler. Silêncio, talvez? Cumpri 4 metas, que foram as de término de leitura, mas as outras de começar e dar andamento estão empacadas e, pra ser bem sincera, estou sem ânimo algum para pegá-las.
[16:38] Agora sim, gordices à parte, vou pegar Silêncio. Acho. Dai me forças, josué!
[17:50] Depois de dormir e decidir adiar o término, como sempre, eu não cumpri minha palavra. Estou dando por encerrada a maratona literária proposta por mim. Foram 22h de maratona, praticamente, e eu estou cansada. Muito! Consegui terminar a leitura de 4 livros e começar a leitura de mais um, portanto, estou satisfeita. 5 metas cumpridas e as outras duas, se não forem durante a semana, na outra, quando pretendo fazer mais uma maratona 24h, cumpro.



                                                                                                                        Beijos de luz! (que eu vou assistir x-files e dormir o sono dos teimosos)


quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

domingo, 28 de dezembro de 2014

Projeto 101: 101 coisas em 1001 dias (ou quase isso)

Início: 1/1/2015
Término: 28/9/2017 

REALIZADAS / EM ANDAMENTO / NÃO DEU CERTO
  • PESSOAL -> Estética e Saúde

    1) Pesar 55 quilos (ou menos) [12/01/2014 - 58.1 <3]
    2) Ter o cabelo na cintura e natural
    3) Não cortar o cabelo por um ano (30/11/14 -> 30/11/15)
    4) Parar de roer unhas
    5) Voltar pra academia
    6) Voltar a lutar
    7) Clarear os dentes
    8) Acabar com a acne
    9) Voltar a usar óculos
    10) Me alimentar melhor
    11) Me manter vegetariana
    12) Ir em uma nutricionista especializada em vegetarianos
    13) Meditar regularmente
  • PESSOAL -> Realizações 

    14) Doar Sangue 
    15) Doar medula óssea
    16) Fazer uma tatuagem
    17) Viajar
    18) Viajar de carro com amigos (ou só fazer uma viagem com eles)
    19) Ir à praia
    20) Usar biquíni
    21) Transar
    22) Frequentar festas
    23) Ir à Lapa
    24) Comprar cds e dvds que mais gosto
    25) Fazer trabalho voluntário
    26) Ir em um show internacional
    27) Mandar meu computador pro conserto
    28) Assistir Star Wars (todo)
    29) Assistir Poderoso Chefão (todos)
    30) Assistir Doctor Who (todos)
    31) Ter a manter uma agenda por ano [2015/2016/2017]
    32) Assistir um filme sozinha no cinema
    33) Abrir uma conta
    34) Ir ao teatro uma vez por ano [2015/2016/2017]
    35) Tirar carteira de motorista
    36) Fazer uma visita crítica ao zoológico
    37) Participar de um debate/discussão
    38) Ir à cachoeira
    39) Comemorar meus aniversários sozinhas
    40) Visitar um ponto turístico do RJ
    41) Ir ao show dos Los Hermanos
    42) Tirar mais fotos
    43) Escutar mais clássicos
    44) Colocar um mapa mundi no meu quarto
  • COMPORTAMENTAL 

    45) Perder o receio de me expor (saudavelmente)
    46) Conseguir ser mais sexy, séria e misteriosa
    47) Ousar e definir mais meu estilo
    48) Ser mais confiante e aceitar meu corpo
    49) Ter sexo apenas por prazer
    50) Ser mais organizada
    51) Não quebrar promessas (e anotar sempre que o fizer)
    52) Aprender a ser falsa
    53) Fazer mais amigos
    54) Ter 5 amigos confiáveis até início de 2018 (estilo Bernardo, dez. de 2014)
    55) Não ter medo de dirigir sozinha
    56) Impressionar as pessoas com a minha magreza/beleza/inteligência
    57) Conhecer outros vegetarianos
    58) Ver o sol nascer com alguém importante
    59) Acordar ao lado de alguém que gosto/dormir abraçada
    60) Ter um relacionamento
    61) Ter uma 'coleção' de maquiagem boa e 'cara' a.k.a. diversificada além de avon
    62) Curtir um verão
    63) Curtir um carnaval inteiro (5 dias de festa)
  • METAS

    64) Entrar em Direito na UERJ
    65) Ter uma fonte de renda
    66) Ler mais a cada ano
    67) Ter um guarda-roupa cheio e variado
    68) Ter pelo menos 20 garrafas na minha coleção [5/20]
  • INTELECTUAL 

    69) Estudar mais sobre feminismo
    70) Ser fluente em inglês
    71) Começar a aprender outro idioma
    72) Ler todos os meus livros
    73) Ler todos os Harry Potter
    74) Ler Sylvia Plath
    75) Ler Simone de Beauvoir e Virginia Woolf nos artigos feministas
    76) Ler Mrs. Dalloway
    77) Ler O Suicídio de Durkheim

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

set me free 2015

de quem eu sou
do que eu faço
do que eu digo
de como eu não ajo
de como eu encaro a vida
e suas perdas
e seus ganhos, também
me liberta dos fracassos
e da sensação de fracasso
da melancolia constante
e da miséria espiritual
do que me mantém aqui
e do que me faz querer ir

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

i miss them all

e sinto mesmo. todos os caras que passaram pela minha vida, dos mais passageiros pros mais duradouros; dos mais insignificantes aos mais presentes, eu sinto falta de todos eles. saudades mesmo.
cada um representou uma fase, um sentimento e uma dani diferentes. eu fui diferente com cada um deles. uns defeitos mais acentuados e uns mais brandos; qualidades alternadas, opiniões menos tencionadas, posições mais ou menos radicais: cada um deles teve uma pessoa. e eu sinto falta delas também.
não é só um apego a tudo que já tive e senti, até a relacionamentos passados. mas também uma falta de resposta pro 'quem sou eu' de toda biografia. se amei, se sei o que é amar, se me iludi, se joguei errado e não aprendi com meus erros eu não sei, e é isso.
mas eu sinto falta de todos eles.

sábado, 29 de novembro de 2014

Isso é algum tipo de brincadeira? Ou troca? Porque eu não aceito. Não.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

sobre futilidades atributos e subterfujos que nos transformam em quem queremos ser

tem essas mil coisas que vejo em mim, e comigo, junto ao corpo sonhado e a reputação esperada, que eu nunca comprei. talvez por não estar lá. talvez... já disse uma vez, quando mais confiante estava, num momento insano de epifania idiota, que não dá pra esperar ter o corpo ou a situação perfeita pra fazer algo que queremos muito. e é verdade. concordo com aquela lá que disse essas besteiras e acho o melhor conselho que nunca dei. mas é sempre mais difícil seguir os próprios conselhos, certo? pois vai aí meu desejo do dia: seguir esse único desejo.
tem esses zilhões de lojas que gostaria de comprar, e essas roupas estilosas, e toda uma atitude que eu pretendo exibir que tá guardada dentro de mim simplesmente por que eu não me julgo boa o bastante pra exigir dos outros uma resposta pra aquilo que faço. ou deixo de fazer. é toda uma auto estima no chão que proporciona meus medos, receios e breves crises de depressão.
se eu fosse como ela... talvez eu não tivesse problemas. ou tivesse piores. ou não seria eu. o que seria pior. eu gosto de quem eu sou, entende? esse é o problema. eu gosto da minha personalidade e dos meus princípios. tenho orgulho de não ter me tornado o que minhas amigas são. orgulho de não pensar padronizadamente. mas, do que eu não tenho orgulho, é de não ser reconhecida por isso. de ser tão diferente que não sou vista. escondida dentro de mim mesma ou da sociedade, sei lá. eu queria ser reconhecida pelo que eu não sou. mas odeio atenção. atenção trás quase uma obrigação velada em corresponder a expectativas alheias que muito provavelmente não vão corresponder à realidade. atenção significa ser vista. ser alguém. é tudo que eu não quero. é tudo que eu quero.
tudo que eu não quero por querer tanto e ter medo de não conseguir.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

depois de tanto choro existencial eu não cheguei a nenhuma conclusão, essa é a verdade. eu só queria que tudo parasse aqui. pronto.
ponto final.


covarde demais pra tirar a própria vida, só desejando que alguém atenda meu pedido não feito.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

sábado, 8 de novembro de 2014

fracasso

isso me lembra quando ano passado eu escrevia sobre não conseguir emagrecer, não estudar e falhar sempre. parece que voltei um ano. regredi. 
fui mal no vestibular even though esse ano eu tenha estudado bem mais que ano passado. mas é isso que eu faço, sabe? digo que uma coisa não me interessa, que meu foco é outro, só pra ter uma desculpa pra falhar. um motivo pra não me comprometer. só que hoje eu vejo o quanto eu me enganei. foram tudo desculpas, afinal. tudo é importante quando se trata da sua vida. e você é desleixada. preguiçosa. acomodada. prepotente. precisa melhorar. revigorar. 
ou você vai continuar pra sempre suburbana.
pra sempre sua mãe. 

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

speaks to my heart: DAUGHTER

Uma banda sensa que eu acho que todos deveriam escutar. Mas ninguém conhece, obviamente.
A música é daquelas que a gente imagina de trilha sonora da vida solitária na janela do ônibus.
Dia nublado.
Ventania.
Janela aberta.
Melhor ainda.
Ouçam: Youth (a mais popular da banda; letra maravilhosa)
              Landfill (minha favorita; letra mais que maravilhosa)