segunda-feira, 16 de maio de 2016

Depois, o Silêncio - Ganymédes José (Isso não é uma resenha)

Um infanto juvenil comum, que viveu alguns anos jogado pelo canto da minha casa, onde li sem esperar nada. A história é sobre uma família pobre, de quatro filhos, onde o terceiro é o protagonista dessa pequena história. João, ou João Trapalhão, como lhe chama o pai, é um menino feioso, ignorado pela mãe e caçoado pelas outras crianças (e até mesmo alguns adultos). Sua vida se resume em ir para colégio, onde é maltratado pela professora, que o repetiu de turma, e dar atenção a sua irmã Rosa.
Um dia, sua irmã mais velha, Graça, chega em casa com uma boneca que uma certa beata da cidade pediu que lhe arranjasse alguém que pudesse a vestir como miss Rio Grande do Sul para rifa da quermesse anual da cidade. Rosinha, que sonha em ter uma boneca, se encanta por ela e, junto com o irmão, tomam a missão como suas.
O quê mais me tocou nessa história é, mais uma vez, o final, algo de muito parecido que senti ao ler O Velho e o Mar - o sentimento de injustiça. Assim como Santiago se esforça de todas as maneiras, valendo até de sua própria vida, o velho não consegue superar as expectativas e acaba fracassando na sua missão, voltando pior do que já estava.
No livro de Ganymédes, algo parecido acontece. O menino, que já tem todo o azar da cidade voltado para ele, paga com a própria vida o desejo e a tentativa de ser algo diferente daquilo que todos achavam dele: inútil, fraco, fracassado. E o sentimento que ficou em mim quando terminei foi de que, novamente, o esforço nem sempre vale a pena. Sofrimento e trabalho duro não significam, necessariamente, que as coisas darão certo no final.
E realmente não deram.
De novo.

O Velho e o Mar - Ernest Hemingway (Isso não é uma resenha)

Não tenho muito o que dizer sobre esse livro, apenas quero registrar a leitura -
o livro me tocou, no final, como eu já não esperava acontecer. Uma mistura de sentimento de revolta com tristeza me deixou entre desapontada e deprimida com o final.
Torci pelo velho Santiago como quem torce para si mesmo ganhar uma luta. Com o mesmo orgulho.
Mas o final, depois de pensar, retratou nada mais, nada menos, que a vida. Pois é na vida, na realidade, que nos deparamos com situações onde temos todo o direito e oportunidade de ganhar, mas as coisas simplesmente dão errado. E por mais que haja esforço, individual, brutal, coletivo, a gente sai da guerra vencido. Perdemos não só coisas físicas, como o Santiago acabou por fim perdendo o peixe, como a dignidade.
Nem tudo dará certo - e nós temos que aprender a aceitar e ficar bem com isso.

domingo, 15 de maio de 2016

maratona-reguladora-de-sono
de 00:00 16/5 to 00:00 16/5
livros: terminar O Velho e O Mar - Hemingway ✔
           ler Depois, o Silêncio - Ganymédes José (38  101/101) ✔
           ler um artigo - profissões para mulheres e outros artigos feministas - Virginia Woolf ✔
           ler Infortúnios da Paixão - Patricia Wilson

quarta-feira, 11 de maio de 2016

mulher, objeto de cama e mesa - heloneida studart [ou: como uma resenha virou depoimento? (Isso não é uma resenha)]

Minha mãe me deu esse livro ano passado, quando a disse que produziria um projeto de pesquisa para faculdade com a temática sobre a desigualdade feminina nos cargos de poder. Se esse livro fala sobre isso? Um pouco.
O que esse livro realmente retrata é, em diversos pontos, sobre a desigualdade de tratamento e, portanto, de evolução da mulher e do homem. O ponto central é de que as mulheres não são incentivadas a trabalharem seus cérebros - como os homens são - porque estão condicionadas a vida doméstica no qual pouco são exigidas.
"A psicogenética (Piaget) demonstra que a idade mental da mulher doméstica varia em torno de 8 anos. Em resumo: a mulher é retardada. Levam-na a tratamento de reabilitação, como fazem aos excepcionais? Não. Oferecem-lhe o consagrado papel de rainha do lar. E lhe dizem que não mude." ( pág. 8)
Nesse trecho acima ela ressalta o condicionamento feminino ao retardo mental - não de forma doente, como se houvesse diferenças biológicas e fundamentais entre os cérebros feminino e masculino, mas de forma social. Com as diferentes formas de criação, a mulher cresce visando um único modelo de vida: aquele em que ela poderá exercer o papel de mãe, esposa, dona de casa. Aquela que tem como principal preocupação qual receita preparar para o jantar. E não porque esse é o real desejo feminino ditado pelos hormônios, neurônios, ou que quer que seja; mas porque esse é o papel feminino valorizado na sociedade. Essa é, assim é ditado pelos meios de comunicação, a forma de ser uma verdadeira mulher. Assim Heloneida dispõe em outro momento:
"O Dr. Jerome Kägan, psicólogo de Harvard, observou estranho procedimento nas crianças nascidas em São Marcos, vilarejo situado nas montanhas da Guatemala. Durante os primeiros anos de sua vida, elas são deixadas ao abandono, no escuro, nos cantos mais escondidos dos seus casebres. Ninguém lhes dirige a palavra, mesmo à hora de serem alimentadas. Ninguém as encoraja a qualquer participação na vida comunitária. Não são chamadas à ação para nada. Tornam-se apáticas, custam a aprender a falar ou a mover-se e com dois anos parecem pequenos fantasmas. 
O Dr. Kägan chamou a atenção dos cientistas para o fato, salientando que, se o cérebro não recebe os estímulos apropriados, entra em processo de retardamento, difícil de ser recuperado. 
A defasagem das mulheres em relação aos homens vem de processo parecido. Menina, deixam-na em casa, com a convivência mais ou menos infantilizada da mãe e da empregada. Só lhe despertam a atenção para insignificâncias: o vestidinho novo, o laço do cabelo, a pulseira da vizinha. Ninguém lhe acena com as aventuras da Ciência ou com as alegrias da inteligência. E é como se lhe dissessem, desde muito pequena: deixa para os machos a medicina, a geofísica, a astronáutica, a matemática pura, a arte - vai ser rainha do lar.
Quem pode culpar as mulheres de não serem racionais, de cultivarem uma espécie de confuso pensamento mágico, que as leva a confundir as histórias das telenovelas com a realidade? Se elas viveram sempre mais ou menos no escuro, como os bebês guatemaltecos, não é natural que se mostrem apáticas e sem discernimento, temerosas de tudo o que não compreendem - sobretudo as transformações históricas?"
A citação é longa mas vale a pena. Nela ela destaca esse condicionamento feminino desde o nascimento - e não é que faz sentido?
Na introdução, feita pelo Lauro de Oliveira Lima, ele descreve Heloneida como alguém que 'tem credenciais especialíssimas para escrever sobre mulher, apesar de não ser uma <feminista>, no sentido político do termo' e sim 'apenas uma mulher moderna que conseguiu resolver os problemas da situação feminina'. Ele a caracteriza como, além da jornalista e romancista que foi, como uma 'mãe exemplar'. Também a descreve como uma escritora que não tende a 'radicalizações' - e que seriam essas tais radicalizações?
No livro, Heloneida opina que o problema (da desigualdade) não está nos homens, e sim no sistema. Não são os homens que são opressores e sim o sistema. Com uma visão, chutaria eu, que marxista do feminismo e da desigualdade, ela diz que enquanto o nosso movimento se concentrar em queimas de sutiãs, nada teremos - nenhuma igualdade, nenhuma evolução. Existem assuntos mais sérios a serem tratados. E com isso eu concordo, pelo menos com essa última afirmação. Com isso, tendo eu a acreditar que o autor a classificou como uma escritora sem radicalizações exatamente por não 'culpar' os homens. O quê, aí sim, eu já não concordo.
Pros homens o feminismo, a evolução e a independência da mulher são aceitáveis até o momento em que as elas mexem no papel que as foram dadas anos atrás - ou seja, tudo bem trabalhar, ganhar o mesmo que os homens, serem produtoras de conhecimento, chefes de empresas, com vida sexual ativa e com roupas bem menos 'recatas' que as eram impostas DESDE QUE isso não as impeça de serem também donas de casa, mães, educadoras em tempo integral dos filhos, magras, bem maquiadas e com apetite sexual interminável.
Acrescentar? Tudo bem. Agora, editar o seu papel ao ponto em que seus 'deveres históricos' não mais existam nessa nova vida é inadmissível - e é aí que começa a guerra.
Termino com a melhor citação que pude retirar do livro.

"A mulher é um objeto sexual. Ao dizer isso, Betty Friedan recebeu, como resposta, uma onda de injúrias: Feia! Frustrada! Sem dúvida, a escritora americana é muito feia. Freud também era, Einstein tinha uma cara horrível, mas ninguém se recusou, nunca, a ouvir as suas ideias por causa disso. Não se está querendo comparar Betty Friedan com esses dois gênios, o que seria ridículo. Mas uma coisa é verdade: a mulher é o único ser racional que precisa abonar as suas teorias com um rosto bonito ou um belo par de pernas."



segunda-feira, 9 de maio de 2016

there's a thing called poem

there's a thing called freedom
that is something i never had
somenting i always wanted
something i can't stop missing
or wishing
or hoping for

there's a thing called freedom
that hunts me every night
that keeps my feelings overloaded
that keeps my body out of sight

there's a thing called freedom
a thing called self protection
or self respect
that are some things i could never exercise
some things that were taken from me
some things that -
like anything in my lifetime -
i could never fully understand
because love is the progenitor
the father of all good whises
of all good feelings

and there's a thing called love
that is something i never had

quinta-feira, 5 de maio de 2016

uma reflexão incompleta sobre a família carneiro

aprendi na faculdade de ciência política sobre conservadorismo - como não necessariamente é uma vontade de que as coisas permaneçam do jeito que estão (por mais que, como consequência, seja mais ou menos isso) e sim uma aversão à mudanças.
mudanças pra eles só se forem graduais e lentas - e quando eu digo lentas, eu estou sendo literal. que durem meses, talvez anos, mas que não aconteçam de uma semana para outra.
pensando na reação da minha família quando contei que mudaria de curso na faculdade, me dei conta do que eles realmente são: conservadores.
quando, lá no começo de 2015, disse que cursaria ciência política na unirio as reações não foram muito variadas; "mas você não queria direito?", "o que que é isso?", "que curso é esse?", "mas você vai trabalhar com político?", "você vai trabalhar no que?", "e tem emprego nisso?", "e direito? vai fazer também?", todas essas exclamações juntas às caras de espanto, descrença e deboche.
tudo bem, 2015 passou, troquei de curso, 2016 chegou e com isso minha vaga em direito - "ué, mas e ciência política?", "queria que você terminasse ciência política", "mas você sabe que a área de direito tá muito saturada, né?", "também? todo mundo é advogado hoje em dia", "ah, não, vai virar advogada de bandido agora?".
digo que são conservadores para não dizer que são invejosos acomodados que não conseguem suportar a falta de comodismo alheio. para não dizer que não conseguem suportar a minha felicidade, o meu sucesso.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

adíos, 2014

acordei com uma mensagem de mateus - assim, do nada
na hora pensei que porra estava acontecendo
fiquei surpresa
a real é que eu não esperava mais ouvir desse cara nunca mais na minha vida
quase um ano depois, eu, a cada dia, deixava o passado mais passado
do pouco que me lembrava, eram sempre imagens desconexas do cara que eu queria que ele tivesse sido e não quem ele, de fato, foi - e eu sabia disso
cada dia uma desconexão diferente de quem um dia fomos
mas, agora, isso
demorei pra responder
um simples "tudo bem?" me deixou perdida
estaria eu voltando pro estado em que estive anos atrás?
perdida, mendigando atenção, dormindo aos prantos pelo cara que não via o quão especial eu era
falei com marcus
falei com victor
e respondi
graças, talvez, a deus, o whatsapp saiu do ar por 72 horas
3 dias sem respostas
será que terá tudo ficará antes dessas 72 horas?
ou algo me esperará 72 horas depois??
provavelmente, nada
nada esperarei
nada terei
se tem uma coisa que eu conheço bem é ser rejeitada e humilhada pelo cara que mais fui apaixonada
sei que não há nada para esperar dele
e, sei também, que eu não sou mais a danielly que fui

adendo 72h depois: o whatsapp não ficou tudo isso fora do ar, e eu conversei com ele na terça, quando voltou
meu orgulho vai pra danielly que não deu corda, que não deu assunto e não levou a conversa a diante
o assunto morreu
e ele também

Vini

Vini fala da uerj como se fosse o grande sábio veterano só porque era estudante da geografia de lá antes.
Tudo bem, ele conhece o prédio. Pode saber quais são os melhores banheiros e os bebedouros mais seguros, mas só. Ele pode ter amigos em direito e conhecer o corpo docente, mas ele não era aluno do curso. Ele conhece os professores, as disciplinas, os veteranos tanto quanto a  gente. Ele não é, e nunca foi, especial.
Só que parece que ele é o único que não enxerga isso. Fala como se fosse o conhecedor, trata as pessoas como se fossem ignorantes nos assuntos que ele tanto sabe - só porque frequentou o mesmo prédio que os estudantes de direito.
Então, aqui fica um recado: quando as aulas, de fato, começarem, não haverá ninguém melhor que eu. Ninguém terá notas melhores. Ninguém estudará mais.
Ninguém
Será
Melhor
Que eu.

sábado, 23 de abril de 2016

Victor

Não sei aonde estou com victor
Não sei o que somos -
Ou pra onde estamos indo
Não sei porque continuamos nesse flerte que não se concretiza porque nunca nos vemos
Não sei porque me envolvo tanto em algo que provavelmente não dará em nada
Como nada nunca dá
Não sei porque, de todos os fins, nenhum foi duradouro
E só parecem ressaltar que estamos juntos
Ficaremos juntos
Quer queiramos
Ou não

sexta-feira, 15 de abril de 2016

sobre honrar quem eu era ao 13 anos

eu vim escrever um insight que tive, sobre victor e amor, enquanto lia anne frank, mas perdi a vontade.
resumindo, as vezes eu tenho intuições fortes que se concretizam: por mais que não gostasse/quisesse admitir pra mais ninguém, eu sentia que ia passar no vestibular - quase 'sabia' que ia, minha intuição dizia.
e, as vezes, tenho esse tipo de pressentimento com victor. como se fosse durar muito mais que meus outros casos, como se estivesse escrito pra me marcar de alguma forma, até mesmo, as vezes, como se estivesse previsto pra durar pra sempre.
mas a gente sabe que se sentir seguro, ao ponto de 'prever' um resultado de vestibular, não é o mesmo que adivinhar o futuro de um relacionamento. com mateus não foi o mesmo? não tive (e ainda tenho) o pressentimento que estávamos destinados pra mais do que tivemos? como se pra sempre fosse lembrar dele como the one that got away? (o que é um tremendo erro porque me coloco na posição de quem deixou um cara incrível escapar quando na verdade ele me deu um fora porque é babaca, superficial e só me queria pra comer mesmo)
a verdade é que nem victor nem mateus nem henrique nem sei lá quem mais é aquele que vai mudar minha vida. quer dizer, não mudar minha vida, porque a esse trabalho sou a única responsável, mas mudar minha realidade e expectativas românticas.
alguém que vai dar um volta inteira pra passar nem que seja alguns minutos comigo. 
alguém que goste de mumford and sons.
alguém que me admire.
não vou me contentar com qualquer cara que me ofereça meia caixa de chocolate devorada e uma sessão de amassos no cinema.
eu mereço mais. eu quero mais.
eu vou ter mais.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
tenha orgulho de si mesma
eu tenho orgulho de mim mesma

sábado, 26 de março de 2016

Situações Inusitadas (para mim) part I

Minha segunda entrevista de emprego na vida vai acontecer em 25 minutos.
Agora, eu me encontro na praça em frente do local da entrevista, nervosa, horrorosa, gorda, e esperando uns 10 minutos passar pr'eu não parecer desesperada chegando cedo demais.
Porque engordei e nada mais fica tão bem em mim, minha melhor roupa marca a barriga, deixa meus peitos enormes e realça meu rosto redondo. Meu cabelo ta com cara de sujo, por mais que eu tenha lavado antes de sair de casa. Minha maquiagem, simples, porque foi o que o tempo deu pra arrumar, já deve ter ido pro espaço pelo tanto que suei no ônibus e andando até aqui.
Eu tenho quase certeza que não serei chamada, e por mais que essa não seja uma notícia 100% ruim (eu odeio telemarketing e só a ideia de tentar vender pacote pelo telefone já me embrulha o estômago) eu não queria ter que lidar com uma notícia negativa logo após uma semana tão iluminada.
P.s.: eu estou num lugar perigoso, sozinha, mexendo no celular. Seria eu louca?

terça-feira, 22 de março de 2016

finalmente

eu
passei
na uerj
minha 3° tentativa, na 3° chamada e no 3° lugar
não chorei - mas me tremi da cabeça aos pés: gritei, corri, pulei (e até tirei a roupa)
agora é quando digo pros meus pais
meus amigos
minha família
e eu?
eu consegui.

sexta-feira, 11 de março de 2016

leite, leituras e literatura (ou numerologia)

me encontro com sono, 4 quilos a mais e muitas leituras atrasadas - só da faculdade, tenho mais de 200 páginas me esperando para esse final de semana. além dela, tenho as minhas leituras distrativas: resolvi me meter em 4 desafios diferentes, uns que inventei, outros que adaptei, só pra ver se me incentivo a ler mais esse ano. se vou conseguir? acredito que sim, mas nem tão perto do quanto gostaria. tenho mais de 200 livros encalhados no meu quarto, casa, não lidos e que me encaram ansiosamente toda noite quando vou dormir. as vezes me pergunto se não sou uma mentira, se não me faço de amante da leitura quando não suporto ler mais que a média.
e se, afinal, não sou, só poderei ler os tantos outros livros que me aguardam (também, ansiosamente) quando acabar estes aqui. ou seja - um ciclo sem fim.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

A solidão escolhida é bem vinda - a imposta, não.

Eu não suporto mais a dor e o peso de ser danielly, de ter nascido nessa família, de ter essa falta de liberdade que me sufoca cada dia mais, de estar tão atrelada ao insucesso alheio.
Eu odeio a solidão que me forçam a ter. Os dias passam e um ano novo, inteirinho em branco, corre na minha frente enquanto num piscar de olhos já estamos terminando o segundo mês do ano. Resoluções de ano novo não fazem mais sentido pra mim porque toda a ideologia de vida nova não mais me contempla. A vida, minha, continua a mesma. Não há mudanças desde que me entendo por gente.
Os mesmos sentimentos de incompreensão e baixa autoestima, que me preenchem desde os 6 anos, assombram minha alma e me impedem de ser, mortalmente, normal. Eu queria sentir algo que eu nunca senti - mas sou presenteada com as mesmas sensações de 14 anos atrás.
Todo dia é o mesmo dia pra mim e eu não sei até quando, se, vou suportar isso.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

quero ser fitness

quero sim.
sei lá, tenho minhas dificuldades em passar um dia sem comer uma bobeira, um doce hipercalórico, mais do que deveria, mas sempre me vi nesse estilo de vida saudável. primeiro, porque eu realmente gosto de coisas saudáveis - principalmente legumes. eu sou a p a i x o n a d a por legumes. segundo, porque atividade física me faz um bem danado, eu fico melhor com meu corpo, eles funciona melhor, meu ânimo aumenta e consigo ser três vezes mais produtiva.
é óbvio que quando digo que quero ser fitness não quero dizer que pretendo me tornar uma gabriela pugliese da vida, sabe?  até porque não quero que o que eu como me defina. nem o quanto eu faço atividade física ou o quanto meu abdômen definido aparece numa foto - até porque nem quero o tal abdômen definido.
o que eu quero é ser feliz com meu corpo. me sentir sexy. não ter vergonha de ficar nua na frente do cara que eu gosto (ou não). me sentir confortável usando um biquíni. eu quero que meu ânimo e motivação não sejam temporários. quero ser menos depressiva. quero que minha saúde continue boa. não quero morrer de ataque do coração como meus avós ou de câncer como minhas tias.
desculpa, mas eu quero ser fitness.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

as primeiras palavras que me vêm a mente quando termino um texto são o quê faço de título

cada dia, nessas últimas semanas, tenho tido mais certeza que victor não é especial. não é pra mim aquilo que eu, infelizmente, espero de todo homem: uma segurança de eternidade.
não me leve a mal, não estou procurando um namoro pra casar e ter filhos e tudo mais - mas eu não quero pular de relacionamento em relacionamento, envolvendo amigos, família, planos etc. eu quero encontrar alguém por quem seja apaixonada e que sinta o mesmo, verdadeiramente e explicitamente, de volta. que visivelmente se preocupe e não desista, nunca, de mim. que realmente me queira por quem eu sou e não pelo que aparento ser. não pelo meu sexo ou pelo sexo - mas por danielly.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

uma ode aos sonhos simples e corajosos

sim, reconheço que as vezes as coisas são podem ser como a gente quer - aceitar isso é um dos maiores passos para atingir a maturidade sabiamente. mas, as vezes, também, com um pouquinho de esforço e sorte, podemos ter exatamente aquilo que desejamos.
se, e colocaremos um grande se aqui!, se eu passar na uerj, minha primeira ação (pra que eu não desista pela acomodação) será arranjar um emprego. e por que tanta ênfase nisso, danielly? porque tendo um meio de me sustentar eu poderei me sustentar fora de casa, tendo ou não os apoios dos meus pais. pra eles, amor e proteção são sinônimos de falta de liberdade, opressão e truculência. chantagem emocional, tapa na cara e gritaria são apenas as formas de expressão desse cuidado tão bem quisto. sei, por vivência e observação, que eu posso fazer 30 anos, ter meu emprego, ser casada e me sustentar, que mesmo assim eles não me tratariam diferente de uma menina de 12 anos indefesa e tola. logo, por puro segmento racional, a única solução pra causa da minha depressão e infelicidade é sair de casa. eu, sinceramente, não aguento esperar até me formar pra fazer isso - até porque até lá eu já teria perdido toda a minha juventude e os meus gloriosos tempos de faculdade. tive essa experiência de um ano na unirio (que eu espero que acabe por aqui) e pude comprovar como sou um ser insignificante quando não posso participar socialmente das vidas alheias. e como posso exigir daqueles que, em sala, demonstram todo tipo de afeição por mim, paciência inesgotável? ninguém, quando me conheceu, assinou contrato irremediável para uma amizade via pombo correio. comunicação espiritual e presença mental. as pessoas querem amigos que possam encontrar num dia de tédio, tomar um sorvete num final de tarde, passar o dia fora pra fazer um trabalho importante, ir numa festa memorável... pessoas assinam contratos invisíveis para amizades factuais. amizades que, em suma, preencham todas as lacunas das necessidades sociais humanas. e eu, infelizmente, não ocupo esses pré requisitos. minha única salvação de uma vida medíocre é a coragem de me jogar incertamente no mundo procurando o futuro que tanto me prometeram nos meus sonhos adolescentes.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

projeto férias 2015/2016 (dezembro/janeiro/fevereiro) OU METAS PARA 2016

1) Ler mais: 2015 foi um ano de muitas adaptações, vestibular, faculdade, família... Li pouco, pouquíssimo. 5 livros até começarem minhas aulas, 1 desde que elas começaram em Março e (até agora) 1 depois do vestibular da uerj. Ou seja, menos da metade da minha média anual. E isso foi perceptível pra mim - escrevia mal, interpretava pior ainda. Senti saudades várias vezes e percebi como isso é tão importante e vital para mim. Agora leitura é uma prioridade vitalícia.
2) Fazer atividade física: 2015 foi um ano em que eu fiz NADA de atividade física, o quê ficou bem claro no meu peso (eternamente) flutuante. Mas minha família não dá folga, e a cada mês aparece alguém com uma doença nova. Minha genética já deu os avisos: ou eu me cuido, ou eu tenho o mesmo destino que todo mundo. E todo mundo sabe que tudo que eu sempre quis foi não ser como todo mundo, não é mesmo?
3) Estudar/Ler livros sobre política: entrei na faculdade e fiquei mais pra trás do que nunca - não em nota, nisso eu fiquei acima da média. Mas no conhecimento. Já que a UNIRIO foi a única coisa que me sobrou, preciso fazer disso a melhor coisa da minha vida.
4) Procurar um estágio: isso é algo que quero fazer durante o ano de 2016 mas sem certeza ainda se vou conseguir um.
5) Alimentação mais correta possível: pelos mesmos motivos citados 3 tópicos acima.
6) Chegar abaixo dos 55 quilos: desse ano NÃO PASSA! Cabô isso de ficar insegura com o corpo - olha o quanto isso me deixou pra trás na vida.
7) Fazer cursos online: excell, escrita, marketing... ainda não me decidi sobre todos. Mas quero usar meu tempo livre em 2016, além de dar ênfase a isso nas férias, para conquistar alguns certificados extras.
8) Me dedicar ao inglês: isso inclui prestar atenção nas aulas do curso, fazer anotações, não atrasar o material e começar a ler em inglês!!
9) Lavar mais louça: eu vivo deixando louça acumulada e meu pai sofre toda manhã lavando a da casa inteira - já vou fazer 20 anos. Acho que já deu, né?
10) Usar fio dental regularmente: pasta de dente is not enough.
11) Não reclamar/Parar de se preocupar: as coisas são do jeito que são! e ficar reclamando não muda o fato de que algo deu errado, só mexe na sua autoestima, confiança e humor.
12) Trocar meu travesseiro: ele tá um n o j o. Já deu a hora de trocar isso.
13) Cuidar mais de mim esteticamente: e essa meta inclui voltar a cuidar da minha pele, usar acessórios e escolher minhas roupas mais cuidadosamente.
14) Usar protetor solar TODA VEZ que sair ao sol: e isso é sério! tô cansada de ficar morena de sol com marca de roupa, bem ridículo até.
15) Parar de roer unhas: não preciso terminar 2016 com a unha mais longa do mundo - só não quero que ela esteja como está agora! Vou começar a usar unhas postiças com mais frequência.
16) Tirar minha carteira de trabalho: autoexplicativo.
17) Ir FINALMENTE nos médicos que adio: dermatologista, oftalmologista especialista em estrabismo/convergência, fonoaudióloga e psicóloga.



sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

maratona literária 2015.2

Decidi fazer uma maratona literária hoje meio-que-de-surpresa, pelos seguintes motivos:
a) quero dar uma roubada mesmo, pra aumentar o número de livros lidos no ano
b) esses livros (menos o emma) estão empacados comigo HÁ MESES, non aguento mais vê-los

Essa vai ser uma maratona não convencional, porque não vai durar 24 horas, mas sim até o final de 2015. Essa será uma lista de livros que vou me dedicar a ler inteiramente antes do ano acabar, pra deixar essas histórias (aparentemente) insossas para trás.
Logo, pretendo terminar todos, até porque a maioria já foi começada e esses eu não me interesso o suficiente pela história pra voltar pro começo. Segue a lista de livros escolhidos para serem lidos e terminados:


- Glória Mortal - J. D. Robb (<3)
- Silêncio - Becca Fitzpatrick
- Mulher Integral - Sônia Biondo
- PaperBoy - Pete Dexter
- Emma - Jane Austen
- Seis anos depois - Harlan Coben


meus benzin e seus 20 dias para terminá-los